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Olinda :: Blog

Novembro 18, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/11/18/JOGO

PERSONAGENS DA ÉPOCA DOS DESCOBRIMENTOS

CIENTISTAS, NAVEGADORES, HUMANISTAS, ESCRITORES

Para rever a matéria, levei aos alunos um jogo muito antigo que, de uma forma lúdica, ensina os principais personagens da época dos Descobrimentos. Tenho este jogo há mais de vinte anos, está velhinho mas esta geração ainda gosta de o jogar.

 

Começo por mostrar os cartões com as personagens que eles vão desenhando no caderno juntamente com frases que caracterizam brevemente cada uma.

Este trabalho leva algumas aulas mas no final compensa, pois quando eu distribuo os cartões de loto por grupos e quando digo o nome do personagem que tenho na mão, eles falam da sua biografia e muitas vezes acertam em coro.

Caderno da Ana Pereira

Fernão de Magalhães - Fez a primeira viagem à volta do mundo, viagem de circum-navegação;

- Grande historiador e humanista, chegou a ser preso pela Inquisição;

- Foi um grande geógrafo e cosmógrafo, desenhava os mapas das viagens;

- Rei que incentivou muito os Descobrimentos Portugueses;D. João II.

- Durante o seu reinado os portugueses foram à Índia e ao Brasil;

- Fez várias viagens ao serviço do Infante D. Henrique;

- Escreveu várias crónicas de viagem;Gomes Eanes de Zurara.

João Gonçalves Zarco

- Descobriu o arquipélago da Madeira;

Diogo Cão - Chegou à foz do Zaire e à costa de Angola;

- Médico e escritor, foi para a Índia para fugir à Inquisição;

Garcia da Orta.

- Descobriu o caminho marítimo para a Índia;Vasco da Gama.

- Escreveu os Lusíadas;Luís de Camões.

- É o pai do teatro português;Gil Vicente.

- Escreveu a obra “Roteiros”;

- Chegou ao Canadá e à Gronelândia, desapareceu num naufrágio;Gaspar Corte Real.

- Matemático e cientista, inventou o nónio;

- Descobriu o Brasil em 1500;Pedro Álvares Cabral.

- Passou o Cabo da Boa Esperança;Bartolomeu Dias

Infante D. Henrique - Fundou uma escola náutica em Sagres;

Fernão Mendes Pinto. - Foi um dos primeiros portugueses a chegar ao Japão, escreveu a obra “Peregrinação”.

- Chegou ao Cabo Verde e trouxe os primeiros escravos negros;

- Escreveu a “Carta do Achamento do Brasil”;

 PêroVaz de Caminha.

- Passou o Cabo Bojador;Gil Eanes.

- Descobriu o arquipélago da Madeira;Tristão Vaz Teixeira

Estudem muito que há teste na próxima semana. Bom Trabalho!

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Novembro 05, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/11/05/Bara

Este dia vai ficar - sem a menor dúvida - na História, a minha alegria de viver um dia assim só é comparável à do dia em que caiu o muro de Berlim.

Estamos a viver um dia histórico, meus amigos.

O primeiro dia de verdadeira igualdade e democracia, isto talvez só seja possível na maior democracia do mundo.

É também, não há que ter medo das palavras, um grande dia para a Humanidade e para a Civilização.

Família Obama

Filho do queniano Barack Obama, e da norte-americana Ann Dunham, Barack Hussein Obama Jr. passou parte da infância no Havai e na Indonésia, para onde sua mãe se mudou depois de se divorciar do pai e se casar novamente. Aos dez anos, porém, o menino retornou ao Havaí, onde viveu sob os cuidados dos avós maternos.

Adolescente, mudou-se para Nova York onde se licenciou em Ciências Políticas na Universidade Columbia. A seguir, graduou-se em Direito pela Universidade de Harvard. Iniciou sua carreira política na cidade de Chicago, Illinois, onde foi líder comunitário e professor de direito constitucional. Casou-se em 1992 com Michelle e tem duas filhas, Malia e Sasha.

