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Janeiro 2008

Janeiro 05, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/postiteduc/archive/2008/01/06/UM-

    

Pela persistente oportunidade de que se reveste este desabafo/depoimento publica-se o texto de uma carta enviada à Ministra da Educação, a propósito do clima de indisciplina que graça nas nossas escolas.

Claro que as “soluções” que o ME parece ter no bolso para este problema são um Estatuto do Aluno recauchutado e um novo modelo de gestão das escolas, assente na figura do director/reitor que já está em discussão pública e que abordaremos em próximo post.

Estaremos condenados a assistir ao insucesso da própria ESCOLA?

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Senhora Ministra,

  

Sou a Fátima e sou Professora.

Não, o P maiúsculo não é engano; é mesmo assim.

Tenho 57 anos, 30 dos quais dedicados a ensinar adolescentes. (sou  Professora do 3º ciclo).

Duas das características da minha personalidade são precisamente ser disciplinada e disciplinadora.

NÃO AGUENTO MAIS!

A humilhação que alguém da minha idade sofre hoje em dia perante turmas de jovens mal educados e mal formados não tem medida.

Nunca como nos últimos 3/4 anos, eu senti na pele o que é remar contra a maré tentando não só transmitir conhecimentos quer de Inglês quer sobre a vida.

A sociedade está doente, a família está doente, o governo está doente. Todos têm estado doentes e sem cura à vista.

A senhora ministra  já algum dia se confrontou com alunos (9º ano, fora da escolaridade obrigatória) dentro de uma sala de aula a soltarem gases e a atirarem-lhe bolinhas de papel enquanto está a escrever no quadro?

A senhora ministra já porventura sentiu a frustração de entrar numa sala de aula e haver num grupo de 26 alunos apenas 4 que a respeitam e que apreciam o seu trabalho?

A senhora ministra já sentiu o que é passar 26 horas semanais na escola, sem um gabinete onde possa trabalhar, gastando tempo precioso, ociosamente, porque não há isolamento possível para efectuar tarefas de responsabilidade?

A senhora ministra já alguma vez fez uma aula de substituição a uma turma de 5º ano em que mal entra, um aluno de 10 anos lhe diz: “Vai-te f……?”

A senhora ministra não dá instruções claras no sentido de estas situações não acontecerem?

Alguém no seu ministério a vai ofender quando se encontra no seu gabinete a trabalhar?

Sabe, senhora ministra, a Fátima de 57 anos de idade, professora de Inglês há 30, hoje levantou-se às 5,30 h da madrugada para ter o comportamento que sempre teve ao longo de anos de ensino: entregar aos seus alunos o teste que fizeram há menos de uma semana.

Fi-lo com gosto, mas revoltei-me com a falta de sensibilidade que a sua equipa revela relativamente aos professores que estão na faixa etária dos 50/60 anos.

A Escola, enquanto instituição, não respeita os Professores nem o seu trabalho, impondo-lhes que façam omeletes sem ovos, que giram os seus sentimentos (só porque são adultos e têm a obrigação de ter treinado a sua inteligência emocional!) de acordo com a má educação de muitos alunos.

O descontentamento generalizado dos Professores da minha idade leva a que, num mísero intervalo de 10 minutos entre aulas, o tema das conversas seja sempre a nossa angústia, a nossa impotência perante a realidade do nosso dia-a-dia.

A nossa força encontramo-la uns nos outros e nos desabafos que trocamos.

A senhora ministra por acaso alguma vez viveu a realidade de uma escola nos moldes em que ela se encontra hoje?

Não pode imaginar como reagiria, porque muitas vezes os nossos dias são perfeitamente surreais.

No meio de tudo isto, como fica a nossa família? Sim, senhora ministra, porque nós também a temos.

É indescritível a sensação que se tem quando se dá tudo e não se recebe nada em troca.

Senhora Ministra: se tem alguma sensibilidade, por amor de Deus, inverta este estado de coisas, a bem da sanidade mental de muitos dos Professores.

Quando a senhora ministra foi aluna não respeitava os seus professores?

