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Novembro 2007

Novembro 06, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/11/06/AS-C

 

Por Civilização podemos entender um conjunto de formas de vida, de costumes, de crenças, de instituições e de realizações técnicas e culturais que são comuns a uma determinada sociedade humana e a caracterizam. Assim, falamos da civilização chinesa, da civilização egípcia, da civilização suméria....

No mapa, podes ver a localização das cidades mais antigas que o homem já construiu.

A maior ou menor riqueza das aldeias dependeu sempre da fertilidade do solo, da secagem dos pântanos ou dos depósitos deixados na terra por ocasião das enchentes. A necessidade de as populações repararem os danos das cheias e de criarem redes de represas, canais e obras de irrigação levou-as a unirem-se e a organizarem-se.

Ora, a antiga aldeia não tinha possibilidade de responder a essas exigências. Só a cidade pôde mobilizar-se e centralizar a força de trabalho capaz de levar a cabo a defesa e organização dos grupos populacionais. A cidade, criada a partir do desenvolvimento da cidadela (recinto fortificado) da aldeia, passou a contar com um novo corpo de habitantes: funcionários administrativos, artesãos e mercadores. A cidade distingue se definitivamente da aldeia quando cria a escrita, o cálculo e o sistema de pesos e medidas. "

Lewis Munford. "A Cidade na História" (adaptado)

 

História da Mesopotâmia

História da Mesopotâmia, Povos Mesopotâmicos, Assírios, Babilónios, Sumérios, Babilónia, Código de Hamurabi, Escrita Cuneiforme, Zigurate, Jardins Suspensos da Babilónia, Torre de Babel, economia, arquitectura, arte e administração.

-Introdução-

A palavra Mesopotâmia tem origem grega e significa " terra entre rios". Esta região localiza-se entre os rios Tigre e Eufrates no Médio Oriente, onde actualmente se situa o Iraque. Esta civilização é considerada uma das mais antigas da história.

SUMÉRIOS

Vários povos antigos habitaram essa região entre os séculos V e I a.C. Entre estes povos, podemos destacar: babilónios, assírios, sumérios, caldeus, amoritas e acádios. Vale a pena dizer que os povos da antiguidade procuravam regiões férteis, próximas a rios, para desenvolverem as suas comunidades. Dentro desta perspectiva, a região da mesopotâmia era uma excelente opção, pois garantia à população: água para consumo, rios para pescar e via de transporte pelos rios. Outro benefício oferecido pelos rios eram as cheias que fertilizavam as margens, garantindo um óptimo local para a agricultura.



Em geral, eram povos politeístas, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. No que se refere à política, tinham uma forma de organização baseada na centralização de poder, onde apenas uma pessoa (imperador ou rei) comandava tudo. A economia destes povos era baseada na agricultura e no comércio nómada de caravanas.


LISTA DE DEUSES
-Sumérios-

Este povo destacou-se na construção de um complexo sistema de controle da água dos rios. Construíram canais de irrigação, barragens e diques. O armazenamento da água era de fundamental importância para a sobrevivência das comunidades. Uma grande contribuição dos sumérios foi o desenvolvimento da escrita cuneiforme, por volta de 4000 a.C. Usavam placas de barro, onde cunhavam esta escrita. Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, deve-se às placas de argila com registros quotidianos, administrativos, económicos e políticos da época.



Os sumérios, excelentes arquitectos e construtores, desenvolveram os zigurates. Estas construções eram em forma de pirâmides e serviam como locais de armazenamento de produtos agrícolas e também como templos religiosos. Construíram várias cidades importantes como, por exemplo: Ur, Nipur, Lagash e Eridu.

HAMURABI

-Babilónios-

Este povo construiu suas cidades nas margens do rio Eufrates. Foram responsáveis por um dos primeiros códigos de leis de que temos conhecimento. O imperador e legislador Hamurabi desenvolveu um conjunto de leis para poder organizar e controlar a sociedade. De acordo com o Código de Hamurabi, todos os criminosos deveriam ser punidos de uma forma proporcional ao delito cometido.

Os babilónios também desenvolveram um rico e preciso calendário, cujo objectivo principal era conhecer mais sobre as cheias do rio Eufrates e também obter melhores condições para o desenvolvimento da agricultura. Excelentes observadores dos astros e com grande conhecimento de astronomia, desenvolveram um preciso relógio de sol.



Além de Hamurabi, um outro imperador que se tornou conhecido pela sua administração foi Nabucodonosor, responsável pela construção dos Jardins suspensos da Babilónia (que fez para satisfazer a sua esposa) e a Torre de Babel. Sob o seu comando, os babilónios chegaram a conquistar o povo hebreu e a cidade de Jerusalém.



-Assírios-

Este povo destacou-se pela organização e desenvolvimento de uma cultura militar. Encaravam a guerra como uma das principais formas de conquistar poder e desenvolver a sociedade. Eram extremamente cruéis com os povos inimigos que conquistavam. Impunham aos vencidos, castigos e crueldades como uma forma de manter respeito e espalhar o medo entre os outros povos. Com estas atitudes, tiveram que enfrentar uma série de revoltas populares nas regiões que conquistavam.

A sua capital, nos anos mais prósperos, foi Nínive, numa região que hoje pertence ao Iraque. O Império assírio abrange o período de 1700 a 610 a.C, mais de mil anos.

Libertando-se dos sumérios, conquistaram grande parte do seu território, mas caíram em poder dos babilónios, um povo que morava ao sul da Mesopotâmia.

O Império Assírio conheceu o seu período de maior glória e prosperidade durante o reinado de Assurbanipal (até 630 a.C). Cobravam pesados impostos aos povos vencidos, o que os levava a revoltarem-se continuamente.
A escrita dos assírios constituía-se por pequenas cunhas feitas com estilete em tabuletas de argila - é chamada também de escrita cuneiforme. Descobriram-se milhares de tabuletas na biblioteca de Assurbanipal em Nínive, conhecendo-se grande parte da história do Império Assírio a partir da leitura.


Os palácios de Nínive são cobertos por esculturas em baixo-relevo, representando cenas de batalhas e da vida quotidiana dos assírios. Também por eles sabemos muito da história desse grande Império do passado.

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Novembro 09, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/postiteduc/archive/2007/11/09/Pro

  

    

Não vimos aqui falar das questões humanas subjacentes…

Não viemos aqui gritar, e olhem que bem nos apetece, “parem com esta… que já chateia tanta falta de humanidade!

Não vimos aqui fazer um desabafo, nem um protesto.

Não. Vimos fazer um alerta!

Vimos aqui falar das questões pedagógicas e formativas, que surgem como consequência destes factos de que venho falar.

Há dias, apareceu mais uma notícia (“D.N.” de 18 de Outubro – ver aqui) de uma colega obrigada a trabalhar em condições de saúde debilitada devido a cancro… três neste caso, sendo um deles na língua, que sangra constantemente devido ao esforço para falar.

   

As questões que pomos são estas:

1º - Que crianças estamos a formar, ao terem que assistir a esta violência sobre uma pessoa, neste caso a sua professora do 1º ciclo, onde as relações afectivas são mais estreitas e permanentes?

Cidadãos insensíveis à dor alheia?

2º - Que cidadãos estamos a formar, ao presenciarem a falta de direitos dos cidadãos de direito, mesmo quando a lógica e os conceitos de fraternidade ou simplesmente de bom senso diriam que deviam estar protegidos deste tipo de esforço e até mesmo de humilhações …

Cidadãos apáticos?

3º - Que qualidade pedagógica pode ter o trabalho de um professor que se encontra doente com uma doença altamente debilitante?

Que empenho, que capacidade de inovar poderá ter este docente doente?

Como poderá ele ter a paciência e a persistência que o processo de ensino-aprendizagem exige?

4º - Que continuidade pedagógica poderá garantir um professor, que faltará frequentemente, ou porque está cansado e desgastado (as últimas energias foram-se a resolver o conflito surgido entre o “zezinho” e o “manelinho” que são crianças e não se apercebem da gravidade da sua briga), ou porque foi ao médico, ou porque foi a um tratamento, ou porque na sequência dos mesmos está tonto e nauseado incapaz de se deslocar de casa à escola, ou porque simplesmente o ânimo não permite?

   

Sabemos que o PM se comprometeu a rever a lei nesta matéria, que esta foi revista, mas as situações desumanas continuam.

   

Que fazer?

É preciso reforçar a solidariedade com estes professores, assegurar-lhes o apoio jurídico e moral quando estes lhes faltarem.

É claro que foram provavelmente seguidas as normas legais, os processos correram, terá havido algo ou alguém que falhou em todo este processo. Mesmo assim não é tolerável esta desumanidade, é preciso agir, impedir que casos destes continuem a surgir na imprensa e a impor-se ao nosso quotidiano. UMA VERGONHA!

   

É preciso que Conselhos Executivos e Sindicatos passem a ter um papel mais activo neste aspecto?

   

Claro que sim, mas eu, tu, nós, temos também um papel a desempenhar, falando, opinando, forçando a mudança…

   

É preciso e é URGENTE avisar toda a GENTE, como diz o Fanhais…

Ou como canta Zeca Afonso “O que é preciso é avisar a malta”

   

Dá-nos a tua opinião, iremos fazê-la chegar a quem de direito.

    

Arminda Figueiredo  Blogue activo: http://sol.sapo.pt/blogs/desabafosdaminda/default.aspx

Fernando Ferreira  Blogue activo: http://sol.sapo.pt/blogs/pessoalissimo/default.aspx

  

  

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Novembro 13, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/11/13/A-_E

 D. João V

A época de D. João V foi o período de maior fluxo de ouro brasileiro, mas o aumento da receita pública e privada não se repercutiu em transformações duradouras no plano económico, ou em modificações sensíveis na estrutura social portuguesa.

 O rei consumiu quase tudo quanto ao estado coube do rendimento das minas brasileiras na manutenção de uma corte luxuosa e em gastos enormes relacionados com o prestígio real, no entanto, o dinheiro não podia, por si só, resolver nenhum problema. A sua utilização reflectia a mentalidade e formação das pessoas que o utilizavam.

A época de D. João V caracteriza-se pela inexistência quase completa de quadros empresariais, pela falta de gente preparada para se servir da riqueza como instrumento criador de nova riqueza.

Em Portugal, havia falta de elites em todos os campos: na cultura, na arte, na política, na economia. A inexistência de empresários activos conduziu ao não surgimento, nas épocas do ouro, de empreendimentos reprodutores de riqueza.

O Tejo era apenas um porto de passagem de valores que afluíam a regiões de economia mais desenvolvida, produtoras dos bens que os portugueses consumiam mas não sabiam produzir. A Inglaterra foi a mais beneficiada dessas regiões.

A abundância do ouro atraiu vários estrangeiros, que procuravam instalar indústrias ou eram encorajados pelo Estado a produzirem em Portugal os bens importados. A maior parte destas iniciativas saíram malogradas por falta de organização económica.

A mais importante realização pessoal de D. João V foi o projecto de construção de um edifício gigantesco, de proporções que excediam de longe tudo quanto até então se edificara em Portugal: o Palácio Convento de Mafra.

O Palácio-Convento possui uma das mais importantes bibliotecas portuguesas, constituída por cerca de 40 000 livros, e numerosas obras artísticas encomendadas pelo monarca no país, em França, Flandres (de onde procedem os dois carrilhões de 92 sinos) e Itália. Inácio de Oliveira Bernardes, Masucci, Giaquinto, Lironi ou Ludovisi são alguns dos artistas que participaram nesta empreitada joanina, e durante o reinado de D. José criou-se mesmo a Escola de Escultura de Mafra, dirigida pelo italiano Alessandro Giusti, e por onde passou Machado de Castro.

O aqueduto das Águas Livres, obra monumental de D. João V, resistiu ao terramoto como edifício, e forneceu água a várias fontes; contudo só resolveu parcialmente o problema da falta de água, especialmente quando os particulares – gentes ligadas à nobreza e à Igreja – começam a ter os seus próprios ramais privados.

O objectivo principal do aqueduto era abastecer os chafarizes que, entretanto, tinham sido construídos de propósito um pouco por toda a cidade. Eram eles o Chafariz das Amoreiras, o de Entrecampos, Janelas Verdes, Estrela, Rato, Carmo, Esperança, Cais do Tojo, Flores e muitos outros. Alguns destes chafarizes também tinham tanques para a lavagem de roupa.

O Barroco e a Talha Dourada

O que é a talha dourada?


Podemos dizer que é uma escultura feita em madeira (principalmente carvalho e castanho) que depois é recoberta por uma fina película de ouro.
Já existia no tempo dos Egípcios e Gregos e também podemos encontrá-la em templos budista e confuncionistas assim como em mesquitas muçulmanas.
Na Europa desenvolveu-se principalmente durante o Barroco nos séculos XVII e XVIII.

 

Em Portugal a talha dourada é, como o azulejo, um verdadeiro fenómeno nacional tendo atingido a sua maior importância entre 1690 e 1790. Uma explicação para o grande desenvolvimento da talha dourada em Portugal pode ser a grande quantidade de ouro que nos chegava do Brasil durante o reinado de D. João V.