Em 1996, foi eleito para o Senado de Illinois (órgão do poder Legislativo local), onde permaneceu até 2004. Em 2000, tentou sem sucesso eleger-se para a House of Representatives, que equivale à Câmara dos Deputados do Congresso norte-americano. Quatro anos mais tarde, foi eleito para o Senado dos Estados Unidos, pelo Partido Democrata, assumindo seu mandato em 4 de Janeiro de 2005.

No Senado, Obama integrou diversas comissões e obteve destaque por sua actuação, o que lhe permitiu postular a candidatura à Presidência da República, em Fevereiro de 2007. Em campanha a sua plataforma se compôs-se por três elementos essenciais: o fim da guerra do Iraque, a obtenção da auto-suficiência energética dos Estados Unidos e a universalização dos serviços de saúde no país.

Para tornar-se o candidato oficial dos democratas, contudo, Barack Obama precisou de vencer a outra postulante do Partido, a senadora Hillary Clinton, numa disputa acirrada, que quase provocou estragos aos próprios democratas na corrida presidencial.

Em 5 de Novembro de 2008, Obama venceu o concorrente e foi eleito o 44o presidente dos Estados Unidos, sendo aclamado como o primeiro negro a governar o país.

E isto, meus amigos é o começar de uma nova Era!

Havia presidentes negros em África mas no mundo é a primeira vez que acontece.

PARABÉNS AOS AMERICANOS QUE DERAM UM GRANDE PASSO PELA HUMANIDADE!

Fonte: Senado dos Estados Unidos/The New York Times/Folha de S. Paulo

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Novembro 01, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/11/01/A-SA

A Inquisição era um tribunal eclesiástico destinado a defender a fé católica: vigiava, perseguia e condenava aqueles que fossem suspeitos de praticar outras religiões. Exercia também uma severa vigilância sobre o comportamento moral dos fiéis e censurava toda a produção cultural bem como resistia fortemente a todas as inovações científicas. Na verdade, a Igreja receava que as ideias inovadoras conduzissem os crentes à dúvida religiosa e à contestação da autoridade  do Papa.

Execução de condenados pela Inquisição, no Terreiro do Paço, em Lisboa

(séc. XVIII)

As novas propostas filosóficas ou científicas eram, geralmente, olhadas com desconfiança pela Inquisição que submetia a um regime de censura prévia todas as obras a publicar, criando o Index, catálogo de livros cuja leitura era proibida aos católicos, sob pena de excomunhão.

As pessoas viviam amedrontadas e sabiam que podiam ser denunciadas a qualquer momento sem que houvesse necessariamente razão para isso. Quando alguém era denunciado, levavam-no preso e, muitas vezes, era torturado até confessar. Alguns dos suspeitos chegavam a confessar-se culpados só para acabar com a tortura. No caso do acusado não se mostrar arrependido ou de ser reincidente, era condenado, em cerimónias chamadas autos-de-fé, a morrer na fogueira.

Foi Pedida por D. Manuel I, para cumprir o acordo de casamento com Maria de Aragão. A 17 de Dezembro de 1531, o Papa Clemente VII, pela bula Cum ad nihil magis instituiu-a em Portugal, mas um ano depois anulou a decisão. Em 1533 concedeu a primeira bula de perdão aos cristãos-novos portugueses. D. João III, filho da mesma D. Maria, renovou o pedido e encontrou ouvidos favoráveis no novo Papa Paulo III que cedeu, em parte por pressão de Carlos V de Habsburgo.

Em 23 de Maio de 1536, por outra bula em tudo semelhante à primeira, foi instituída a Inquisição em Portugal. Sua primeira sede foi Évora, onde se achava a corte. Tal como nos demais reinos ibéricos, tornou-se um tribunal ao serviço da Coroa.

Além disso, a Inquisição portuguesa é instituída em pleno século XVI, quando a economia capitalista começa florescer e os interesses clericais começam a girar em torno de outros objectivos, do que meramente perseguir hereges e combater heresias.

 

O primeiro auto-de-fé realizou-se em Lisboa, a 20 de Setembro de 1540, seguindo-se outros em Coimbra, Porto, Lamego, Tomar e Évora. Devido a contínuos desentendimentos, o papa mandou suspender a actividade do Tribunal do Santo Ofício em 1544.