É que toda esta situação actual tem muito a ver com atropelos e desrespeito que se tem pela liberdade dos outros.

Edite um manual que ensine as pessoas a respeitarem-se e não faça publicar um estatuto que, conhecendo nós, Professores, a realidade actual, apenas vai aumentar a nossa impotência perante situações de indisciplina e o nosso stress.

Sei que não lerá este desabafo, mas creia que fiz os possíveis por retratar fielmente o estado de alma de milhares de Professores em Portugal.

Os profissionais de qualquer sector de actividade querem-se motivados para serem produtivos.

Temo que a produtividade dos Professores atinja níveis indesejáveis, muito por culpa de todas as injustiças, humilhações, desrespeito de que temos sido alvo, não só pelos alunos e suas famílias, mas também por quem teria a obrigação de nos proteger e nos proporcionar um bom ambiente de trabalho.

Para terminar este meu desabafo, peço apenas que não façam o país acreditar que situações de indisciplina coma as que relatei ou estados de alma como os que referi são pontuais.

NÃO SÃO e nós, Professores de todo o Portugal, que vivemos esta realidade todos os dias, sabemos bem que elas são recorrentes e perversas para o ensino e para o país do futuro no qual espero ainda participar.

  

Maria de Fátima Portugal (mfatimaportugal@clix.pt)

   

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Janeiro 07, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/01/07/O-NO

O nosso Clube das Artes funciona para desenvolver a vocação para as artes e o embelezamento da escola.

 

Aqui os alunos desenvolvem capacidades relacionadas com a pintura e a escultura em barro. Pretende-se fomentar e desenvolver os interesses artísticos dos alunos.

Várias estratégias são adoptadas para transmissão de conhecimentos: observação directa das práticas e dos métodos artísticos (demonstrações feitas pelos professores), e eventuais visitas a exposições (também combinei com eles publicar as fotos de exposições que visito aos fins-de-semana).

Por vezes visitamos museus através da internet e pesquisamos obras e biografias de artistas famosos. Os alunos participam na realização de exposições (expondo obras por si realizadas), desenvolvendo o espírito comunicativo.

 

Aqui, tomam contacto com as diferentes técnicas artísticas, explorando vários meios expressivos, sobre variados suportes. Esta exploração tem como propósito dominar os materiais, desenvolvendo a motricidade na utilização de diferentes técnicas artísticas e dotar os jovens de capacidades criativas próprias.

 

Através desta experimentação, os alunos são convidados a confrontarem-se com formas de expressão antigas e contemporâneas ao nível das diferentes técnicas artísticas, procurando-se assim que adquiram e alarguem o seu leque de conceitos ao nível artístico.

O clube tem uma variante, “ As Oficinas” que desenvolverão actividades diversificadas, tais como: Banda Desenhada, vitrais, selecção de modelos de peças ao gosto de cada aluno; experimentação de técnicas para a realização de trabalhos, realização de trabalhos e exposição e venda dos mesmos.

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Janeiro 13, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/01/13/OS-M

 

O mosaico é um tipo de construção, que os romanos utilizavam para revestir paredes, coberturas de habitações e também em pavimentos.

 

Os mosaicos romanos são compostos por cubos de 1 a 3 cm , a que se dava o nome de tesselas, feitos com pedras coloridas como: o porfírio, os mármores, os granitos, os quartzos e outros tipos de pedras coloridas.

 

As dimensões dos mosaicos variam muito, de acordo com a composição, as possibilidades técnicas e as preferências estéticas de cada pessoa.

 

A colocação dos mosaicos era fixada por uma camada de argamassa de cal ou de cimento. O seu suporte era feito pelo desenho que orientava a execução dos mosaicos.

Os mais antigos mosaicos encontram-se nas cidades romanas, nas residências privadas e nas vilas ou casas rurais.

 

Os nossos mosaicos são feitos com pedaços de azulejos de várias cores colados em rede por cima dos desenhos, depois é colocada uma argamassa que serve para colar os pedaços completando o desenho final.

 

Foram iniciados pelo professor Mário e os seus alunos do 8ºano e estão a ser acabados por nós. Estão mesmo a ficar giríssimos, não acham?

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Janeiro 14, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/01/14/Os-G

 

 

Atenas, a mais importante cidade-estado grega do século V a. c., ficava situada na Ática. Apesar do solo da Ática ser pobre, a agricultura e a pecuária ocupavam a maior parte dos atenienses que viviam do cultivo do trigo, cevada, vinho e, sobretudo, do azeite.

Em volta da cidade, cultivavam-se produtos agrícolas e, nas montanhas criava-se o gado, especialmente, cabras e carneiros.

 

 

O artesanato estava muito desenvolvido. Os artesãos fabricavam vasos cerâmicos, estátuas, armas, navios. Para a sua confecção exploravam o barro, o mármore, a madeira e os minérios. Mas, Atenas tinha falta de cereais e de matérias-primas para o artesanato.

 

 A sociedade ateniense, na época de Péricles, viu consolidada a democracia que surgiu com as reformas de Clístenes. Com esta nova forma de governo, todos os cidadãos tinham o direito e o dever de participar na vida política. Péricles consolidou então a democracia ateniense, pois todos os cidadãos pobres que exercessem cargos políticos eram remunerados.
Dentro desta cidade-estado, havia três classes sociais: os cidadãos, os metecos e os escravos.
Os cidadãos eram livres e a sua principal ocupação era o governo de Atenas,embora alguns também se dedicassem à agricultura.
Eles não estavam sujeitos a impostos e não eram os únicos que possuiam terras.

 

cidadãos


A mulher do cidadão ocupava a maior parte do seu tempo com as lides domésticas, e por ser mulher não tinha direitos políticos, não podendo ser considerada cidadã.

 

Os metecos eram os estrangeiros que habitavam em Atenas. Embora fossem homens livres, pagavam impostos e cumpriam o serviço militar. Não tinham direitos políticos, não podiam casar com mulheres atenienses nem possuir terras; porém, podiam exercer actividades sociais e intelectuais. As principais actividades a que se dedicavam eram o artesanato e o comércio.Não eram obrigados a prestar serviço militar mas se mostrassem bravura nos seus actos podiam ser considerados cidadãos. Também não podiam possuir terras porque eram considerados estrangeiros.

  escravos servindo o senhor


Por sua vez, os escravos, não eram livres e cabiam-lhes os serviços mais duros. Os escravos constituíam quase metade da população. Era o grupo menos privilegiado, formado sobretudo por prisioneiros de guerra, pessoas raptadas por piratas ou por aqueles que tinham sido condenados por dívidas. Faziam os trabalhos mais duros ou, quando cultos, ocupavam um lugar de destaque na educação dos jovens atenienses. Não tinham, portanto, quaisquer direitos civis ou políticos. Só excepcionalmente conseguiam a liberdade.

 A DEMOCRACIA


 O termo democracia tem origem grega e, é formado por duas palavras: demos – povo - e kratos - poder.

Assim, Democracia é o regime político no qual a soberania é exercida pelo povo, pertence ao conjunto dos cidadãos, que exercem o sufrágio universal. Esse tipo de Governo foi denominado por Aristóteles de Democracia. Tratava-se de uma Democracia directa. O cidadão não era representado por ninguém.

Ele mesmo era o representante das suas ideias em praça pública.
Do ponto de vista teórico a democracia grega é brilhante, mas na prática existiam algumas limitações.

Agora resolve as fichas sobre a civlização grega:

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/grecia1.htm

 

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/grecia3.htm

 

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/grecia4.htm

 

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/grecia6.htm

 

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/grecia8.htm

 

 

 

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Janeiro 15, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/postiteduc/archive/2008/01/15/A-_

  

O Governo aprovou em 26 de Outubro passado um novo diploma para a avaliação de desempenhos dos professores, mas só agora foi recentemente tornado público em Diário da Republica. Recomenda-se vivamente a sua leitura a todos os docentes!

Transcreve-se, a seguir, uma notícia publicada na imprensa há dias, sobre este tema:

 As regras são para aplicar já este ano lectivo: todos os professores dos ensinos básico e secundário e também do pré-escolar deverão ser avaliados de dois em dois anos, determina o decreto que regulamenta o processo de avaliação de desempenho dos docentes, ontem aprovado em Conselho de Ministros. A opinião dos dois maiores sindicatos do sector é unânime: o modelo é "altamente burocrático" e não vai melhorar a qualidade de ensino. Antes pelo contrário, asseveram.

Mais de um ano depois de se começar a falar num novo modelo de avaliação dos professores - ainda no âmbito da revisão do Estatuto da Carreira Docente, iniciada em Julho de 2006 e concluída em Janeiro passado -, o processo está terminado. "A expectativa do Governo é que se realizem avaliações ainda este ano, sobretudo em relação aos docentes que estão no segundo ano do período previsto para a sua progressão na carreira", disse ontem a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
O decreto estabelece que os professores sejam avaliados em três fases. Num primeiro momento, o próprio docente preenche uma ficha de auto-avaliação; logo a seguir, é a vez do coordenador do departamento disciplinar, que avaliará o desenvolvimento das aulas, os materiais pedagógicos produzidos e a relação do docente com os alunos. Por fim, a avaliação é feita pelos conselhos executivos, que aferem a participação dos docentes na vida da escola ou os graus de responsabilidade e de assiduidade demonstrados por cada um.
Para o secretário-geral da Federação Nacional de Professores, Mário Nogueira, esta "concentração de poderes" é "inaceitável". "Na prática, há um avaliador do professor e depois um avaliador do avaliador", reage. "É uma situação pesada, porque coloca os professores sob escrutínio permanente", completa João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação.

Mário Nogueira volta à carga para atacar o carácter "burocratizante" do modelo de avaliação. "Todos os anos vai haver meio milhão de aulas assistidas, de dois em dois anos 150 mil entrevistas a professores... As escolas vão trabalhar não em função dos seus alunos mas sim em função do preenchimento de papéis", acusa. João Dias da Silva lança outra acha para a fogueira. "Este modelo de avaliação tem um carácter essencialmente punitivo e não de melhoria de práticas." Os dois dirigentes concordam que, ao estabelecer quotas para os dois níveis de classificação mais elevados dentro de cada escola, o ministério está a deixar de fora o mérito dos professores. "O que se pretende é que fiquem baratinhos e não progridam na carreira", aponta Mário Nogueira.
O decreto determina que os professores sejam classificados em função de 30 parâmetros - e que incluem, entre outros, o abandono escolar e o sucesso dos alunos, algo que os sindicatos criticam. Excelente, Muito Bom, Bom, Regular e Insuficiente são as notas possíveis.
A progressão na carreira está dependente de uma avaliação igual ou superior a Bom. Várias notas de Insuficiente podem determinar a não renovação do contrato ou a reconversão profissional.

  

Digam da vossa justiça!

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Deixo aqui um link (em pdf) para o Decreto Regulamentar: http://www.spgl.pt/cache/bin/XPQ3jTwXX3454eV28FetSMaZKU.pdf

  

  (cortesia do blogue Anterozóide) http://antero.wordpress.com/

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Janeiro 21, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/postiteduc/archive/2008/01/22/O-N

   

Foi finalmente publicado o novo Estatuto do Aluno (ver aqui). Depois dos inusitados debates e criticas em torno do regime de faltas destes, parece que tudo ficou como “eles” queriam, os chumbos por faltas vão deixar de existir. Tudo para se garantir que nenhum aluno reprove ou abandone a escola, objectivos “louváveis”.

Deixamos aqui um texto retirado da imprensa, publicado há já algum tempo mas que mantêm toda a actualidade. Afinal que escola estamos a construir? Uma escola “inclusiva” que aceite e inclua TODOS os alunos, não deve ser igualmente uma escola exigente? Que responsabilidades cabes agora à escola e às famílias para assegurar que todas estas alterações não são uma “fantochada” para denegrir a imagem da escola pública?