AS MINHAS VISITAS DE ESTUDO

Como não podia deixar de levar os alunos a este grandioso monumento, vou falar-vos de mais uma visita de estudo.

 Escola EB 2,3 de Sabóia

Com os alunos da Escola EB 2,3 de Sabóia realizei uma visita de estudo ao Convento de Mafra. O objectivo era dar a conhecer aos alunos, um local importante da história que é retratado no livro de José Saramago. Aqui conheceram o ambiente de luxo que rodeava D. João V, o barroco e a grandiosa biblioteca.

Adoraram a visita e o objecto mais apreciado foi ... imaginem, a sanita do rei.

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Novembro 16, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/11/17/Os-C

O Nilo, fonte de riqueza...

 

O papiro é uma planta que cresce ao longo das margens e do delta do Nilo. Dele se faziam não apenas as folhas e os rolos que receberiam os hieróglifos e as ilustrações da glória dos deuses e do faraó mas também velas para os navios, roupas, sandálias e outros objectos do quotidiano. Era o símbolo do Baixo Egipto assim como o abutre o era do Alto Egipto. O deus Hápi, que personificava o Nilo, tinha na cabeça uma coroa com papiro e flor de lótus. A planta do papiro era considerada sagrada e o nome papiro significa, em egípcio antigo, “ o que pertence a Rá”.

Usado pela primeira vez em 4000 a.C., transformou-se numa das maiores fontes de exportação do Egipto. Era produzido sob monopólio do faraó, com o processo de produção mantido debaixo de um bem guardado sigilo.

Ao contrário do papel, que é feito de fibras de plantas esmagadas, o papiro é feito de tiras finamente cortadas de folhas e talos de cana de papiro, demolhadas durante três dias até clarearem. As tiras eram depois colocadas em toalhas de linho, primeiro horizontalmente e depois verticalmente, empilhadas e comprimidas, antes de serem postas a secar ao Sol.
A produção de papiro foi interrompida em 105 d.C. quando o papel foi inventado na China, e só em 1965 é que um cientista egípcio voltou a redescobrir o segredo do seu fabrico.

Os egípcios criaram uma escrita original - a escrita hieroglífica. Através de caracteres chamados hieróglifos ­representavam seres vivos e objectos. Assim, por exemplo, para "escre­ver" a palavra sol desenhavam um disco solar. A pouco e pouco alguns desses sinais passaram a ser usados para repre­sentar ideias e sons. Este tipo de escrita foi utilizado em inscrições grava­das ou pintadas em placas, estátuas, paredes de templos e túmulos.

Com o decorrer do tempo, apareceram outros sistemas de escrita mais simples e de traçado mais rápido:

- a hierática (escrita sagrada), utilizada pelos sacerdotes;

- a demótica (popular), utilizada nos textos do dia-a-dia (com excep­ção dos textos religiosos) que surge nos finais da história do Egipto Antigo. Quer a escrita hierática quer a demótica ou popular utilizavam o papiro como material de suporte para a escrita.

 

Sociedade

A sociedade egípcia estava dividida em vários estratos ou camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus vivo na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas durante as guerras. Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.

AGORA RESOLVE AS FICHAS PARA TESTARES OS TEUS CONHECIMENTOS  SOBRE O ANTIGO EGIPTO:

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/Egipto1.htm

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/Egipto2.htm

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/Egipto3.htm

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/Egipto4.htm

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/egipto5.htm

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/Egipto6.htm

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/Egipto7.htm

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Novembro 19, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/11/19/O-te

 

(...) O terramoto teve início às 9 horas e 40 minutos do Dia de Todos os Santos, 1 de Novembro de 1755. A terra tremeu três vezes, num total de 17 minutos, e, durante vinte e quatro horas, a terra não deixou de estremecer.

O sismo teve o epicentro no mar, a oeste do estreito de Gibraltar, atingiu o grau 8,6 na escala de Richter e o abalo mais forte durou sete intermináveis minutos. Por ser Sábado, acorreram mais pessoas às preces. As igrejas tinham os devotos mais madrugadores. Só na igreja da Trindade estavam 400 pessoas. Se os abalos tivessem começado mais tarde, teria havido mais vítimas, pois os aristocratas e burgueses iam à missa das 11 horas. Depois dos abalos, começaram as derrocadas. O Tejo recuou e depois as ondas alterosas tudo destruíram a montante do Terreiro do Paço e não só.

Era o fim do mundo!

 

Como era dia de guarda (como se chamava dantes aos feriados religiosos), havia muitas velas acesas nas casas e nos altares das igrejas. Além disso, o dia estava muito frio, o que fez com que as pessoas tivessem deixado as lareiras acesas em casa. 

 

Além do terramoto em terra, sentia-se o maremoto no mar e no rio. Os barcos que estavam no rio começaram a rodopiar e a afundar-se a pique.

Abriram-se falhas na terra, em zonas como Alcântara, Sacavém, S. Martinho, Azeitão e Setúbal. Dessas falhas, surgiu água, vento e vapores.

Passado algum tempo, houve um segundo abalo muito violento.

A cidade incendiou-se. As velas e as lareiras que tinham sido deixadas acesas ajudaram a chamas a crescer ainda mais.

Os incêndios lavraram por grande parte da cidade durante intermináveis dias. Foram dias de terror. As igrejas do Chiado e os conventos ficaram destruídas. A capital do império viu-se em ruínas, já para não falar de outras zonas do país, como o Algarve, muitíssimo atingida pelo sismo e maremotos subsequentes.

O Terramoto de Lisboa em 1755 (Reid, 1914), que provocou cerca de 30.000 vítimas mortais (Mendonça, 1758), levou à devastação da capital, devido ao efeito combinado do sismo e do maremoto e incêndio que se seguiram.

Podes ler aqui uma BD de Geraldes Lino sobre o grande terramoto de Lisboa:

 http://www.geraldeslino.interdinamica.pt/artes/ger/x8yv42w.htm

 

 

 

Podes ler também “O Dia do Terramoto” de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada:

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Novembro 22, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/postiteduc/archive/2007/11/22/O-P

    

Para descontrair, transcreve-se a seguir um texto publicado originalmente no jornal A BOLA. Não há dúvida que Scolari e Lurdes Rodrigues devem ter andado na mesma escola…

Deixamos também aqui, com a devida vénia, um cartoon do dono do blogue Anterozoide, um artista gráfico com um notável sentido de humor que recomendamos vivamente.

   

As nossas escolas lançam-se, definitivamente, na arrojada experiência do mundo da bola. Com uma Ministra apostada em ser um género de Scolari da Educação, o Ministério investe na divisão sectarista entre (professores) titulares e suplentes.

Os titulares serão, então, convocados à luz de uma escolha surpreendente. Mais importante do que saber dar aulas e ter sucesso na relação educativa com os alunos, interessará saber como pisar a alcatifa dos gabinetes, ter prática de carreira burocrática fora da sala de aulas e, acima de tudo, não ter tido lesões que obriguem a paragens mais ou menos longas no Campeonato, mesmo que por culpa de qualquer sarrafada alheia.

A táctica é, pois, não ter vida para além do dever. O destino é entregar a titularidade professoral aos mais dignos ratos de sacristia. Por isso, não bastará saber marcar golos. E, tal como em alguns clubes de futebol manhosos, é preciso não esquecer de elogiar o presidente e ser de uma fidelidade canina ao treinador.

(Vítor Serpa, Director do jornal)

  

 

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Novembro 26, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/11/26/A-RE

Com o terramoto de 1755, a família real que residia na altura nos Paços da Ribeira «fugiu» para os altos da Ajuda, abrigando-se na Quinta da Ninfa, “numa construção de madeira, que serviu de «palácio provisório», até se perder num fogo em 1796, obrigando a família real a mudar novamente de morada (desta vez para o Palácio de Queluz, recentemente concluído).” (Marques, 1995).

Embora a família Real e a Corte se encontrassem nesse dia em Belém, zona oriental da cidade onde os efeitos do terramoto não se fizeram sentir com tanta intensidade, o Rei ficou tão perturbado com o acontecimento que se recusou a viver em edifícios de alvenaria. D. José I mandou então erigir no alto da Ajuda, local de pouca actividade sísmica, um palácio de madeira e pano, a que se chamou Real Barraca ou Paço de Madeira.

Em substituição da “Real Barraca” foi edificado o Palácio Nacional da Ajuda. O projecto de Francisco Xavier Fabri de 1795 teve início apenas em 1802, sofrendo várias alterações, sendo as mais profundas introduzidas por M. Caetano de Sousa. Hoje em dia, embora inacabado, é a maior residência real de Lisboa, fazendo parte do vasto património arquitectónico e arqueológico classificado como Monumento Nacional e Zona Especial de Protecção.

Resolve as fichas:

http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/11.1.quiz.htm

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/5/hgp5_impcolport_lisbpomb.htm

Boa sorte para o teste!

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