Um auto-de-fé nos cadernos dos meus alunos.

O governo português inconformado, propõe negociações e mais negociações até que o papa, diante de uma proposta irrecusável que trazia incomparáveis  vantagens económicas, percebeu a urgência e a necessidade de se combater as heresias e propagar a fé cristã em terras portuguesas e pela bula meditatio cordis, de 16 de Julho de 1547, revigora-se a fé católica restabelecendo a Inquisição neste país.

A partir de então a Inquisição portuguesa presencia momentos de extrema eficiência, mas com requintes de crueldade, como os anos em que foi inquisidor-mor D. Henrique, irmão de D. João III, onde ocorreu o corte de toda apelação dos cristãos-novos a Roma e a concentração numa mesma pessoa, rei e inquisidor, a suprema autoridade política e a suprema autoridade religiosa. Assim o Tribunal do Santo Ofício assume o centro de poder do Estado português, mandando e desmandando da forma que lhe conviesse as dissidências da igreja católica.

 

Mas nem tudo se passou de forma tranquila e a Inquisição lusitana encontrou oposição no seio da própria igreja, na figura do padre António Vieira, que tentou de todas as formas impedir a acção do Santo Ofício, tanto que chegou a ir a Roma para denunciar ao papa Clemente IX os métodos e as injustiças da Inquisição portuguesa.

O seu brilhantismo foi tal que em 1674, o papa suspendeu as actividades do Santo Ofício, mas por pouco tempo, pois os hereges portugueses tinham de ser perseguidos e em 1681, o Tribunal de Deus volta às suas actividades normais.

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Outubro 26, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/10/26/PAUL

a

 

 

A Paula Gil é a minha irmã pintora, vive no Luxemburgo e aqui em Portugal era uma professora de Matemática desiludida. Andava sempre com contratos precários, de um mês ou dois a leccionar em substituições, a maior parte do tempo desempregada e sem expectativas de futuro.

Decidiu ir para o Luxemburgo onde o marido já se encontrava a trabalhar na hotelaria.

Aí começou a dedicar-se a sério à pintura e tem feito várias exposições e contactos onde, aos poucos, vai divulgando e vendendo a sua obra.

Na sua pintura ocorre uma contaminação da arte abstracta com a arte geométrica superlativamente conseguida, em composições a que assiste um inspirado jogo de cores, ritmo e vibrações.

Com 12 anos de experiência nesta arte, a Paula executa pinturas delicadas, em que o abstracto convive com temas florais, planetas, paisagens, e onde por vezes se surpreende um estilo em que sobressai a textura da madeira e do barro irrompendo nas telas.

 

Desejos de muito (e merecido) sucesso!

 

O custo, nesta fase de lançamento,  oscila entre 500 e 600 euros.

 

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Outubro 24, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/10/24/VAMO

O TESTE DE HISTÓRIA É DIA 27, NÃO TE ESQUEÇAS?

VÊ COMO ERA UMA CARAVELA POR DENTRO.

 

 

A colonização da Madeira

"Esta ilha mandou-a o Infante D. Henrique povoar pelos Portugueses sem que até então tivesse sido habitada. Chama-se ilha da Madeira porque, quando foi descoberta, não tinha palmo de terra que não estivesse coberto de grandíssimas árvores, sendo necessário aos primeiros que a quiseram habitar pôr-lhe fogo.

Tem terrenos muito frutíferos e abundantes (...) belíssimas fontes (...). O ar é quente e temperado, de tal modo que jamais faz frio."

Cadamosto (navegador italiano do séc.XV), Primeira Navegação (adaptado)

 

O Infante D. Henrique iniciou a colonização da Madeira e Porto Santo dividindo-as em capitanias. Aos capitães-donatários competia defender, povoar e explorar os recursos naturais das ilhas.

Os colonos, vindos sobretudo do Algarve e Minho, mas também do estrangeiro, dedicaram-se à agricultura, pesca e criação de gado. Os produtos mais importantes foram o vinho, o açúcar, os cereais, as plantas tintureiras e a madeira (importante para a reparação dos navios que aí faziam escala).

