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Fevereiro 2008

Fevereiro 05, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/02/06/A-Ar

          Jaime Fernandes, camponês, nasceu no Barco (Covilhã), em 1900 e morreu em Lisboa, em 1969, atingido por doença mental (esquizofrenia paranóica), aos 38 anos de idade é internado no Hospital Miguel Bombarda (Lisboa), ali morreu em 1967, com 69 anos.

 

Aos 65 anos, começara a pintar e, durante esse curto período de tempo, realizou uma obra pictórica genial. Influência do meio social e hospitalar onde esteve internado 31 anos. Nos últimos quatros anos da sua vida (1965/1969) Jaime Fernandes fez bonecos, desenhados, primeiro com um fósforo embebido em mercuro-cromo, depois com vulgares esferográficas.

Uma média metragem (quarenta minutos) do poeta António Reis mostra as pinturas de Jaime, que alguns críticos dos mais exigentes situam no pequeno quadro dos génios.

 

Na ficha clínica, o diagnóstico classificou-o de esquizofrénico-paranóico. Cinco anos depois da morte, os especialistas em artes plásticas consideram-no um génio. É Jaime Fernandes, beirão, trabalhador rural e, sobretudo, pintor, desenhista e poeta. Em trinta e um anos de internamento hospitalar escreveu milhares de palavras.

 

Nos últimos quatro anos de vida e de hospital (1965-1969) voltou-se para a pintura e desenho, deixando uma obra que só por acaso se não perdeu totalmente. Nela (no que resta) se debruçou um poeta para nos dar, num filme (Jaime), a visão do homem e da obra.

Como vês, este grande artista, apesar da doença, deixou-nos uma obra fenomenal.

http://antonioreis.blogspot.com/2004/09/032-jaime-um-filme-pronto-estrear_24.html

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Fevereiro 07, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/postiteduc/archive/2008/02/07/Alg

    

Hoje trazemos à vossa reflexão um texto irónico de Vasco G. Moura sobre a “epopeia” dos professores para “salvar a pele” e algumas estatísticas sobre os resultados escolares, publicadas no site da Inspecção Geral de Ensino. Que é que ambas tem em comum? Nada! A não ser a evidente impotência dos professores em conseguir realizar a sua missão com sucesso. Que escola temos? Para onde vamos?

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Palavra de honra que eu não fazia tenções de, tão cedo, voltar a falar da ASAE. Mas as notícias emocionantes do último fim-de-semana funcionaram como catalisador e espevitaram brilhantemente o meu zelo cívico.

Já aqui há tempos o respeitável inspector-geral da ASAE tinha dito, no Expresso da Meia-Noite, que alguns agentes do seu serviço surgem de carapuça nas feiras porque poderia ser desagradável para eles, que por vezes são vizinhos de gente ligada aos feirantes, serem reconhecidos na vida de todos os dias.

Esta forma de assegurar um bom ambiente convivial de vizinhança e a informação sobre o treino do pessoal da ASAE com serviços secretos e polícias estrangeiras é que produziram em mim o déclic triunfal. Eis a solução para muitos problemas!

Pensei logo nos professores. Se receberem treino de manejo de armas e de explosivos, operações de comandos, pantominas de assalto e circulação de capuz negro, não apenas ficam ao abrigo da deterioração eventual das suas relações de vizinhança e proximidade, como podem cumprir muito mais eficaz e corajosamente a sua insubstituível missão.

Os professores têm sido vítimas das mais inqualificáveis violências, quer da parte de alunos, quer da parte dos pais deles. Pois bem, se tiverem preparação militar, aprenderem a manejar uma pistola de guerra ou uma bazuca e se apresentarem nas escolas de cabeça coberta e com uniforme acolchoado correspondente, as vantagens saltam aos olhos:

Primeiro, sentirão as orelhas e o nariz muito mais agasalhados, o que não é despiciendo atentas as inóspitas condições de alguns estabelecimentos de ensino.

Segundo, não podem ser reconhecidos, o que facilita as substituições, por exemplo, quando o professor de Matemática falta e a aula de Matemática é dada pelo de Educação Física, com óbvia solução de muitos problemas de gestão de pessoal. Sem contar que ficam ao abrigo das agressões intempestivas dos encarregados da educação. Quando um aluno é castigado, tem más notas ou chumba sem apelo nem agravo, como é que eles vão saber de que professor se trata? Como é que hão-de ir à escola tirar-lhe satisfações, insultá-lo, partir-lhe a cara, ou mesmo fazer-lhe uma espera traiçoeira, pelo lusco-fusco, à porta de casa?

Terceiro, com esse musculado adestramento, os professores podem manter o respeito e a disciplina muito mais facilmente. Não só pela razão saudável de que os alunos ficarão deveras acagaçados ante uma figura mascarada que lhes explica que não foi o Marquês de Pombal quem descobriu o caminho marítimo para a Índia ou tenta dar-lhes a perceber que o nome predicativo do sujeito não é um disjuntor, mas ainda porque é muito mais difícil, se não de todo impossível, ajustarem contas com o docente cá fora.

E, quanto aos incidentes ocorridos no próprio espaço da aula, os resultados serão igualmente positivos: se o menino Zacarias tentar agredi-lo, ou se o menino Eleutério se lembrar de dar cabo da carteira ou do computador, ou ainda se se puser a tirar macacos do nariz e a beliscar o rabo do menino Teodoro até espirrar sangue, o professor, convertido em atirador especial, pode puxar da Parabellum e acertar na cabeça do menino Zacarias ou do menino Eleutério sem correr o risco de atingir o inocente menino Teodoro ou a omoplata frágil da menina Cátia Vanessa.

Depois de duas ou três cenas deste género, não pode haver quaisquer dúvidas de que o aproveitamento escolar melhorará exponencialmente e de que todos os professores, mesmo os que prestam serviço nas escolas mais problemáticas, podem viver descansados e sentir-se plenamente realizados na carreira que escolheram.

O mesmo princípio pode ser adoptado noutros serviços de interesse público. Ocorrem-me os revisores da Linha de Sintra, os condutores dos autocarros nocturnos e muitos outros.

Tudo o que é preciso é que passe a haver regulamentos que tornem isto possível. Depois, não terão sido os professores quem fez os regulamentos, tal como acontece com a ASAE que se limita a cumpri-los. E finalmente viveremos numa democracia digna desse nome e da actuação mascarada de quantos lhe prestam serviço.

 

Vasco Graça Moura, in DN 16Jan08

 

http://dn.sapo.pt/2008/01/16/opiniao/mascaras_e_servico_publico.html 
 

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In http://www.ige.min-edu.pt

Taxa de retenção no ensino básico - 10,7%

Taxa de transição / conclusão no ensino secundário - 68,9%

Número de alunos por computador com ligação à Internet, no ensino público - 12,8%

Taxa de pré-escolarização - 78,4%

   

    

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Fevereiro 11, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/02/11/O-me

O MÉTODO DO PORTFOLIO

Portfolio: Pasta para guardar documentos, fotos, etc. Utilizada na educação como diário de bordo onde se registam ocorrências e conteúdos relacionados com projectos e trabalhos desenvolvidos.

A minha proposta é utilizar o BLOGUE como forma de portfólio onde a professora e os alunos registam percepções sobre as suas aprendizagens.

caderno da Joana do 7ºA

O E-portofólio consiste num instrumento pedagógico de empregabilidade, em que as pessoas não só coleccionam um conjunto de documentação que seja revelador das suas competências e de aspectos que possam constituir bons incentivos à sua empregabilidade, como podem ainda, inserir as suas “Histórias de vida”, em que reflectem sobre a sua vida, sobre o seu percurso.

Os deuses gregos - Joana do 7ºA

Para realizar as suas histórias de vida, em vídeo, em fotografia, em texto, podem utilizar-se tecnologias de vídeo simples como o Windows Movie Maker ou programas mais avançados.

Como vêem os meus alunos desde cedo - Dezembro de 2006, começaram a frequentar este blogue que me serve também de portfolio. Aqui tenho colocado materiais pedagógicos, fichas, leituras, fotografias, filmes, desenhos, enfim, tudo aquilo que acho pertinente a uma boa interacção pedagógica.

Joana, 7ºA

Portfolio - uma nova forma de avaliação da aprendizagem!

Quando ouvimos falar em portfolio, a primeira imagem que nos surge é a dos portfolio dos artistas plásticos, fotógrafos, actores de teatro e cinema. Normalmente, o seu portfolio consiste numa colecção dos seus trabalhos já realizados ou em desenvolvimento, através da qual procuram comprovar as suas capacidades criadoras e artísticas, evidenciar as suas características pessoais e profissionais.

 

caderno da Rute do 7ºA

No entanto, nos últimos anos, outras áreas profissionais têm descoberto no portfolio um instrumento autêntico e precioso na avaliação do desenvolvimento. Concretamente na área da Educação, diversas experiências têm sido realizadas no sentido de utilizar o portfólio quer na avaliação dos professores em formação, quer na aprendizagem dos alunos.

Neste sentido, o que é, então, um portfolio e como pode ser utilizado na avaliação dos alunos?

Um portfolio de evidências de aprendizagens é uma "colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos produzidos por um aluno ao longo de um dado período de tempo, e que procura evidenciar as diversas componentes do seu desenvolvimento (cognitivo, metacognitivo, moral, afectivo...) e do seu percurso escolar". Essas evidências incluem todas as áreas do programa, os diferentes modos de trabalho, as oportunidades de aprendizagem criadas, o envolvimento dos alunos e dos pais. Utilizando as palavras de Sá-Chaves (1998:140), é como se fosse "uma longa, longa carta, sempre enviada a si próprio e ao formador (professor) e também sempre devolvida, porém, sempre enriquecida por nova informação".

 Os deuses gregos por Rute do 7ºA

O portfolio poderá, pois, incluir diversos itens, conforme a sua definição e organização, e de acordo com o contexto concreto em causa. Vejamos alguns exemplos:

  • Relatórios, anotações, rascunhos, esboços,
  • Composições, relatos descritivos
  • Registos das reuniões de pais
  • Reacções a visitas de estudo e outras actividades
  • Testes
  • Trabalhos individuais
  • Trabalhos em grupo
  • Trabalhos de casa
  • Desenhos, histórias, trabalhos plásticos,
  • Reflexões do aluno, pesquisas feitas por sua iniciativa
  • Resoluções de exercícios e de problemas
  • Fotografias dos momentos de aprendizagem.

O portfólio pode apresentar inúmeras vantagens, quando bem planeado, organizado e planeado. A avaliação é mais autêntica, pois decorre directamente do desenvolvimento das tarefas da aprendizagem; é mais participada, porque envolve a partilha do poder entre professor, aluno e pais; é reflexiva, pois permite rever crítica, consciente e sistematicamente o trabalho feito; estimula o desenvolvimento da autonomia; promove a descoberta, a pesquisa e a experimentação; desempenha um papel importante na estruturação e organização do currículo; proporciona ao professor um melhor conhecimento acerca do aluno, das suas características, das suas necessidades, da metodologia que melhor se adapta a cada um; contribui para o aumento da auto-estima do aluno, na medida em que tem mais possibilidades de mostrar o que sabe e o que consegue fazer.

Rute - 7ºA

Contudo, esta forma de avaliação é apenas válida em determinados contextos educativos. Isto é, são necessárias algumas alterações à forma "tradicional" de ensino-aprendizagem mais comummente utilizada na sala-de-aula. Pressupõe-se um ambiente de aprendizagem que valorize as capacidade de reflexão, análise crítica, aprendizagem pelo erro, cooperação, partilha de poder, que propõe diversas oportunidades para os alunos mostrarem as suas reais capacidades (e não se centre exclusivamente nos testes de avaliação), que tem por base a responsabilização dos alunos pelo seu próprio trabalho e a sua crescente autonomia.

É esta forma de encarar a aprendizagem que se encontra subjacente nos produtos desenvolvidos pela Cnotinfor.

O software Aventuras 2 (brevemente também em inglês), por exemplo, contém precisamente uma área na qual o aluno pode criar o seu portfolio de trabalhos, ao ritmo das suas capacidades, e a partir deles criar jogos para treinar os conhecimento adquiridos, de uma forma lúdica e desafiante. O professor pode visitar esse portfolio e desta forma melhor orientar o aluno quando necessário.

Fonte: Correio da Educação (suplemento) Novembro de 2000

 

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Fevereiro 15, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/02/15/PORT

 

      Nos finais do século XIX e inícios do século XX, os problemas de escassez de alimentos em Portugal intensificam-se, levando à aplicação de uma série de descobertas científicas e tecnológicas: fertilizantes químicos e melhoramentos genéticos.

 

 

      Estas descobertas possibilitaram o progressivo abandono das antigas práticas, levando a uma especialização dos agricultores tanto nas culturas como nas criações.

      A modernização da agricultura no século XIX deu-se quando começaram a usar-se sementes selecionadas, adubos, alternância de culturas e a utilização da máquina a vapor nas semeadoras, nos espalhadores de adubos, em ceifeiras, em debulhadoras. Também surgiram novas alfaias agrícolas.

 

 

A vida quotidiana

 

Na segunda metade do século XIX, regista-se uma nova organização social:

a nobreza perdeu privilégios, passou a pagar impostos, viu diminuídos os rendimentos, mas continuou a possuir muitas terras

o clero também perdeu muitos privilégios; as ordens religiosas foram extintas e as suas terras passaram a pertencer ao governo

a burguesia transformou-se no grupo social mais importante e viu a sua riqueza aumentada devido ao desenvolvimento do comércio e da indústria

o povo passou a ter, na lei, os mesmos direitos e deveres que os outros grupos sociais; na prática, continuou a ser o grupo que vivia com mais dificuldades e que desempenhava as tarefas mais duras e difíceis.

     Acabaram com o direito do Morgadio que era a passagem das terras para o filho mais velho.
Dividiram os terrenos baldios e entregaram-nos aos camponeses. 

 A  Alimentação do povo

A castanha tinha um papel preponderante na alimentação do povo, assim como as hortaliças, a caça, alguns produtos de animais domésticos, juntamente com pão e trigo e centeio. Depois vieram o milho e mais tarde a batata, o arroz e o peixe seco (bacalhau e outros), o peixe de água doce desde há muito era utilizado uma vez que estava acessível nos rios e ribeiras. Gastava-se na alimentação o azeite e o vinho. O arroz doce só nas festas e casamentos.

Nos últimos tempos do século XIX a alimentação da maior parte do povo resumia-se ainda à broa (em geral de milho amarelo, moido nas muitas azenhas espalhadas ao longo dos rios e levadas), hortaliças (couves e nabos), batatas, feijão, arroz, sardinha, azeitonas e bacalhau (sobretudo na Quaresma).

 

Só em dias de festa é que comiam carnes e tempêro de carne de porco. As sopas em geral continham pouco caldo, ou eram quase secas, eram postas sobre broa esfarelada e abundantemente regadas com azeite no prato.

 

Resolve esta ficha sobre a Agricultura no século XIX:

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/6/hgp6.p2mxix.a.htm

 

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Fevereiro 18, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/02/18/As-l

Lucernas

Para combater a escuridão dos caminhos ou dos lugares públicos e nas cerimónias religiosas, usavam os romanos archotes embebidos de substâncias inflamáveis. Dentro de casa, a iluminação fazia-se com velas (candelae), de cera de abelha ou sebo, e lamparinas de azeite (lucernae); usavam-se umas e outras isoladamente ou formando conjuntos de várias unidades em candelabros e levavam-se à rua dentro de lanternas.

As lucernas eram fabricadas por meio de moldes em oficinas especializadas. Julga-se que os pequenos instrumentos metálicos de ponta revirada, tão frequentes em qualquer província romana, terão servido para espevitar ou extinguir a chama. Por serem a forma de iluminação mais usual em todo o mundo romano, as Lucernas eram fabricadas em séries industriais pelo recurso a vários fornos que contavam com uma forte rede de distribuição por todo o império, dispondo de postos de venda diversificados, desde os mercados das cidades, as lojas dos fóruns ou as vendas ambulantes.

 

Eram usualmente feitas de argila. A parte de cima da Lucerna, chamada de disco, podia ou não ser decorada e apresentava um orifício para o azeite, para fazer arder uma mecha que podia ser de miolo de junco ou fibras de papiro e linho enroladas. Podiam ser transportadas pela asa ou em suportes de metal. Os motivos decorativos abarcavam todos os aspectos do quotidiano romano, desde a mitologia às divindades, a cenas do dia?a?dia, aos motivos eróticos, a cenas militares, às lutas de gladiadores, aos animais, elementos vegetais ou actores de teatro e dançarinos. As Lucernas com cenas eróticas serviriam de amuletos, uma vez que segundo os romanos protegiam?nos dos maus olhares e dos males que poderiam causar atraindo a fortuna e a prosperidade.

 

 

O Museu da Lucerna em Castro Verde

Foi em Santa Bárbara de Padrões que foram descobertas largas centenas de lucernas romanas, que remontam ao século I, e que agora podem ser apreciadas e estudadas no Museu da Lucerna, em Castro Verde.

 

A freguesia de Santa Bárbara de Padrões é constituída por nove aglomerados populacionais, representados simbolicamente por padrões na instalação escultórica da rotunda, à entrada da sede de freguesia, e situa-se a 13 km da sede de concelho.

A origem etimológica do nome da freguesia derivará, da existência de marcos miliários pertencentes à via militar romana que, vinda de Mértola passava por Santa Bárbara de Padrões e ainda por Beja, seguindo até Mérida. Mas se a freguesia já existia nesse tempo - D. Frei Manuel do Cenáculo tivera a oportunidade de o confirmar - o seu povoamento recua a uma época ainda mais remota.

Em 1998, um grupo de arqueólogos, levando a cabo um conjunto de investigações na freguesia, concluiu que Santa Bárbara de Padrões era já ponto de fixação humana, no período megalítico, a avaliar pela descoberta feita no adro da Igreja Matriz de uma pedra, que parecendo à primeira vista uma banco, se tratava de uma verdadeiro menir, assim pode deduzir-se que Santa Bárbara de Padrões já era povoada no período megalítico.

 

A Igreja de Santa Bárbara fica situada num cerro, onde foram localizadas (em 1994, nomeadamente numa cova situada entre o declive natural da rocha e o muro tosco, junto da ampliação sul do cemitério da aldeia), centenas de lucernas romanas, datadas do séc. I da nossa era. Em face da investigação entretanto efectuada, é possível desde já concluir que "Santa Bárbara de Padrões guardava, debaixo da terra, sem que ninguém soubesse, uma das maiores colecções de lucernas romanas de todo o mundo" era portanto, um santuário.

Sabe-se ainda, que, a construção da igreja paroquial data do século XIII, havendo, todavia quem suspeite "que está no lugar de um templo dos Mouros, ou seja, uma mesquita muçulmana".

A indústria extractiva assume particular relevo na freguesia onde estão em exploração as maiores minas de cobre da Europa nas imediações dos lugares de A-do-Neves e A-do-Corvo. Para além do cobre explora-se actualmente nesta mina estanho e espera-se a médio prazo também o zinco tenha aproveitamento.

 

O Livro "As Lucernas de Santa Bárbara" da autoria dos arqueólogos Manuel e Maria Maia e que teve a participação nas ilustrações do professor Joaquim Rosa da Escola Secundária de Castro Verde.

 

http://www.inesting.org/cm_castroverde/loja/detalhe.asp?id=13&id_tipo=6

 

Museu da Lucerna

O Museu da Lucerna abriu as suas portas em Abril de 2004 e reúne um espólio de lucernas da época romana, descobertas em Santa Bárbara dos Padrões. Trata-se de um conjunto de peças dedicadas ao culto e à divindade, um dos maiores conhecidos na Península Ibérica, que foi estudado pelos arqueólogos Manuel e Maria Maia e está agora patente ao público.

Este museu serviu de décor a várias cenas do filme "O Pégaso de Alexandreina".

Endereço
Largo Victor Prazeres - Castro Verde

7780-218 CASTRO VERDE

Distrito: Beja

Concelho: Castro Verde

Freguesia: Castro Verde

 

 

E agora uma poesia grega que fala nas lucernas:

Alceu
(Grécia/ Ilha de Lesbos, c. 620 a.C-c.580 a.C.)

Bebamos. Porque havemos
de esperar pelas lucernas?

O dia tem a extensão de um dedo.

Traz as taças grandes, meu amor, as coloridas
taças.

O filho de Sémele e de Zeus aos homens
o vinho deu para esquecimento de seus males.

Enche-as até transbordarem - uma parte de vinho

para duas de água.

E que uma taça empurre a outra.

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Fevereiro 23, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/02/23/Tran

 

 

No início do século XIX a população portuguesa vivia de certo modo isolada. As más estradas e os antiquados transportes assustavam o mais ousado viajante. Em Portugal só na segunda metade do século XIX é que se deram os primeiros melhoramentos e a modernização das vias de comunicação e meios de transporte.

Fontes Pereira de Melo

Vida e Obra de Fontes Pereira de Melo

Nasceu em 1819 e morreu em 1887. Figura grada da política portuguesa da segunda metade do século XIX, integra o governo regenerador constituído em 7 de Julho de 1851.
Criado o Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, em 1852, é-lhe confiada essa pasta ministerial. Enceta uma política de desenvolvimento económico do País, que é habitualmente designada por fontismo.
Ocupou vários cargos ministeriais, foi conselheiro de Estado (1866) e Par do Reino (1870).
A política fontista incrementou a rede viária e ferroviária, o desenvolvimento da indústria, o crescimento económico, contribuindo para a modernização do país.

Sabes em que consistiram esses melhoramentos?

Factos:
1823-Carreira regular entre Lisboa e Porto em barco a vapor


1853-Utilização de selos postais
1856-Inauguração da linha de caminho de ferro - Lisboa Carregado


1856-Inauguração do Telégrafo eléctrico
1858-Criação das primeiras carreiras regulares, a vapor, entre Portugal e Angola


1861-Inauguração da linha férrea do Barreiro a Setúbal
1863-Inauguração da linha férrea até Évora e da ligação com a Espanha
1864-Inauguração da linha férrea do Norte até Gaia e do Sul até Beja
1870-Inauguração da ligação entre Portugal e a Inglaterra por cabo submarino
1873-Inauguração da linha férrea até Estremoz
1874-Inauguração do transporte público - O Americano
1877-Construção da ponte D. Maria Pia
1877-Inauguração das primeiras comunicações telefónicas experimentais
1882-Inauguração da linha férrea da Beira Alta e do Minho
1882-Inauguração das primeiras redes telefónicas
1887-Inauguração da ponte de D. Luís
1887-Inauguração da linha férrea do Douro
1887-Inauguração da Companhia dos Telefones
1889-Inauguração da linha férrea até Faro

 

 

 


"Grande acontecimento, o caminho de ferro! A vantagem da sua construção em Portugal fora discutidíssima [...]. era curioso ouvir nos serões lá de casa as diversas opiniões [...] a Nação ia gastar montes de libras e um país que possuía o Tejo e o Douro não precisava de mais nada. Os rios muito mais seguros e muito mais barato. Outro dizia que só começassem os comboios onde acabassem os rios [...]. Em todo o caso a maioria era pelo caminho de ferro [...].

Chegou enfim, o solene dia da inauguração [...]. Murmurava-se insistentemente que a ponte de Sacavém não podia resistir ao peso.

Finalmente avistámos longe um fumozinho branco [...]. Quando o comboio se aproximou vimos que trazia menos carruagens do que supunhamos. Vinha festivamente engalanado o vagão em que viajava El-Rei D. Pedro V. O comboio parou um momento na estação de onde se ergueram girândolas de foguetes: Vimos El-Rei debruçar-se um instante e fazer-nos uma cortesia [...]
Só no dia seguinte ouvimos contar certas peripécias dessa jornada da inauguração. A máquina, das mais primitivas, não tinha força para puxar todas as carruagens que lhe atrelaram, e fora-as largando ao longo da linha.

[...] Passaram muita fome os que ficaram pelo caminho. Esses desprotegidos da sorte, semeados pela linha, só chegaram alta noite a Lisboa depois de variadíssimas aventuras [...] Até andou gente com archotes pela linha, à procura dos náufragos do progresso."

Testemunho da Marquesa do Cadaval, (Adaptado).

 

 

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Fevereiro 26, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/02/26/BIBL

O que é uma bibliografia?

Uma bibliografia é um registo de documentos, livros, inventários, escritos, impressos ou quaisquer gravações em variados meios (madeira, metal, argila, papiro, papel, etc.) sobre determinado assunto ou de determinado autor, que venham a servir como fonte para consulta.

Uma bibliografia é constituída por referências bibliográficas, ou seja, pela identificação de cada uma das obras que constitui a bibliografia, através de elementos como o autor, o título, o local de edição, a editora e outros.

Embora a palavra bibliografia só tenha surgido em 1663, a actividade que ela designa remonta à Antiguidade: catálogo, repertório, índice, inventário, e todas as formas pelas quais os eruditos têm procurado reunir, sobre um assunto ou dentro de uma disciplina, à informação mais completa.

Como deves fazer a bibliografia de um trabalho:

- Autor, data, nome da obra, local da edição, editora; ou

- