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Dezembro 2007

Dezembro 01, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/12/01/A-re

 

Moisés

A História dos Hebreus


Os hebreus foram um povo originário da Mesopotâmia (região de Ur) emigrando para a Palestina em 1800 a.C, à procura da "terra prometida" por Deus.
Alguns anos mais tarde, cerca de 1.750 a.C., os hebreus emigraram para o Egipto, fugindo de uma grande seca na Palestina.

Em 1250 a.C., os hebreus iniciaram o regresso à Palestina, pois estavam a sentir-se oprimidos pelos egípcios e foram comandados pelo profeta Moisés ( o êxodo).

A Herança do povo hebreu consiste, essencialmente, na sua religião - um monoteísmo baseado na fé em Javé ou Jeová, Deus único. Este monoteísmo, produto de longa evolução religiosa que culmina com Moisés, exerceu influência através dos séculos e constituiu-se o antecedente do cristianismo.

Moisés "conduziu o povo de Israel até ao limiar de Canaã, a Terra Prometida a Abraão". Foi no Monte de Horebe, na Península do Sinai, que recebeu os Dez Mandamentos do Deus de Abraão, escritos "pela mão de Deus".

Os Fenícios - um povo de navegadores e comerciantes

 

Os Fenícios ocupavam a costa mediterrânica a norte da Pales­tina e nunca formaram um Estado unificado do ponto de vista político. As suas principais cidades ­Tiro, Ugarit, Sídon e Biblos - eram cidades-estado independentes umas das outras, com leis e administração próprias.

Localizadas numa estreita faixa terra, pobre, compreendida entre as montanhas do Líbano e o Mediterrâneo Oriental, a sua situação geográfica condicionou a sua principal actividade: o comércio marítimo. A madeira de cedro, existente em abundância nas florestas do Líbano, permitiu-lhes criar uma frota que dominava grande parte do comércio do Medi­terrâneo.

Além disso, as rotas caravaneiras vindas do Oriente ter­minavam nas cidades da Síria, como Damasco, possibilitando aos Fenícios o acesso aos produtos do Oriente, através de trocas comerciais com as cidades sírias.

Tornaram-se, durante o 1.° milé­nio a.C., grandes intermediários entre os povos do Mediterrâneo, comprando num lado e vendendo noutro. Da produção e exporta­ção próprias, constavam objectos de metal, de cerâmica e de vidro, assim como tecidos de lã e de algodão, frequentemente tingidos de púrpura, uma tinta de cor arroxeada retirada de um molusco - o murex - existente nas costas da Fenícia. Embora pro­duzissem objectos em grande número e a baixo preço, faziam também peças de grande perfeição e requinte.

 

 

 

A sua colónia mais importante foi Cartago, no Norte de África, fundada pelos habi­tantes da cidade de Tiro em 814 a.c., para servir de ponto de apoio ao comércio no Mediterrâneo Ocidental. Cádiz, cidade no sul de Espanha é também de fundação fenícia.

A Escrita Alfabética

 

Os Fenícios, tal como outros povos que viviam do comércio, necessitavam, para as suas inúmeras transacções, de uma escrita simples e acessível. Em Biblos, inventou-se um alfabeto de 22 letras ou sinais (só consoantes), desenhados com uma grafia original. Surgiu, assim, uma nova escrita de tipo fonético, em que cada sinal não representava já uma ideia ou um objecto como na escrita hieroglífica do Egipto, mas um som.

Posteriormente, os Gregos transformaram algumas das consoantes fenícias em vogais. Acrescentaram novos caracteres e escreveram da esquerda para a direita (a escrita fenícia fazia-se da direita para a esquerda).

Formaram, assim, um alfabeto mais com­pleto, que os Romanos, por sua vez, adaptaram e que nós ainda hoje utilizamos.

Artesanato Fenício

Os artesãos produziam peças de grande qualidade técnica e artística em vidro colorido, ouro, marfim... que os comerciantes vendiam por todo o Mediterrâneo.

1. Agora vais experimentar escrever o teu nome com as letras do alfabeto fenício.

2. Escreve o teu nome em hieróglifos egípcios:

http://www.virtual-egypt.com/newhtml/glyph/glyph.html

 

 

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Dezembro 03, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/postiteduc/archive/2007/12/03/O-I

  

    

Por cortesia do bloguer REFLEXO (http://sol.sapo.pt/blogs/REFLEXO/default.aspx) deixamos aqui um testemunho de uma colega sobre ser professor, hoje em dia. Um texto que deve merecer a nossa melhor atenção…

...