A colonização dos Açores 

"O Infante D. Henrique mandou para ocidente buscar terra firme. E, a 270 léguas de Lisboa, acharam uma ilha, que agora se chama de Santa Maria, despovoada, com muitos açores, e viram outra e foram a ela, que agora se chama S. Miguel, também despovoada e cheia de açores. Daí viram outra ilha, agora chamada Terceira, e outras, todas com muitos açores.

Lançaram ali muitos animais, tais como porcos, vacas, ovelhas, dos quais há aí uma multidão, de modo que todos os anos de aí trazem muito gado para Portugal.

Igualmente há aí tanta quantidade de trigo que todos os anos ali vão navios e trazem trigo para Portugal."Diogo Gomes, Relação dos Descobrimentos (séc. XV), Diogo Gomes, Relação dos Descobrimentos (séc. XV)

"O Infante D. Henrique mandou para ocidente buscar terra firme. E, a 270 léguas de Lisboa, acharam uma ilha, que agora se chama de Santa Maria, despovoada, com muitos açores, e viram outra e foram a ela, que agora se chama S. Miguel, também despovoada e cheia de açores. Daí viram outra ilha, agora chamada Terceira, e outras, todas com muitos açores.

Lançaram ali muitos animais, tais como porcos, vacas, ovelhas, dos quais há aí uma multidão, de modo que todos os anos de aí trazem muito gado para Portugal.

Igualmente há aí tanta quantidade de trigo que todos os anos ali vão navios e trazem trigo para Portugal."Diogo Gomes, Relação dos Descobrimentos (séc. XV), Diogo Gomes, Relação dos Descobrimentos (séc. XV)

caderno do Leandro

Também nos Açores se utilizou o sistema de capitanias para a colonização. O seu povoamento foi porém mais lento devido à grande distância a que se encontravam do continente.

As principais actividades dos colonos nas ilhas dos Açores eram a agricultura e a criação de gado; as principais riquezas deste arquipélago, nesta época, eram os cereais, o gado bovino e ovino e as plantas tintureiras (pastel, urzela e dragoeiro).

A sereia do Leandro

Resolve os exercícios e prepara-te para o teste:

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/5/hgp5_arqacormad.htm

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/5/hgp5_descobertport.htm

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/5/hgp5_importxvi.htm

http://curteahistoria.no.sapo.pt/Portugal_sec_XV/actividades.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/9.ceuta_match.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/9.razoes_conquista_match.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/9.viagens_navegadores_match.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/9.navegadores_match.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/9.produtos1_match.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/9.ilhas_cloze.htm

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/9.india_brasil_cloze.htm

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Outubro 16, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/10/16/Fern

 

Fernão de Magalhães o português que descobriu a passagem marítima do Atlântico para o Pacífico não concluiu a viagem de circum-navegação que iniciara ao serviço da coroa de Espanha. Mas ficou para a História.  A 8 de Setembro de 1522, chegava a Sevilha uma nau com 18 tripulantes. Estes homens tinham zarpado do mesmo porto, mais de três anos antes, à descoberta de uma passagem de ocidente para oriente - eram os poucos sobreviventes da armada de Fernão de Magalhães.

O navegador português serviu durante nove anos nos mares do Oriente, ajudando à conquista de vários territórios, incluindo Malaca, subjugada por Afonso de Albuquerque em 1511.

 De regresso a Lisboa, em 1514, viu recusado pelo rei D. Manuel o seu pedido de aumento da tença anual. Partiu para Espanha e ofereceu os seus préstimos a Carlos I de Espanha (futuro imperador Carlos V).

Aliciado pela perspectiva de atingir as ilhas das especiarias por ocidente, o monarca cedeu ao navegador português as naus e os equipamentos para o intento. Segundo os seus cálculos, e dos irmãos Faleiro*, as Molucas encontravam-se na metade do mundo que, pelo tratado de Tordesilhas, cabia à coroa de Castela; os cosmógrafos portugueses garantiam mesmo que a cerca de 40 graus de latitude a sul do Brasil, havia uma passagem do oceano Atlântico para os mares do Sul.

