http://viveiro.wordpress.com/2007/10/10/entao-o-que-o-tras-por-ca/
Sabemos responder a esta pergunta quando vamos a uma conferência sobre e-learning?
O que nos leva a querer participar numa conferência? Será que o sucesso desta depende apenas da sua organização?
Preparar, levar a cabo e retirar conclusões de eventos desta natureza, principalmente quando atingem dimensões que ultrapassam as centenas de participantes, dezenas de oradores e vários organismos patrocinadores e convidados, não é certamente tarefa fácil. Como diz o ditado: quanto maior o barco maior a tormenta.
Da minha parte contam certamente com o reconhecimento pelo esforço despendido na gestão do que é previsto e dos inúmeros imprevistos.
Mas retomo a questão inicial pois quero aqui e agora colocar ênfase no comportamento e atitude de quem se desloca até lá ou participa online (que para o caso presente é equivalente). E a este propósito remeto para alguns Post de Tony Karrer que considero deveras interessantes e muito úteis.
Concordo com Tony quando diz que o aspecto mais importante para garantir que retirou o máximo de uma conferência é determinar previamente quais as perguntas que gostaria de ver respondidas durante o evento. Isto vai ajudar a focalizar a atenção em vez de se dispersar por sessões, stands e corredores e chegar ao fim com uma sensação de desperdício de tempo e poucos resultados alcançados.
Sugiro a leitura integral da entrada Better Questions for Learning Professionals. Deixo aqui apenas algumas das perguntas sugeridas (deixo em inglês para evitar traduções menos apuradas):
- Is courseware appropriate for my audience and topic? What are some alternative blends that might work?
- Does interactivity make a difference in terms of learning? What does the research actually show? Is there demonstrable return that I can use to justify greater budget? Where’s Will Thalheimer and can you introduce me?
- Can I reduce the duration of courseware and still get an effective result? How would I supplement that with reference? What’s the cut-off point?
- What are some possible ways I teach topic a process topic so it sticks? What are the pluses and minuses of those interactive styles?
- Informal Learning - How can I provide a development process, tools and systems that foster informal learning in a way that I know will have impact on the performance that I care about and that is repeatable? What can I borrow from KM, collaborative learning, and management practices? What does this look like in practice? When do I use it? When are you using it? What effect is it having? How do you know?
- Personal Learning - What systems, tools, techniques can I use to make myself a better learner?
- Reference Hybrids - How have you organized landing pages to support both reference and learning modes? How do you define what will be treated as reference and what as learning? What tools are you using today? What do you expect to use in the future? How do you track this kind of learning? Do you have metrics on impact?
Se calhar só será possível formular determinadas perguntas a partir do momento que já se sabe alguma coisa do assunto. E acontece também que muitas das pessoas que vão às conferências vão à procura de “ver o que há” e “ouvir como é”, numa posição de expectativa e curiosidade, mas pouco exploratória (com método).
Para quem não está ver que estas perguntas façam sentido para si, se é novo nestas andanças do e-learning então poderá sempre retomar à pergunta base - Como é que isto se aplica o que eu faço ou à minha situação (se é que se aplica)?
Arranje um plano
- Com quem se quer encontrar para responder às suas perguntas?
- Quais as sessões que de lá “saem sumo”?
- Que mais vai acontecer durante a conferência, que me vai permitir conhecer e falar com outras pessoas?
- Como posso encontrar pessoas que poderão partilhar das mesmas dúvidas ou que já passaram pelos mesmos problemas que eu?