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Justificadas ou injustificadas, as faltas dos alunos do ensino básico e secundário deixam de ter consequências, a não ser a realização de uma ou várias provas de recuperação para os estudantes que excedam os limites de faltas definidos por lei. Esta é a mais polémica medida que consta da proposta do novo Estatuto do Aluno dos ensinos básico e secundário.

Às denúncias públicas de que os socialistas pretendem, desta forma, camuflar, a ulteriori, os números do abandono e do insucesso escolar, o PS defende-se, argumentando que quer "uma escola pública inclusiva", dando nova oportunidade de aprendizagem aos alunos que queiram regressar à escola e que não os exclua "por conta, apenas, de um determinado número de faltas". Para o grupo parlamentar do PS, "o objectivo deve ser o combate ao absentismo, reagindo imediatamente à ausência do aluno da escola, cativando-o para o estudo e para o seu rápido regresso". Em defesa da proposta, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Albino Almeida, entende que se deu um passo em frente. "É uma medida generosa porque permite dizer ao aluno que a escola está sempre aberta", afirma, convicto de que a questão do excesso de faltas injustificadas será "a excepção e não a regra".
A controvérsia instalou-se depois de serem conhecidas as alterações que o PS introduziu à proposta do Governo, aprovada na generalidade em Abril passado. A retenção no mesmo ano de escolaridade, ou a inibição de frequência das disciplinas para os estudantes que se encontrem fora da escolaridade obrigatória e tenham excedido o limite de faltas injustificadas, deixou de existir, ao contrário do que constava na proposta inicial do Governo. Agora, são as escolas a ter de resolver o absentismo com provas de recuperação para os alunos que excedam o limite de faltas, justificadas ou não. Por regulamentar estão as consequências para os alunos que continuem a faltar e não prestem essas provas (ver texto ao lado).

Do PSD ao BE, as críticas são unânimes: o novo estatuto não vai resolver o problema da violência e da indisciplina, não premeia a assiduidade e volta a colocar as escolas sob pressão.

"É uma machada no regime de avaliação contínua, que ainda é considerada a base da avaliação nas escolas. Estas normas subvertem este regime", critica o deputado comunista João Oliveira, antecipando desde já que o PCP votará contra. Para o PSD, que defende um plano especial de acompanhamento para os alunos absentistas, monitorizado por gabinetes de apoio em cada agrupamento escolar, a proposta do PS "é um erro brutal". "Dantes dizíamos "estamos tapados por faltas", agora os alunos vão passar a dizer "vou à prova"", ironiza o deputado Emídio Guerreiro, acusando os socialistas de quererem artificialmente "melhorar as estatísticas do abandono e insucesso escolar". De "erro histórico" fala também o deputado do CDS/PP, José Paulo Carvalho, para quem a proposta do PS só premeia "o laxismo e diminui o grau de exigênca".
"O PS está interessado em baralhar as estatísticas", ajuíza por seu lado a deputada do BE Ana Drago, considerando que "se o objectivo é o de dar mais oportunidades, então deveria contemplar-se alguma forma de acompanhamento especial" para alunos que abandonam a escola ou persistentemente faltam. "O PS não quis incluir isso na lei. É o chutar do problema para as escolas, que devem resolver tudo. E com que instrumentos?", pergunta.

  

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Janeiro 25, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/01/25/A-GR

Uma das minhas artistas preferidas da actualidade é Joana Vasconcelos.

  Néctar

Nasceu em Paris, em 1971 e desenvolve a sua actividade artística no campo da escultura e da instalação.

 

  Tricot e azulejos

 A sua marca autoral distingue-se pelo modo como joga com a banalidade dos objectos utilizados no quotidiano, em particular influenciada por tudo o que se relaciona com o design e a arquitectura, tanto pelas proporções, como pela sua funcionalidade, que transparecem na maioria das suas obras.

