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Olinda :: Blog

Março 02, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/03/02/Os-R

 

 

A origem de Roma : explicação mitológica
Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rómulo e Remo. Segundo a mitologia romana, os gémeos foram abandonados no rio Tibre, na Península Itálica. Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Já adultos, retornam à cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.

Os Romanos - O Rapto das Sabinas

 J.L.David (1748-1825)

Após a fundação da cidade de Roma em 753 a.C., Rómulo preocupou-se em povoá-la. Como os recursos locais eram insuficientes, criou no Capitólio um refúgio para todos os bandidos, exilados, devedores insolentes, assassinos e escravos fugidos das redondezas.

Diz a lenda que, dado que a população da primitiva cidade era constituída só por homens, Rómulo organizou um festival a Neptuno e convidou os sabinos, povo vizinho, com suas filhas e mulheres. No auge das festividades, os romanos raptaram as sabinas solteiras e viúvas, levando-as para Roma.

Formação e Expansão do Império Romano


Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para a conquista de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum.


Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egipto, a Macedónia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.

Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Os povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos ao império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.

O EXÉRCITO ROMANO

O exército romano, nos dias áureos do Império, era uma máquina de guerra devastadora e tremendamente bem sucedida. A unidade principal era a legião, com cerca de 6000 homens, quase todos tropa de infantaria. Podia incluir 100 a 200 homens a cavalo, utilizados como batedores, porta-estandartes e enviados em perseguição de inimigos em fuga. O legionário tinha de ser cidadão romano, e os recrutas tinham de submeter-se a um rigoroso programa de selecção antes de serem aceites nas fileiras. Deviam medir pelo menos 1,70 m e ser aprovados num exame médico para garantir que se encontravam em boa condição física e tinham boa visão. Depois, alistavam-se por 20 anos.


O equipamento foi evoluindo ao longo dos anos, mas no século I d. C, um legionário usava um elmo de ferro, uma armadura peitoral ou aduelas de ferro, um escudo de madeira, dois grandes dardos, um punhal, uma espada curta, o chamado gládio, e sandálias robustas de couro.

Para além da armadura e das armas, os soldados levavam ainda um cesto, uma picareta, um machado, uma serra, uma panela, duas estacas para a paliçada de defesa do acampamento e cereal suficiente para uns 15 dias, num total de 40 kg.

Também, nos cercos, os Romanos eram impressionantes. Para derrubarem as portas das cidades, unidades de 27 legionários agrupavam-se em testudo, ou formações "em tartaruga", juntando-se uns aos outros com os escudos sobre as cabeças, o que constituía uma "carapaça" que os protegia dos projécteis inimigos. Também na guerra de cerco usavam torres móveis, rampas, escadas e catapultas gigantes, as ballistae, para lançar sobre o inimigo pedras e setas em chamas.

As vitórias eram celebradas com toda a pompa. Em Roma, era costume realizarem-se "triunfos", ou seja, celebrações públicas para dar as boas-vindas aos comandantes e tropas vitoriosas, com brilhantes cortejos de carros alegóricos, porta-estandartes, trombetas, exibição de prisioneiros e execuções rituais dos chefes inimigos num local perto do fórum. Os insucessos eram mal vistos: uma unidade considerada desobediente ou cobarde em batalha era sujeita à "dizimação" - escolhia-se à sorte um soldado em cada 10, que era selvaticamente morto à paulada pelos seus anteriores camaradas.

Resolve os exercícios:

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hist/7/h7_mromano.htm

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/mundoromano1.htm

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/mundoromano2.htm

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/mundoromano3.htm

Escrito por Olinda

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