   

  

Às escolas de hoje, às públicas claro, exige-se tudo: - Que se ensine, que se eduque, que se acompanhem alunos, que se giram diferenças, que se encontrem estratégias para combater desinteresse, insucesso, consumos de drogas, consumo de tabaco, sinais de esquizofrenia, problemas familiares, práticas sexuais de risco, etc.

Escolhi ser professora de forma livre, consciente, apaixonada. Sonhava, desde miúda, com livros cheios de mistérios para desvendar, olhares curiosos, inter-actividade e ambientes constantemente renovados. No início da minha carreira, há mais de vinte anos! Cada novo ano vestia-se de curiosa ansiedade.

Fazia planos, idealizava actividades, projectava tarefas, concretizava climas de aprendizagem e, embora trabalhasse muito, sentia-me gratificada pelo meu desempenho. Lembro ainda os alunos, tantos! Sei-lhes o olhar, ainda que tenha esquecido os nomes. No meu ano de estágio, senti-me realizada profissionalmente! O que eu aprendi! Como era fantástico, ao fim da tarde, juntarmo-nos para, em grupo de trabalho, analisarmos práticas, reformularmos, partilharmos ideias sob a orientação sábia mas muito amiga das Dr.ª. Graciete Leitão e Leonor Ferreira.

Não nos reuníamos para nos lamentarmos, para nos agredirmos, para temermos a avaliação. Não! Eram momentos de efectiva partilha e aprendizagem. Então, era bom ser professora.

Era, para mim, na época a viver um momento pessoal muito difícil, um privilégio poder ser professora. Os tempos correram, depressa demais para o meu gosto, e, hoje, olho com profunda tristeza o meu quotidiano profissional.

Não pretendo que ninguém tenha pena de mim, quem tem pena é galinha e eu até detesto penosas! Mas apetece-me partilhar angústias e este é o espaço onde, por enquanto, a minha essência pode correr livre de pressões ou receios.

Hoje, ser professor é ser-se humilhado, agredido, menosprezado quase diariamente. A ministra da educação, a sua equipa, o próprio primeiro-ministro, têm revelado total desprezo pelos professores, e têm conseguido virar a opinião pública contra aqueles que são as peças fundamentais da construção de um país.

Para se ser um bom professor, não tenho dúvidas, é preciso, para além de uma consistente formação científica de base, ter-se autoridade, autonomia e respeito. Nada disto Portugal dá aos professores!

Hoje, neste Portugal que nos escurece a visão agitando a bandeira europeia, as escolas, as públicas, são, frequentemente, o depósito de miúdos a quem os professores devem ensinar. Estes miúdos não são mais, como há 40 anos, gente que reconhece o valor do saber, gente que reconhece a autoridade do adulto.

Muitas vezes, são apenas miúdos que cresceram com a televisão como referência, sozinhos com o computador, sem hábitos de trabalho ou sequer sem regras mínimas de socialização. A estes miúdos, diz a televisão (e por vezes os pais) que a escola é uma porcaria e o professor, ou professores, um funcionário pago para os aturar. Aos professores de hoje, dá-se um horário cheio de tempos de coisa nenhuma, camuflados por siglas pomposas, para lhes lembrar que são funcionários públicos e, por isso apenas, devem permanecer no local de trabalho um x número de horas por semana. A estes mesmos professores, exige-se que cumpram programas que, frequentemente, são excessivamente teóricos, obsoletos e longos. A estes mesmos professores, que por acaso até são pessoas também e têm vida particular, exige-se que mudem todos os anos de quarto alugado, que abandonem filhos e família, que façam quilómetros sem fim para, apenas, não perderem o emprego.

Aos mesmos professores, retira-se a autoridade conferindo, aos alunos, o poder de fazerem o que mais lhe apetecer. Pede-se aos professores que registem, de preferência diariamente, as faltas dos alunos, que as enviem aos pais para que... as mesmas possam ser justificadas! A estes professores chama-se medíocres e nabos quando, ao publicarem-se os rankings, se mostra que as escolas privadas são melhores do que as públicas!
Portugal é um país que não merece os professores que tem. Com certeza haverá maus professores. Há maus profissionais em todas as áreas. Mas não são, de certeza, a maioria. A maioria dos professores portugueses devia ser condecorada pela resistência, pela capacidade de sobrevivência, pela Arte de constante renovação da esperança. Às escolas de hoje, às públicas claro, exige-se tudo: - Que se ensine, que se eduque, que se acompanhem alunos, que se giram diferenças, que se encontrem estratégias para combater desinteresse, insucesso, consumos de drogas, consumo de tabaco, sinais de esquizofrenia, problemas familiares, práticas sexuais de risco, etc. Nas escolas de
hoje há clubes de saúde, clubes europeus, clubes de solidariedade, clubes de alimentação, clubes de ciência, clubes de tudo aquilo que se possa imaginar porque, na escola de hoje, cabe tudo! Só começa a não haver espaço para se ser professor...
 

Maria Luísa Moreira

(Publicado originalmente in "O Distrito de Portalegre")

 

Nota – o próximo post será um outro olhar, um olhar externo sobre a condição docente, um texto de Maria Filomena Mónica, já igualmente publicado na imprensa.

  

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http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/12/03/COMO

A prática de manter um blogue está a crescer exponencialmente. No entanto, uma página pessoal acessível a qualquer pessoa pode ter alguns riscos.

Sobretudo entre os adolescentes, que muitas vezes mantêm blogues sem o conhecimento dos seus pais ou encarregados de educação, o risco é maior.

Algumas dicas para garantir a segurança quando utilizamos estas páginas pessoais:

Nunca divulgar informações pessoais, tais como apelido, contactos, endereço de casa, número de telefone, nome da escola, endereço de correio electrónico, nomes de amigos e familiares, nomes que usam em mensagens instantâneas, idade ou data de nascimento.

Não publicar fotos, deles ou de outras pessoas. Além disso, devem certificar-se de que quaisquer imagens publicadas nunca revelam nenhuma das informações acima indicadas. Não se esqueça de ver sempre o que está em pano de fundo, numa fotografia;
Parta do princípio de que tudo o que é publicado na Web tem um carácter permanente. Qualquer pessoa que aceda a um blogue através da Internet pode imprimir os conteúdos de um blogue ou gravá-los para um computador.

Use sempre fornecedores de serviços de blogues com os termos de utilização claramente identificados e certifique-se de que eles podem garantir a protecção dos conteúdos dos blogues (e não apenas as contas de utilizador) com passwords.

Atitude a ter com os seus filhos

Verifique o que os seus filhos pretendem colocar no blogue, antes de o publicarem. Informações que podem parecer inocentes, como uma fotografia da escola ou da sua casa, podem ser usadas para identificar o autor.

Considere se se sente confortável em divulgar essa informação e colocá-la ao alcance de qualquer estranho. Se tiver dúvidas, o melhor é retirar esses dados.

Avalie o serviço de gestão dos blogues e verifique se oferece blogues privados, protegidos por passwords.

in Agência Financeira

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Dezembro 04, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/12/05/PORT

A Revolução Francesa - A Tomada da Bastilha

Apenas sete prisioneiros eram guardados pela fortaleza parisiense que serviu como prisão do Estado absolutista francês, desde Luís XIII (1610-1643). Mais do que a libertação dos presos, a queda da Bastilha serviu como marco do fim da era do Absolutismo em França, numa Revolução que foi caracterizada pelos ideais iluministas, sendo anunciada e defendida por filósofos como Voltaire, Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), Denis Diderot (1713-1784) entre outros. Liberdade, Igualdade e Fraternidade tornou-se o lema que motivava as acções contra o arbítrio e a desigualdade entre as classes sociais, pelo menos até Robespierre inaugurar o período do Terror, durante a reforma do Estado Francês.

Segundo as anotações dos velhos marceneiros da história, as duas vigas verticais dessa máquina vingativa mediam 4,50 metros, e a separação entre uma e outra era de 37 centímetros. A lâmina pesava 7 quilos, era fixada por três esferas, (pesando 1 quilo cada uma) e presa num cabeçalho que por sua vez pesava 30 quilos, constituindo assim, um conjunto de 40 quilos, que percorria uma queda de 2,25 metros antes de cortar o pescoço do condenado. A viga esquerda da máquina pesava 69 quilos, a da direita, por conter o mecanismo de liberação da queda da lâmina, 73 quilos, totalizando, com a máquina já montada uns 580 quilos.

A guilhotina foi uma espécie de homenagem ao médico e deputado Joseph Guillotin (1738-1814), que considerava este método de execução mais humano do que o enforcamento ou a decapitação com um machado. Na realidade, a agonia do enforcado podia ser longa, e certas decapitações a machado não cumpriam seu papel ao primeiro golpe, o que aumentava consideravelmente o sofrimento da vítima. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente.Mas não foi ele o inventor desse aparelho de cortar cabeças, usado muitos séculos antes. Guillotin, na verdade, apenas sugeriu sua volta na Revolução Francesa como eficiente método de execução humana.

A Revolução Francesa de 1789, foi a oportunidade perfeita para Bonaparte alcançar seu objectivo maior. Tornou-se general aos 27 anos, saindo-se vitorioso em várias batalhas na Itália e Áustria.


A sua estratégia era fazer com que seus soldados se considerassem invencíveis. No ano de 1798 ele seguiu em embarcação para o Egipto, com o propósito de tirar os britânicos do percurso às Índias.
Napoleão Bonaparte foi muito bem visto pelos seus soldados e por grande parte do povo francês. O seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsul.



No ano de 1804, Napoleão finalmente tornou-se imperador. Com total poder nas mãos, ele formulou uma nova forma de governo e também novas leis. Visando atingir e derrotar os ingleses, Bonaparte ordenou um Bloqueio Continental que tinha por objectivo proibir o comércio com a Grã-Bretanha.



No ano de 1812, o general francês atacou a Rússia, porém, ao contrário de seus outros confrontos, este foi um completo fracasso. Após sair de Moscovo, o povo alemão decidiu lutar para reconquistar a sua liberdade. Após ser derrotado, Napoleão foi obrigado a buscar exílio na ilha de Elba; contudo, fugiu desta região, em 1815, retornando à França com seu exército e iniciando o seu Governo de Cem Dias em França. Após ser derrotado novamente pelos ingleses na Batalha de Waterloo é enviado para o exílio na ilha de Santa Helena, local de seu falecimento em 5 de Maio de 1821.

Arco do Triunfo - Os triunfos de Napoleão Bonaparte

O Arco do Triunfo é um monumento da cidade de Paris construído para comemorar as vitórias militares de Napoleão Bonaparte, que ordenou a construção em 1806 ao arquitecto Chalgrin. Foi inaugurado em 1836. Tem gravado os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Na sua base situa-se o Túmulo do Soldado Desconhecido, construído em 1920. Situa-se na praça Charles de Gaulle, onde termina a mais famosa avenida de Paris, o Champs Élysées.

As Invasões Francesas

 

1a. Invasão


Sob o comando do general Junot, as tropas francesas ingressaram na Espanha em 18 de Outubro de 1807, cruzando o seu território em marcha acelerada em pleno Inverno e alcançando a fronteira portuguesa em 20 de Novembro. Sem encontrar resistência, uma coluna de tropas invasoras atingiu Abrantes a 24, em busca de provisões. Faminto e desgastado pela marcha e pelo rigor do Inverno, o exército francês teve dificuldade para ultrapassar o rio Zêzere, entrando em Santarém a 28, de onde partiu no mesmo dia, rumo a Lisboa, onde entrou a 30, à frente de dois regimentos em mau-estado.

No dia anterior, a Família Real e a Corte portuguesa haviam largado ferros da barra do rio Tejo, rumo ao Brasil, levando em 34 navios de guerra portugueses, cerca de 15.000 pessoas, deixando o governo de Portugal nas mãos de uma regência, com instruções para não resistir aos invasores.

 


No ano seguinte, em Agosto, uma força britânica sob o comando do general Arthur Wellesley (depois duque de Wellington), desembarcava em Portugal, avançando sobre Lisboa. Travaram-se, na sequência, a batalha de Roliça e a batalha do Vimeiro, vencidas pelos ingleses, forçando à Convenção de Sintra.

 

 


2a. Invasão
Enquanto a invasão de Portugal sucedia, Napoleão forçou a abdicação do rei Carlos IV de Espanha e de seu herdeiro, D. Fernando (Baionne, 1808), conduzindo ao trono espanhol o seu irmão José Bonaparte. Os espanhóis revoltaram-se contra os usurpadores franceses, obtendo apoio das tropas inglesas estacionadas no norte de Portugal. Sob o comando de John Moore, os ingleses ultrapassam a fronteira no início de 1809, para serem derrotados, na Corunha, pelo marechal Soult. Obrigadas a retirar, deixaram a descoberto a fronteira com Portugal, permitindo a Soult, invadir o país pela fronteira do Minho em Março de 1809, avançando até à cidade do Porto, que ocupam a 24 desse mês, fixando fronteira no rio Douro. Em Maio desse mesmo ano, tropas luso-britânicas sob o comando do general Arthur Wellesley e do comandante-em-chefe marechal William Carr Beresford, vencem a chamada batalha do Douro, reconquistando a cidade do Porto (29 de Maio) e expulsando o invasor, que se retirou para a Galiza. Retornando para o sul, as tropas de Wellesley travaram a batalha de Talavera em território espanhol e regressaram a Portugal.

 


3a. Invasão
Uma terceira invasão francesa do território português se registrou a partir de 1810, sob o comando do marechal André Masséna. Penetrando pela região nordeste de Portugal, conquistou a Praça-forte de Almeida (Agosto), na fronteira, marchando em seguida sobre Lisboa. Interceptado pelas forças luso-inglesas, foi batido na batalha do Buçaco (27 de Setembro). Reagrupando as suas forças, retomou a marcha, flanqueando as tropas luso-inglesas e forçando-as a recuarem para defender a capital. Os franceses atingiram as Linhas de Torres a 14 de Outubro, erguidas na previsão dessa eventualidade e onde as tropas luso-inglesas os aguardavam desde o dia 10, retirando-se, derrotados, ao final do dia seguinte.

 

 

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Dezembro 07, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/12/08/MENS

Desejo a todos um Feliz Natal.

E um Natal muito especial ao meu amigo Amonium que me ensinou a colocar vídeos no blogue.

 

Steeleye Span

Gaudete











Gaudete, gaudete! Christus est natus
Ex Maria virgine: Gaudete!

Tempus adest gratiae, Hoc quod optabamus
Carmina laetitiae Devote redamus.

Deus homo factus est Natura mirante,
Mundus renovatus est A Christo regnante.

Ezecheelis porta clausa per transitur
Unde Lux est orta Salus invenitur.

Ergo nostra contio psallat iam in lustro,
Benedicat Domino salus Regi nostro.

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Dezembro 09, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/12/10/O-P_

Hoje venho falar-vos do Pégaso de Alexandreina - Um filme que vai estrear dia 14 de Dezembro no Cine-Teatro Municipal de Castro Verde. Este trabalho foi realizado pelos alunos e professores da Escola Secundária de Castro Verde em Área de Projecto.

As filmagens foram todas conseguidas no Baixo Alentejo e no Algarve e levaram muitas horas de trabalho extra aulas. Como o meu mais-que-tudo é um dos actores do filme venho aqui divulgá-lo em primeira mão.

Parabéns à Escola Secundária de Castro Verde.

 

 

 

http://escv.drealentejo.pt/pegaso/pegaso.html

 

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Dezembro 14, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/postiteduc/archive/2007/12/14/Dei

(Um professor precisa de uma sólida preparação de base, prestígio junto da comunidade e autonomia de acção)

  

Pela oportunidade que ainda tem, reproduz-se aqui um artigo de Maria Filomena Mónica, publicado no jornal “Público”, de 1 de Novembro passado.

Porque esta socióloga e escritora não é suspeita de “ser amiga” dos professores do ensino não superior, o artigo tem uma relevância maior. Só é cego quem não quer ver o estado (de espírito) dos professores, a profunda desmotivação acumulada ao longo dos últimos anos. A revisão do seu ECD e a publicação recente da regulamentação da sua avaliação de desempenho terão sido a machadada final (?)…

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Não conheço muitos professores do ensino básico e secundário, mas o contacto que, ao longo dos anos, venho mantendo com alguns e o facto de ter netos a frequentar a escolaridade obrigatória permite-me ter uma ideia mínima do que se passa nas escolas. Aliás, se não me posso pronunciar com mais profundidade sobre estes graus de ensino não é responsabilidade minha, mas das leis que o Ministério da Educação promulga.

Há quatro ou cinco anos, ofereci-me para, durante um ano lectivo, leccionar História em qualquer grau de ensino não superior, coisa que um jurista do ministério me explicou ser impossível, por ter "habilitações a mais". O meu plano era analisar o ambiente de uma escola da periferia de Lisboa com o objectivo de, no final do ano, escrever um livro. Pelos vistos, faltava-me percorrer o calvário a que estes docentes são sujeitos.

É fácil deitar a culpa dos males do ensino para cima dos professores. No sossego do lar, eu própria o fiz, mas as coisas chegaram a um ponto que o ataque a esta classe, especialmente se vindo do ministério, é indecoroso. Para se ser bom docente, são precisas três coisas: uma sólida preparação de base, prestígio junto da comunidade e autonomia de acção. A isto pode juntar-se a paixão pelo que se lecciona, um ideal que nem todos podem atingir. Ora que vemos? O Estado prepara mal os docentes (obri­gando-os a frequentar cursos mal estruturados e estágios baseados em cursos recheados de jargão inútil), mina o seu status profissional e pretende regulamentar tudo o que se passa na sala de aula. Não estou a falar do Curricula, que, esse sim, compete ao poder central elaborar, mas das centenas de despachos normativos, regulamentos e grelhas que atulham as caixas de correio das escolas. Depois de lhes ter dado uma educação deficiente, de ter transformado a sua carreira num pesadelo, de lhes ter retirado a possibilidade de inovar, o Estado dá-se ao luxo de os olhar com desconfiança.

Estou consciente de que, como em todas as profissões, há ovelhas ranhosas dentro da classe. Mas este problema só pode ser resolvido por uma direcção escolar compos­ta de forma diferente e por um sistema de ensino mais flexível do que aquele que existe. Para mal dos nossos pecados, nenhum governo teve coragem para alterar o esquema de organização das escolas, muito menos para deitar abaixo o bloco monolítico que para aí anda a cam­balear. Um director empenhado faz sempre a diferença. Tendo começado bem, a actual ministra derrapou e o primeiro-ministro lembrou-se de usar o velho truque de tentar isolar o sindicato das suas bases. Jamais defendi actuar este de forma imaculada - considero até que a maior parte das suas ideias é errada -, mas a degrada­ção do ensino não é fundamentalmente culpa sua, uma vez que o sindicato só interfere porque o poder o deixa. Finalmente, a aparição, no dia 8 de Outubro, de polícias há civil na sede do sindicato na Covilhã, de onde levaram documentos relativos a uma anunciada manifestação contra o engenheiro Sócrates é inadmissível. Só um país apático aceita as conclusões idiotas que, após um chama­do "inquérito", o Governo tornou públicas.

Deixo de lado as paranóias do primeiro-ministro para me centrar no tema deste artigo. Para além de terem de leccionar programas imbecis, de passarem a vida a girar de uma escola para outra, de serem sujeitos a avaliações surrealistas, os professores são obrigados a aturar alunos malcriados. Há tempos, um professor contou-me ter sido agredido por um aluno de 17 anos, tendo-me em seguida explicado que decidira não responder à letra ao matulão, porque isso implicaria um processo disciplinar contra ele, docente, e não contra o aluno. Mas não é apenas a violência, mas a apatia que mina a escola. Recordam-se daquela reportagem da RTP1, em que se via uma turma onde, farta de ouvir a lição, uma miúda se punha a varrer o chão? É com isto que, dias após dia, muitos docentes se defrontam.

30 nos, quando os meus filhos entraram para o ciclo preparatório (actuais 5.° e 6.° anos), numa escola pública (a Manuel da Maia), ao lado do Casal Ventoso, quase todos os alunos pertenciam à burguesia. O ambien­te que ali se respirava reflectia a cultura que as crianças traziam de casa: mesmo quando não livresco, o Ethos era hierárquico. Com a evolução da sociedade portuguesa - e não o devemos lamentar - tudo isto mudou. Muitos dos alunos provêm agora de meios sócio-económicos baixos e são fruto de gerações de analfabetos. É com crianças educadas à base de telenovelas e de "saberes" aprendi­dos na rua que os professores têm de lidar. Como se isto não bastasse, a escola é forçada a desempenhar funções que, em princípio, lhe não competiria, tais como cuidar de miúdas que engravidam aos 13 anos e de rapazes que consomem drogas.

Não quero pensar no que é a vida de uma jovem, com filhos pequenos, que diariamente tem de fazer quilómetros, a fim de chegar ao estabelecimento escolar para o qual foi "destacada" (só o termo me horroriza!) onde é obrigada a enfrentar crianças para quem o ensino é uma maçada. Em geral, sou pouco condescendente com as "baixas" justificadas por atestados que confirmam doenças psíquicas, mas, no caso dos professores, tenho que abrir uma excepção. Só no último mês, deparei-me com duas professoras que se tinham ido abaixo. Nenhuma ensinava, repare-se, em zonas socialmente turbulentas: uma leccionava numa aldeia perto de Viseu, a outra em Évora. O que as afectara fora a ausência de independência dentro da sala de aula: ambas se sentiam marionetes numa peça que não tinham escrito. Sem programas bem feitos, sem manuais decentes, sem incentivos para se ac­tualizarem, a vida dos professores transformou-se num inferno.

  

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Dezembro 16, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/12/16/A-Re

Hoje o meu blogue faz um ano. Para comemorar esta data decidi agradecer aos deuses gregos esta estadia na blogosfera onde conheci tantos amigos e onde tanto tenho aprendido. Obrigada a todos os amigos do SOL que fazem desta comunidade uma autêntica ÁGORA grega. A ágora, praça grega, manifesta-se como a expressão máxima da esfera pública, sendo o espaço público por excelência. É nela que o cidadão grego convive com o outro, onde ocorrem as discussões políticas e os tribunais populares: é, portanto, o espaço por excelência do exercício da cidadania.

Tal como outros povos, também os gregos tentaram explicar o universo e as forças da natureza através da sua religião. Pensaram, então, que no início de tudo existia o CAOS e depois a Terra - GEIA.  Do Caos nasceu a NOITE e o ÉREBRO (inferno) e, da união destes dois, nasceram o ÉTER e o DIA.

Da Terra surgiu URANO, o céu estrelado e da união Urano com Geia resultou numerosa descendência: CICLOPES (gigantes com um olho no meio da testa): CENTAUROS (monstros metade homem, metade cavalo) e TITÃS (doze gigantes de força colossal; seis de sexo masculino e seis de sexo feminino. O feminino é Titânide).

Dois dos titãs, CRONOS e REIA, unir-se-ão e darão origem aos primeiros deuses:

 HÉSTIA, deusa da casa e da família;

DEMÉTER, deusa das cearas;

 HERA, deusa protectora do casamento;

HADES, deus do mundo inferior que domina no inferno;

 POSEIDON, deus dos mares;

ZEUS, deus do Olimpo, senhor dos elementos atmosféricos.

Os mitos

Os mitos são narrativas que nos contam a vida dos seres divinos. Pelos mitos percebemos que, para os gregos, o mundo dos deuses reproduzia o mundo humano.

Os deuses, tal como os homens, comiam e bebiam, preocupavam-se, descansavam, amavam e odiavam, etc. Eram, aliás, sempre representados sob a forma humana. Por essa razão falamos de ANTROPOMORFISMO quando nos referimos à religião grega.

Eis alguns mitos:

·    Cronos e os deuses primordiais

Uma profecia afirmava que Cronos seria morto por um filho. Para evitar que a profecia se cumprisse, o titã exigia que Reia, sua esposa, e irmã, lhe entregasse os filhos logo que nascessem e devorava-os. Cansada de se ver separada dos filhos e, estando grávida novamente, Reia escondeu-se na ilha de Creta onde nasceu Zeus. Para enganar o marido, Reia entregou-lhe uma pedra embrulhada numa fralda.

Zeus cresceu e, ao atingir a idade adulta, enfrenta o pai, obrigando-o a beber um líquido que o fez  "vomitar" os filhos que tinha comido. Desta forma nasceram os deuses referidos em cima que, por isso, são chamados deuses primordiais. Os deuses, furiosos e querendo vingança, envolvem-se numa luta gigantesca com os titãs, saindo vitoriosos. Decidem, então, partilhar o mundo pelos três do sexo masculino:

ZEUS dominaria o céu - o Olimpo;

POSEIDON,  o mar;

HADES, o inferno.

Por ter feito renascer os irmãos, Zeus tornou-se no pai dos deuses e dos homens. É, também, senhor dos elementos atmosféricos (o raio e o trovão).

·    Filhos de Zeus

Zeus apaixonou-se por sua irmã Hera e do casamento dos dois nasceram:

 ARES (deus da guerra)

e  HEFESTO (deus do fogo, que era feio e coxo).

Mas Zeus era volúvel e, por causa disso, Hera era ciumenta, perseguindo ferozmente todas as conquistas do marido, fossem elas deusas ou humanas. Foi por essa razão que perseguiu LATONA (grávida de Zeus) que se viu obrigada a refugiar-se na ilha de Delos onde deu à luz os gémeos:

   APOLO e ARTEMISA.  

 

Apolo tornar-se-ia no mais poderoso deus do Olimpo, depois de Zeus. Era o deus da beleza eterna, da música, da poesia e dos oráculos. Era considerado como o deus da masculinidade.

Artemisa tornou-se a deusa dos animais selvagens e da caça. Era também ela quem presidia aos nascimentos. Vestia sempre uma túnica curta e andava sempre acompanhada pelo arco e flechas, assim como pelo seu cão de caça.

Sémele, princesa de Tebas, também foi vítima da vingança de Hera: esperando um filho de Zeus, pediu ao deus (por sugestão de Hera) que lhe mostrasse o seu verdadeiro aspecto. Ora, os seres humanos, segundo os gregos, morriam se vissem um deus como ele, de facto, era!  Zeus satisfez o pedido da amada e a sua luz fê-la morrer imediatamente. Para não perder o filho, Zeus arrancou-o do ventre da mãe e coseu-o no interior da sua própria coxa até terminar a gestação. Foi então que, da coxa de Zeus, nasceu DIONISO

que se tornaria no deus da alegria, do vinho e da loucura.

·    Outros filhos de Zeus

HERMES, filho de Maia, é o mensageiro dos deuses; deus do vento e patrono dos mercadores. É também deus dos sonhos e é ele que conduz as almas ao inferno.

 ATENA, deusa que nasceu directamente da cabeça de Zeus, vestindo uma armadura e brandindo uma lança. É a deusa da sabedoria e da arte da guerra.

·    Afrodite

 Afrodite, como todos os que foram referidos anteriormente, era uma das mais importantes deusas gregas. Nasceu da espuma do mar e, ao emergir, vinha amparada a uma grande concha de madrepérola. Apesar de ser a mais bela das criaturas, casou com Hefesto, o deus mais feio e disforme.

TPC para o 7ºA: - Durante a interrupção do Natal faz a árvore genealógica das divindades referidas.

 

 

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Dezembro 26, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/12/26/Hoje

Esta exposição maravilhosa mostra as obras realizadas pelas mulheres das comunidades Patua do Estado de Bengala na Índia que cantam as histórias que pintam em extensas tiras de papel. Estas mulheres que vivem com recursos muito escassos e fazem as próprias tintas com produtos da natureza.

Os temas que elas pintam tanto retomam o repertório das tradições orais da comunidade como falam de mudanças sociais e políticas e acontecimentos que marcam a vida da aldeia, do país ou do mundo.

 

São pinturas em folhas de papel justapostas, coladas em tecido, muitas vezes reaproveitadas de outros usos.

 

Pintam os mais variados temas numa espécie de Banda Desenhada, uns retomados da tradição oral, onde divindades e personagens de toda a índole são protagonistas de histórias inúmeras vezes repetidas, outros abordam assuntos da mais próxima actualidade.

 

Esta narração de acontecimentos aborda também temas de ressonância mediática, como o ataque ao World Trade Center de Nova Iorque em 11 de Setembro de 2001, ou o tsunami de Dezembro de 2004, assim como temas informativos e cívicos, como ocorre com a luta contra a Sida ou contra a discriminação de género, que no infanticídio de bebés do sexo feminino encontra uma das suas mais radicais e violentas manifestações.

 

Estamos perante uma forma de expressão e uma prática cultural de grande profundidade temporal, são mulheres de uma aldeia que se organizaram em cooperativa e que para dar de comer aos filhos e sobreviver, pintam canções que compõem, mesmo sendo analfabetas, sobre histórias do dia-a-dia, mitológicas e educativas.


Não devem perder esta exposição no
Museu Nacional de Etnologia.

 

 

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Dezembro 30, 2007

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/12/30/DESA

Recebi o seguinte desafio dos amigos do Sol: Ifabião,  Santana-Maia e  Nemesis (e ainda consegui responder em 2007).

- Responder honestamente às seguintes questões.

- Cá está o resultado: 

a)                5 bens materiais QUE TIVESTE NO PASSADO, já não os tens e sentes saudades ou nostalgia por eles. 

1. O meu macacão amarelo da adolescência.

2. A minha biblioteca da casa antiga.

3. As minhas primeiras roupas compradas com o meu ordenado (há 20 kilos e 20 anos atrás).

4. A minha casa em Moçambique.

5.  A minha colecção de selos.

b)               5 bens materiais QUE POSSUIS ACTUALMENTE, que mais gostas e não vives sem:

1. O meu computador.

2. O meu jipe.

3. Os meus livros.

4. A minha colecção de bonecas.

5. O meu material de pintura.

c)                5 bens materiais QUE PENSAS EM ADQUIRIR nos próximos 5 anos. (opcional: por que não os adquiriste antes?)

           1. Uma casa maior no Alentejo;


2. Uma Lua-de-Mel em Cuba;


3. Um carro realmente NOVO: até agora só tive oportunidade de comprar carros em 2ª mão…


4. Uma piscina no monte alentejano…


5. Um jipe touareg, igual aos do Lisboa - Dakar…

d)               5 bens materiais QUE GOSTASTE DE OFERECER a cinco pessoas diferentes (opcional: porquê?)

1.  Roupas de criança e jovem aos alunos que precisam;

 2.  Um computador ao meu sobrinho;

3. A carta de condução à minha filha.

               4.  Um carrinho em 2ª mão quando a minha irmã tirou a carta.