 

Pega

Joana Vasconcelos, escultora, é a autora de “A Noiva”, um lustre que tem 4,70 m, mas que ao invés de ser de cristal ou de pingentes de vidro, foi construído com 14 mil tampões OB. Segundo a escultora, o plástico com que são revestidos esses objectos reflecte a luz quase tão bem como o vidro.

  A noiva

Conseguiu associar o coração a grandes valores da nacionalidade portuguesa, a filigrana de ouro dos minhotos e o coração de Amália Rodrigues. Joana Vasconcelos utilizou talheres de plástico para construir o seu objecto, isto foi essencial, tal como o balanço visual entre a imagem global e o pormenor Coração Independente Preto 2006, com os seus 3,70  m de altura de ferro pintado e "filigrana" de talheres de plástico.

 Coração independente

 

Sei que muitos de vós já a conheciam mas para os meus alunos do Clube das Artes é de certeza uma bela novidade.

 

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Janeiro 28, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/01/28/1_BA

O Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, ocorrido na Praça do Comércio (mais conhecida por Terreiro do Paço), em Lisboa, faz na próxima sexta-feira, 100 anos,  marcou profundamente a História de Portugal, uma vez que dele resultou a morte do Rei D. Carlos e do seu filho e herdeiro, o Príncipe Real D. Luís Filipe.

O atentado ficou a dever-se ao progressivo desgaste do sistema político português, vigente desde a Regeneração (designação dada ao período da Monarquia Constitucional portuguesa que se seguiu à insurreição militar de 1 de Maio de 1851 que levou à queda de Costa Cabral e dos governos de inspiração setembrista), em parte devido à erosão política originada pela alternância de dois partidos no Poder: o Progressista e o Regenerador.

O Rei, a Rainha e o Príncipe Real encontravam-se então em Vila Viçosa, no Alentejo, onde costumavam passar uma temporada de caça no Inverno. No dia 28 de Janeiro o príncipe D. Manuel regressou a Lisboa depois de estar dois dias em vila Viçosa. Teve de ir por causa da escola naval. Na noite de 31 de Janeiro. Já estavam presas diferentes pessoas politicas importantes. António José d'Almeida, republicano e antigo deputado, João Chagas, republicano, João Pinto dos Santos, dissidente e antigo deputado.

 D. Carlos

D. Carlos e a família real regressam a Lisboa, tomando o comboio, na estação de Vila Viçosa, na manhã do dia 1 de Fevereiro.

 A comitiva régia chegou ao Barreiro ao final da tarde, onde tomou o vapor D. Luís, com destino ao Terreiro do Paço, em Lisboa, onde desembarcaram, na Estação Fluvial Sul e Sueste, por volta das 17 horas da tarde. Apesar do clima de grande tensão, o Rei optou por seguir em carruagem aberta, com uma reduzida escolta, para demonstrar normalidade.

 D. Amélia

 

Enquanto saudavam a multidão presente na Praça, a carruagem foi atacada por vários disparos. Um tiro de carabina atravessou o pescoço do Rei, matando-o imediatamente. Seguiram-se vários disparos; o Príncipe Real conseguiu ainda alvejar um dos atacantes, sendo em seguida atingido na face por um outro disparo. A rainha, de pé, defende-se com o ramo de flores que lhe fora oferecido, fustigando um dos atacantes, que subira o estribo da carruagem.

   

O infante D. Manuel é também atingido num braço. Dois dos regicidas, Manuel Buíça, professor primário expulso do Exército e Alfredo Costa, empregado do comércio e editor de obras de escândalo, são mortos no local.

 

Outros fogem. A carruagem entra no Arsenal da Marinha, onde se verifica o óbito do Rei e o do Herdeiro do Trono, não se tendo praticado autópsias.

 D. Luís Filipe

O infante sobrevivente, D. Manuel II, reinaria até 1910. Após o atentado, pediu a demissão de João Franco do Governo, que não impedira a morte do Rei.

  D. Manuel II

O regicídio de 1908 acabou por abreviar a monarquia ao colocar no trono o jovem D. Manuel II e lançando os partidos monárquicos uns contra os outros, com gáudio dos republicanos. A Europa ficou revoltada com este atentado, uma vez que D. Carlos era estimado pelos restantes Chefes de Estado europeus.

 

Assumido como o primeiro passo para o fim da monarquia em Portugal, como o grande atentado ao estado de direito e à nacionalidade portuguesa, esta data viria a alterar por completo e até aos dias de hoje o sistema político português.

  

Irão decorrer diversas iniciativas, das quais se destaca um filme cujas filmagens decorreram em Lisboa, e das quais vos trago algumas fotografias.

 

Estas fotos retratam as pessoas que assistiam à passagem do Rei e do seu filho D. Luís Filipe, juntamente com a Rainha D. Amélia e o Infante D. Manuel, de coche, no Terreiro do Paço (ou Praça do Comércio), no momento em que se deu o atentado. 

O Terreiro do Paço, em Lisboa, voltou a reviver os agitados minutos que, em 1908, sucederam ao assassinato do penúltimo rei de Portugal, D. Carlos, e do seu filho D. Luís. Viram-se cavalos, carroças, quiosques, o asfalto deu lugar à terra batida, os jeans foram substituídos pelas calças de pinça, pelos coletes de época, pelos vestidos a roçar os pés. Os "súbditos" acenavam à "realeza" que por ali passou. O ensurdecedor barulho de um tiro fê-los disparar num vai-vém de gritos, correndo sem rumo em busca de um local protegido. O rei tinha sido assassinado. Esse dia marcou o princípio do fim da monarquia.

 

                                                                                       

A série, que deve estrear em Fevereiro de 2008, quando se comemora o centenário da morte do rei, está a ser filmada em formato digital. Ao mesmo tempo, Fernando Vendreel está a gravar o filme, que terá como objectivo servir de suporte pedagógico nas escolas.  

 

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http://sol.sapo.pt/blogs/postiteduc/archive/2008/01/29/Os-

   

    

Os professores são a profissão em que os portugueses mais confiam e também aquela a quem confiariam mais poder no país, segundo uma sondagem mundial efectuada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF).

   

Os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses, muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos.

Os políticos são os que menos têm a confiança dos portugueses, com apenas 7 por cento.

Relativamente à questão de quais as profissões a que dariam mais poder no seu país, os portugueses privilegiaram os professores (32 por cento), os intelectuais (28 por cento) e os dirigentes militares e policiais (21 por cento), surgindo em último lugar, com 6 por cento, as estrelas desportivas ou de cinema.

A confiança dos portugueses por profissões não se afasta dos resultados médios para a Europa Ocidental, onde 44 por cento dos inquiridos confiam nos professores, seguindo-se tal como em Portugal os líderes militares e policiais, com 26 por cento.

Os advogados, que em Portugal apenas têm a confiança de 14 por cento dos inquiridos, vêm em terceiro lugar na Europa Ocidental, com um quarto dos europeus a darem-lhes a sua confiança, seguindo-se os jornalistas, que são confiáveis para 20 por cento.

Em ultimo lugar na confiança voltam a estar os políticos, com 10 por cento.

A nível mundial, os professores são igualmente os que merecem maior confiança, de 34 por cento dos inquiridos, seguindo-se os líderes religiosos (27 por cento) e os dirigentes militares e da polícia (18 por cento).

Uma vez mais, os políticos surgem na cauda, com apenas 8 por cento dos 61.600 inquiridos pela Gallup, em 60 países, a darem-lhes a sua confiança.

Os professores surgem na maioria das regiões como a profissão em que as pessoas mais confiam.

Os docentes apenas perdem o primeiro lugar para os líderes religiosos em África, que têm a confiança de 70 por cento dos inquiridos, bastante acima dos 48 por cento dos professores, e para os responsáveis militares e policiais no Médio Oriente, que reúnem a preferência de 40 por cento, à frente dos líderes religiosos (19 por cento) e professores (18 por cento).

    

(publicado pela Lusa, 25/01/2007)

  

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