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Olinda :: Blog

Outubro 18, 2009

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2009/10/18/A-Re

Os primeiros sinais de inovação

              Munch

As primeiras inovações surgiram a partir de 1880-90. Pintores como Munch, Van Gogh, Gauguin e Cézanne introduziram mudanças arrojadas, que estiveram na origem de novas correntes.

Van Gogh

 Van Gogh acentua dramaticamente as formas e as cores, abrindo assim caminho ao expressionismo.

 Gauguin

Gauguin privilegia a força da cor, anunciando o violento choque que irá ser provocado pelo fauvismo.

Cézanne 

Quanto a Cézanne, geometriza as formas dos objectos, tornando-se o precursor de uma das maiores rupturas da história da pintura, o cubismo.

As grandes rupturas

A grande revolução nas artes plásticas dá-se por volta de 1907, com o aparecimento do cubismo e do abstraccionismo.

 Eu e Guernica, de Picasso.


O cubismo, cujos principais representantes foram Picasso e Braque , destrói por completo a imagem natural das pes­soas e dos objectos: as figuras são decompostas em planos geométri­cos que representam vários ângulos de visão e que se sobrepõem e confundem na superfície do quadro destruindo a tradição herdada desde o Renascimento.

Picasso e Braque , destrói por completo a imagem natural das pes­soas e dos objectos: as figuras são decompostas em planos geométri­cos que representam vários ângulos de visão e que se sobrepõem e confundem na superfície do quadro destruindo a tradição herdada desde o Renascimento.

                     Braque

Abstraccionismo
Não foi difícil a transição do cubismo para o abstraccionismo. O abstraccionismo é a arte não figurativa. Ela pode, tal como afirma Kandinsky, sugerir emoções através das cores ou, simplesmente, como defende Mondrian, não traduzir coisa nenhuma, porque a arte deve, somente, ser bela.
O abstraccionismo, de que Kandinsky foi um dos introdutores, vai ainda mais longe. Deixa de representar figuras concretas (por isso se lhe chama também arte não-figurativa) e torna-se uma simples combinação de linhas, de formas e de cores, abstraídas da realidade. As pinturas abstractas limitam-se a sugerir, quando muito,uma emoção ou um estado de espírito.
A partir destas inovações e desta nova atitude do homem e do artista, a liberdade criativa deixou de ter limites.

 Kandinsky

A Revolução na Arte

Talvez em nenhuma outra época se tenha explorado tão grande diversidade de caminhos na arte e na literatura como entre 1890 e as três primeiras décadas do século XX.

Nesses quarenta anos, não só se rompeu com as regras e conven­ções artísticas e literárias do passado, herdadas do Renascimento, como se ensaiaram inúmeras experiências, cheias de ousadia e de ori­ginalidade. Esta procura de novas formas de expressão era, de certo modo, o reflexo do espírito de rebeldia e das profundas inquietações da época.

Paris tornou-se então a capital cultural da Europa. Ali acorriam artis­tas e escritores de todas as nacionalidades para estarem a par dos movimentos de vanguarda, isto é, das tendências artísticas e literá­rias mais avançadas.

 

Já no final da década de 20, apareceu uma nova corrente, influen­ciada pela psicanálise de Freud: o surrealismo. Defendida nos Manifestos Surrealistas do escritor André Breton, foi cultivada sobre­tudo por Salvador Dalí e Magritte.

  Dali

Os surrealistas procuram represen­tar o surreal, o que está para além da realidade, ou seja, o mundo do inconsciente, que se manifesta nos sonhos e nos delírios.Muitos artistas seguiam, no entanto, caminhos pessoais.

 Klee

 Foi o caso de Mondrian, um abstraccionista geométrico depurado ; de Klee e de Miró, de Chagall e outros.

Eu e Miró, no museu Rainha Sofia.

 

E, sobretudo, de Picasso, o pintor mais genial do século, que, durante toda a sua vida, não parou de procurar novas formas de expressão artística .

Picasso Pássaros mortos

Muitos destes quadros apreciei-os ao vivo no museu Rainha Sofia, em Madrid.

Escrito por Olinda

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