http://viveiro.wordpress.com/2007/09/07/ferramentas-de-autor-o-fim-d
Poderia deixar passar, fazer de conta que não sei ou que não vi, poderia parecer incómodo, à luz das minhas últimas entradas aqui. Mas não o vou fazer, pois acho que o tema é interessante e pertinente.
Tony Karrer, hoje no seu blogue faz referência ao anúncio da Adobe de que esta marca planeia descontinuar o desenvolvimento do Authorware. Que significado podemos atribuir a esta opção? Não precisamos especular muito porquanto é a própria marca que avança com razões de viabilidade económica do produto, e certamente não será alheio o seu investimento em ferramentas de conversão e edição no formato flash.
Mas permanece a questão: As ferramentas de autor já não são precisas? Já não fazem sentido? Não têm utilidade? E não me venham com a conversa do PowerPoint!… O PowerPoint não é uma ferramenta de construção de conteúdos para e-learning. (Ponto!)
É um recurso de suporte a apresentações em sala, que agora teimam em poluir Moodles por todo o País no seu máximo esplendor de animações. E que ganhou fôlego do cruzamento entre o desejo (e várias vezes a ilusão) das escolas terem plataformas de aprendizagem online, materializado no apoio governamental à implementação da Moodle, e o facto de que para maioria dos professores o seu conhecimento em ferramentas TI se limitar ao MSOffice.
Mas não me vou desviar do tema…
No e-learning, como em quase tudo na vida, não podemos seguir o modelo de one size fits all. A escolha de uma determinada ferramenta terá de ter sempre em linha de conta sempre a estratégia para o sucesso da aprendizagem, os objectivos definidos de forma clara, o público-alvo a que se dirige, tipo de matéria-prima que temos, as competências das pessoas que podem vir a ter de produzir conteúdo para e-learning ou simplesmente aprendizagem online.
A maioria das ferramentas de autor surgiram e algumas mantém-se no mercado, operacionais, porque nas suas raízes estão modelos pedagógicos baseados na visão construtivista da aprendizagem. Foram criadas para facilitar a vida a quem precisa de passar de um registo de papel e sala “física” para um ambiente online, multi-apelativo, cheio de novidades mas também muito desorganizado.
A ferramenta de autor permite construir para a desconstrução de uma forma estruturada.
Com o mesmo material e conhecimento poderei construir um hotel ou apenas uma casa de campo. Depende do que preciso e do que tenho a priori, Ou seja, posso fazer pequenos objectos de aprendizagem e integrá-los na mesma na minha LMS, posso criar apenas testes. E posso ficar independente da plataforma, fazer um CD-Rom e enviar por correio para locais onde não há Internet ali à mão de semear (o Mundo não é todo digital)
Mas uma ferramenta de autor terá de garantir facilidade na utilização, pois para que continuem a fazer sentido têm de ser simples de utilizar por parte dos especialistas de conteúdo.
Em Portugal, e no estado em que o e-learning está (a este propósito terei mais dados mais para Outubro, na sequência do projecto LMS2), é pertinente uma reflexão sobre a evolução do mercado da formação que se faz online, quer do ponto de vista da oferta do tipo de “produtos” em oferta, quer do tipo de público e expectativas na procura.
Palavras-chave: e-learning, ferramentas de autor, WCB