Durante um ano foi preparada a armada, composta pelas naus Trinidad, San Antonio, Concepción, Victoria e Santiago. A frota contava com cerca de 240 tripulantes de várias nacionalidades, entre os quais o italiano António Pigafetta, que deixaria um relato completo da viagem de Magalhães.

Segundo ele, no relato publicado por Neves Águas, o português partiu de Sevilha rumo às Canárias a 10 de Agosto de 1519, seguindo depois até à costa da Guiné, "resolvido a abrir um caminho que nenhum navegador conhecera até então". Rumaram depois ao Brasil, atingindo o Rio de Janeiro no início de Dezembro, onde ficaram 15 dias, ao fim dos quais Pigafetta testemunha: "Costeámos o país até 34º 40' de latitude sul, onde encontrámos um grande rio de água doce". Era o rio da Prata, onde "habitam os canibais, ou comedores de homens", que os navegadores julgavam poder ser a tão almejada passagem para o Oriente.

Fernão de Magalhães é, no entanto, uma figura mal amada. Nunca lhe perdoaram o facto de ter servido o imperador Carlos V, que também era rei de Espanha, depois de ter sido dispensado pelo português D. Manuel. “Não foi por culpa dele, mas de quem não acreditou nele”, declara a escritora Alice Vieira. Magalhães foi, também por isto, um sobrevivente crónico. Demonstrou tenacidade extraordinária.

Fernão de Magalhães terá nascido em Trás-os-Montes, em Sabrosa, no ano de 1480. Pertencia a uma família da baixa nobreza. A sua educação foi orientada para uma carreira militar, estudou navegação em Lisboa e com 25 anos embarcou para a Índia. Em 1511, tomou parte na conquista de Malaca. “Estava constantemente em acção”, conta Gonçalves Neves.

A passagem para o Pacífico foi encontrada em 24 de Agosto de 1520. Tinha cerca de 600 km de comprimento. Fernão de Magalhães deu-lhe o nome de estreito de Todos os Santos. Hoje é denominado estreito de Magalhães.

A frota encontrava-se em situação crítica. O escorbuto espalhava-se pela tripulação. A comida e a água apodreciam. O desastre parecia iminente, quando foi avistada uma ilha. A equipa pôde saciar a fome e os mantimentos foram repostos. Fernão de Magalhães estava num oceano desconhecido. . Como o tempo esteve calmo durante a travessia, decidiu chamar-lhe “Pacífico”. Semanas mais tarde, avistaram outra ilha.

Fernão de Magalhães pensava que se tratava das Molucas, mas estava enganado. Tinha acabado de descobrir o arquipélago das Filipinas.

Aproveitou a ocasião para fazer alguma diplomacia em nome do rei de Espanha. A sorte abandonou-o quando desembarcou em Mactan: foi morto em combate.

Morte de Magalhães

A primeira viagem marítima em redor do globo terrestre foi concluída em 1522, por Sebastião de El Cano, um dos seus capitães.

O facto de Fernão de Magalhães ter concretizado a sua odisseia ao serviço de um rei espanhol não lhe retira o mérito. Pelo contrário. É admirável que tenha conseguido montar uma expedição desta envergadura num país que não era o dele. “Fernão de Magalhães representa um grupo de homens que saíram de Portugal e projectaram o seu saber para fora das fronteiras”, diz Gonçalves Neves. E nunca deixou de ser português. Foi graças a ele que Portugal esteve no início da globalização.

NAU PORTUGUESA DO SÉCULO XVI

Foi encontrada na costa da Namíbia uma nau Portuguesa do século XVI. Segundo informações do Ministério daquele país, a nau contem cerca de 2000 moedas em ouro, cerca de um quilo e meio de moedas de prata, vários instrumentos de navegação e 3 canhões de bronze. Este achado, acidental, foi a mais antiga embarcação encontrada na África Austral.

Será que esta nau foi pertença de Fernão de Magalhães na sua fatídica viagem, que foi a primeira de circum-navegação ao globo e na qual mais tarde viria a falecer no Arquipélago das Filipinas?

Ao longo da viagem de circum-navegação, enquanto os marinheiros sofriam e morriam à sua volta devido ao escorbuto, Fernão de Magalhães e vários outros oficiais mantinham-se misteriosamente saudáveis. Ninguém sabia porquê, mas havia uma razão relevante para terem escapado à terrível doença. Durante toda aquela provação, os oficiais serviam-se regularmente de um fornecimento de compota de marmelo que o capitão português fizera embarcar. O marmelo, um fruto do género da maçã, era na realidade um potente anti-escorbuto, graças à sua quantidade de vitamina C.

BERGREEN, Laurence, Fernão de Magalhães - Para além do fim do mundo, Lisboa, Bertrand Editora, 2005

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Outubro 10, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/10/10/A-CO

 

Assinada a paz com Castela, em 1411, D. João I procurou resolver os problemas do reino que estava pobre.

As conquistas no Norte de África surgiram como uma solução: agradavam à nobreza que procura a guerra como forma de obter honra, glória, novos cargos e títulos; agradavam ao clero pois era uma forma de combater os Mouros, inimigos da religião cristã; agradavam à burguesia pois assim poderia controlar a entrada do Mar Mediterrâneo e o comércio de escravos, ouro, especiarias e cereais.

 

Assim, em 1415, uma poderosa armada preparada por D. João I tomou a cidade de Ceuta: 33 galés, 27 trirremes, 32 birremes e 120 outros barcos, onde se amontoaram 50 mil soldados - todos "cruzados" (ou seja, com cruzes de tecido coladas aos uniformes, já que partiam para uma guerra santa).

O comando da armada foi entregue aos filhos do rei dom João I, entre os quais o infante dom Henrique. Na manhã de 14 de agosto de 1415, com Ceuta desprotegida - por um inexplicável desleixo do soberano Sala-bin-Sala -, os lusos invadiram a cidade como uma horda de bárbaros. Mataram milhares de mouros, saqueando tudo o que podiam encontrar, destruindo lojas, bazares, mesquitas e o palácio do governante. Depois de dez horas de batalha desigual, contra adversários desarmados, os portugueses tornaram-se senhores de Ceuta.

Contudo, os Mouros desviaram as rotas comerciais para outras cidades do Norte de África. Ceuta tornou-se uma cidade cristã isolada e constantemente atacada.

Os Portugueses iniciam então as viagens por mar na esperança de chegar ao local de origem do ouro e das especiarias.

A minha viagem a Ceuta – fui conquistada!

A História dos Descobrimentos começa com a tomada de Ceuta. Assim, através do estudo da História, sempre tive uma enorme curiosidade em conhecer Ceuta.

Aproveitando umas férias em Agosto de 2002, meti-me à estrada, com o objectivo de visitar a cidade espanhola de Ceuta, dando também um salto ao rochedo inglês de Gibraltar.

                                                                

 Viajámos de automóvel até Algeciras, no sul de Espanha. Aí apanhámos um ferryboat para usufruir da travessia do mítico estreito de Gibraltar. É um sítio fabuloso. Uma paisagem linda, o Atlântico e o Mediterrâneo a tocarem-se, África e a Europa (Reino Unido incluído) todos tão perto, quase a tocarem-se.

 As colunas de Hércules* e toda a carga existente naquele local onde começava antigamente o Novo Mundo e o Desconhecido, conseguem fazer com que a travessia seja sempre colada à janela e de máquina fotográfica em punho. A viagem é rápida, cerca de uma hora e estamos em África.

A segurança é, como devem imaginar, apertada e à entrada e saída do ferry somos compelidos a passar por uma daquelas máquinas de raio-x que tratam de verificar o interior das nossas malas e demais pertences.

A actividade demora mas lá se faz, e então estamos em Ceuta e, mais importante, pisamos o solo do continente africano.

Ceuta é uma cidade fantástica e deixei-me conquistar por ela. A cidade percorre-se relativamente bem a pé, o centro tem as ruelas antigas cheias de comércio, os monumentos aparecem em cada esquina. Na cidade encontram-se povos de três religiões – católicos, judeus e árabes – com as suas culturas evidenciadas pelas casas, pelas lojas e pelos restaurantes. As igrejas e capelas católicas convivem com a mesquita e a sinagoga.

Destaco o forte imponente rodeado por águas salgadas e a muralha dos portugueses. Mas para uns dias maravilhosos de férias aconselho o grande e moderno Parque Marítimo do Mediterrâneo.

Depois de uma semana bem passada em Ceuta os viajantes seguiram para Gibraltar mas isso fica para um próximo post.

*As colunas de Hércules são dois promontórios que existem à entrada do estreito de Gibraltar, um em África (o monte Hacho em Ceuta) e outro na Europa (o rochedo de Gibraltar).

O nome provém da mitologia grega, em que se conta que Hércules, para realizar um de seus doze trabalhos, teria necessidade de transpor um estreito marítimo.

 Dispondo de pouco tempo, resolveu abrir o caminho com seus ombros ligando, assim, o Mar Mediterrâneo ao Oceano Atlântico. No Parque Marítimo do Mediterrâneo existe esta estátua de Hércules que evoca esta cena mitológica.

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Outubro 08, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/10/08/MONS

 

Na Idade Média, numa época de pouca divulgação cultural ou científica, o povo imaginava monstros e coisas maravilhosas, bem como uma série de criaturas fabulosas a viver nos oceanos.

 Considerava-se que a Terra e o Mar eram dois mundos paralelos, pelo que certos animais terrestres já conhecidos teriam certamente os seus correspondentes a viver no mar. Mas foi apenas com os primeiros relatos dos descobrimentos que surgem referências escritas a diversos monstros marinhos.

Criaturas fabulosas e homens sem cabeça

Navegar com terra à vista, como aconteceu nas primeiras viagens, não levantava grandes problemas. Porém, quando começaram a entrar no pelo mar alto, os marinheiros tiveram muito medo.

Medo das tempestades, medo de se perderem e não conseguirem regressar. Ma sentiram também um enorme receio provocado pelas histórias que se contavam sobre o que existiria para lá do mundo conhecido. Dizia-se que os monstros marinhos engoliam os barcos, o calor fazia ferver as águas, os homens e os animais eram monstruosos…

Seres imaginários

O termo monstro marinho surge, a partir do século XV, não necessariamente relacionado com uma criatura mítica medieval, mas associado à ocorrência de um enorme ser, assustador e nunca antes visto.

Na extensa história Atlântica de Portugal existem inúmeras referências a monstra marina, muitas vezes com nomes até conhecidos, como baleias, golfinhos e outros peixes como esses. As viagens por mares e terras não explorados levaram os homens ao encontro de uma natureza inóspita, e colocaram-nos face a ambientes diferentes e singulares. Obrigaram-nos a enfrentar a perplexidade relativamente à fauna e flora encontradas, completamente incógnita e deveras admirável.

Monstros 

Podemos, portanto, perceber que a fantasia criada em torno dos monstros marinhos, encontra o seu fundamento em vislumbres de animais reais, nas raras e surpreendentes observações de seres marinhos, que até então permaneciam um verdadeiro mistério.

 Monstros devoradores

Os Lusíadas constituem um capítulo da história marítima portuguesa, a glorificação do descobrimento do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, escrito pelo marinheiro e poeta Luís de Camões.

 A narrativa assenta na realidade histórica do povo português, mas os acontecimentos reais são também influenciados pelos deuses da mitologia, os anjos e os santos.

O Gigante Adamastor

Mas, para além das suas características épicas e históricas, Os Lusíadas são também uma fonte valiosa de descrições da paisagem, da geografia, dos animais e das plantas ao longo da viagem marítima para a Índia. Na verdade muitos dos seres vivos que os navegadores portugueses encontraram ao longo da sua jornada foram nessa altura observados pela primeira vez. Outros, no entanto, eram já mais familiares, fosse por fazer parte, ou por serem semelhantes a outros, da fauna e flora de Portugal ou de outras regiões conhecidas. Fazendo referência apenas aos mamíferos marinhos que surgem como a base biológica sobre a qual o autor construiu o poema, encontramos os golfinhos ou delfins e as focas ou quoquas.

Mais misteriosas e mitológicas surgem as sereias ou sirenas, que enfeitiçavam os marinheiros com os seus cantos, mas na verdade têm a sua origem nos gordos e pachorrentos manatins e dugongos.

As sereias

O poema de Fernando Pessoa “O Mostrengo” simboliza, claro está, o medo do desconhecido (o "mostrengo") que os navegadores portugueses tiveram que vencer. A causa próxima dessa coragem é, segundo Fernando Pessoa, obedecer às ordens do rei D.João II.

O Mostrengo

  Texto adaptado de:

http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=422&lang=pt

http://www.pluridoc.com/Site/FrontOffice/default.aspx?Module=Files/FileDescription&ID=423&lang=pt

Agora apreciem estes seres fabulosos desenhados nos cadernos dos meus alunos.

Não são um espanto?

 

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Outubro 06, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/10/06/MEGA

Passeio de Domingo à Mamoa das Madorras e a S. Leonardo da Galafura

No Domingo de manhã fomos todos a S. Leonardo da Galafura, este miradouro oferece um dos mais extraordinários panoramas sobre o rio Douro e sobre os socalcos do Vinho do Porto.

Os Serranos, incansáveis, tudo nos proporcionaram, um autocarro da Câmara Municipal de Sabrosa levou-nos por terras e montanhas até ao cimo, bem perto do céu. Aqui avistámos a paisagem que é Património Mundial – o Alto Douro Vinhateiro - desde 2001. Um título, atribuído por unanimidade, que premiou a Região vinícola demarcada mais antiga do mundo, decretada pelo Marquês de Pombal, em 1756. Região única por reunir as virtudes do solo xistoso e da sua exposição solar privilegiada com as características ímpares do seu microclima em conjunto com o trabalho árduo do homem do Douro.

 

Dali observam-se os montes imponentes e as encostas com as famosas vinhas dispostas em socalcos que parecem querer represar o rio, vedando-lhe o caminho para o mar. Os visitantes ficaram extasiados com tanta beleza e diziam:

- Sim, agora percebemos onde se inspirava o poeta!

- Que beleza! Que paisagem grandiosa!

Em baixo, o Douro corre, azul e sereno, beijando as margens, verdes e ensolaradas, as quintas e casas solarengas. Foi um local muito amado por Miguel Torga que dizia que São Leonardo era como um barco de quilha para o ar, que a natureza voltara a meio do vale.

Aqui a amiga bloguista Manuela Pinheiro e um outro amigo, declamaram os poemas de Torga em tão sublime cenário.

Em seguida dirigimo-nos a outra serra, linda também, mas com outras características. Ao dobrar a serra de Nossa Senhora da Azinheira, para lá de São Martinho de Anta deixa-se para trás a paisagem do vale do Douro e entra-se noutro mundo.

Uma vez esta fronteira natural franqueada abre-se na nossa frente uma paisagem agreste, com declive menos pronunciado, com vegetação composta essencialmente por silvas, torgas, giestas… com pedregulhos de todos os tamanhos e formatos, voltados para o céu, formando figuras insólitas a que os Serranos já deram nomes, nos seus inúmeros passeios ao campo.

Naquele sítio, os povos do Neolítico, deixaram um monumento funerário - a mamoa de Madorras – escavada agora no solo um monumento que se encontrava encoberto. Este monumento está hoje ao relento e abandonado no meio do monte. Podia ser mais divulgado e protegido mas ainda aguarda atenção de quem lha poderia dar.



"Corria o ano de 1912 quando Albino dos Santos Pereira descobre um monumento megalítico, denominado de Mamoa das Madorras. Apesar da sua importância, esta descoberta, só foi alvo de trabalhos de intervenção arqueológica entre os anos de 1983 e de 1988, ao encargo do Dr. Huet de Bacelar (num total de cinco campanhas). Nestes 5 anos de escavações foi poss&i