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Olinda :: Blog

Junho 17, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/06/17/DEPO

No último fim-de-semana tive a sorte de poder visitar um sítio maravilhoso que me fez entrar na atmosfera e no espírito da Idade Média...

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A Flor da Rosa

Visitei o mosteiro da Flor da Rosa. Este magnífico exemplar de arquitectura religiosa, militar e palaciana deixa-nos boquiabertos.

Entramos num mosteiro que actualmente é uma pousada. Fica encravado numa aldeia perdida na planura alentejana, algures no concelho de Portalegre. O mosteiro foi mandado construir entre 1351 e 1356 por frei Álvaro Gonçalves Pereira, pai de D. Nuno Álvares Pereira. À primeira vista, a construção faz lembrar um castelo, com as suas torres e ameias, e a sua função consistiria, antes de mais, na segurança das fronteiras de Portugal.

Fundado em 1356, o Mosteiro da Ordem do Hospital de Flor da Rosa constitui um dos mais emblemáticos exemplos de Mosteiro fortificado existentes no nosso país. A sua igreja mantém o essencial da arquitectura gótica original, de nave única, com o arco do cruzeiro de dimensões invulgares, o abobadamento em ogiva e as grandes massas despidas, com aberturas apenas nos registos superiores.

 

No entanto, sofreu várias alterações, sobretudo nos séculos XI e XVII. Todo o edifício possui altas paredes ameadas, em granito aparelhado. Da primitiva traça conserva algumas torres com portas e janelas ogivais, frestas em arco aguçado, impostas e colunelos; a feição actual do edifício é fruto das obras efectuadas na década de 40 do Séc. XX.

Em 1527, a Ordem dos Hospitalários muda de nome, passando a chamar-se Ordem de Malta e, no ano seguinte, o filho de D. Manuel toma conta do mosteiro, alargando o número de aposentos. Depois, vêm os Filipes, o terramoto de 1755 e um temporal devastador, em 1897. O edifício foi-se arruinando. Em 1910, o mosteiro da Flor da Rosa é declarado monumento nacional e, 30 anos depois, começa a reconstrução. Em 1991, a Enatur adquiriu o mosteiro e encarregou o arquitecto João Luís Carrilho da Graça da recuperação do edifício, sendo que, em 1995, parte do conjunto foi adaptado a pousada, com projecto daquele arquitecto.

Quem vai de Castelo-Branco para Portalegre, e já perto desta última cidade, encontra um cruzamento que indica “Flor da Rosa”, precisa depois andar uns quilómetros entre sobreiros e azinheiras - a estrada é razoável mas parece que nunca mais acaba -, e começa a avistar uma aldeia. É aí. Quando se depara com mosteiro, a visão é algo estranha e surpreendente: assim, no meio de lado nenhum, surge este edifício medieval, imponente e austero, de granito, rodeado de pequenas courelas, onde os autóctones cultivam hortas e guardam ovelhas.

A adaptação do edifício a pousada é excelente. O arquitecto teve a subtil arte de parecer “não ter mexido em nada”. Os quartos são sóbrios, a sala do bar é muito bonita e a ala nova enquadra-se de uma forma harmoniosa, quase não se dá por ela.

A mística do antigo mosteiro sente-se a todo o momento. Desde logo, a leveza inebriante do nome “Flor da Rosa”; depois, a quietude dos campos e o silêncio monástico…

http://getportugal.com/portugal/index.php?G=monumentos.ver&artid=16817&distritoid=12

http://www.portugalvirtual.pt/pousadas/crato/pt/index.html

http://www.360portugal.com/Distritos.QTVR/Portalegre.VR/Vilas.cidades/Flor_da_Rosa/index.html

Escrito por Olinda

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