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Abril 08, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/04/08/O-FI

As Transformações no Império Romano



Durante o governo de Diocleciano e Constantino, várias medidas foram adoptadas na tentativa de conter a crise, como a criação de impostos pagos em produtos, congelamento de preços e salários, e a fixação do camponês à terra, iniciando-se a prática de um processo de maior ruralização.

 Imperador Constatino

O imperador Constantino foi ainda o responsável por a conciliação entre o Império e o cristianismo, a partir do Edito de Milão (313), que garantia a liberdade religiosa aos cristãos, que até então haviam sofrido intensa perseguição e que naquele momento representavam uma possibilidade de justificativa ao poder centralizado e ainda serviria para travar o movimento popular e de escravos, uma vez que a doutrina cristã reforçava a esperança de uma vida digna após a morte, no Reino de Deus.

 A nova religião foi ainda mais reforçada durante o governo de Teodósio quando, através do Edito de Tessalónica, o cristianismo foi considerado como religião oficial do Império. A política imperial baseava-se na utilização da Igreja como aliada, na medida em que esta era uma instituição hierarquizada e centralizada e que nesse sentido, contribuiria para justificar a centralização do poder.



A Desagregação



Apesar desse conjunto de medidas, a crise económica aprofundava-se, assim como a presença de povos bárbaros aumentava, estimulando a fragmentação territorial e a ruralização, pois o desenvolvimento das Villae estimulava uma economia cada vez mais voltada para a auto-suficiência. Esse fenómeno era particularmente forte na parte ocidental do Império, onde a presença bárbara foi muito maior e onde a decadência do comércio foi mais acentuada.


A divisão do Império em duas partes no final do século IV também contribuiu para esse processo: O Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla ainda conseguiu manter uma actividade comercial com outras regiões do Oriente, enquanto que o Império Romano do Ocidente, com capital em Milão, viveu um aprofundamento constante da crise.

 Bárbaros em Roma
Podemos perceber que nesse período de agonia final do Império Romano do Ocidente surgiram características que irão sobreviver e que estarão presentes na Idade Média, fazendo parte da estrutura feudal, como o trabalho do servo e a organização das Villae, que servirão de modelo para o trabalho servil e para a organização do Feudo; assim como o cristianismo.

A Era Cristã e o Cálculo dos Séculos


 

A contagem do Tempo em História: antes e depois de Cristo

Agora vamos ver como se pode explicar o ano em que estamos.

Por que será que este ano é o de 2008? Porque há 2008 anos nasceu Jesus Cristo.

A contagem dos anos, para muitos países do mundo, começa a fazer-se no ano em que Cristo nasceu; esse ano é o ano 1.

Repara no esquema:

  NASCIMENTO DE  CRISTO

a. C.

d. C.

datas antes de Cristo

datas depois de Cristo


Para os povos da Europa e do Ocidente, Cristo teve uma influência tão profunda nas suas vidas, que o seu nascimento foi o marco a partir do qual se passou a contar o tempo.

Mas, antes deste marco que foi o Nascimento de Cristo, já o Homem tinha vivido muitos acontecimentos, pelo que temos que nos referir a eles como tendo-se passado antes de Cristo (a.C).

Para contar o tempo utilizamos diversas medidas, como o ano, a década, o século e o milénio.

Para escrevermos os séculos temos que utilizar a numeração romana.

Muitas vezes precisamos de saber a que século corresponde de terminado ano. Para fazer o cálculo, juntámos um 1 à casa das centenas, excepto quando o ano termina em dois zeros em que somamos 0.

Exemplo:

Ano       Cálculo      Século

1940       19+1=20     XX

20 a.C.   0+1=1         Ia.C.      

2000       Os anos que terminam em 00 pertencem ao século anterior -XX

340         3+1=4        IV

4 a.C.     0+1=1        I a.C.

Povos Bárbaros

Em volta do Império Romano viviam povos a quem os Romanos chamavam "Bárbaros" por não falarem latim nem terem os mesmos hábitos. A partir do século III começaram a deslocar-se para Oeste, invadindo o Império e derrotando as legiões romanas. Assim se deu a queda do Império Romano a Ocidente.

Entre os séculos II e III o Império começou a sentir os sinais da crise.
A diminuição do número de escravos, as rebeliões nas províncias, a anarquia militar e as invasões bárbaras. Em relação às invasões é importante notar que a região europeia do império passou a ser ocupada por povos nómadas, de diferentes origens e em alguns casos, que realizavam um processo de migração, ou seja, sem a utilização de guerra contra os romanos. Alguns desses povos foram considerados aliados de Roma e a eles confiada a defesa da fronteira do Império.

Invasões Bárbaras

No século V (ano de 409) passaram pela Península Ibérica  Alanos e Vândalos, a caminho do Norte de África, e Suevos e Visigodos que aqui se estabeleceram.

No entanto, após anos de guerra, os Visigodos venceram os Suevos, passando a dominar toda a Península. A capital do reino dos Visigodos era Toledo.

 Guerreiro Visigodo

A pouco e pouco, os Visigodos foram adoptando o modo de vida romanizado dos povos peninsulares, tendo-se até convertido ao Cristianismo.

Resolve os exercícios:

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hist/7/h7_cristianismo.htm

Escrito por Olinda

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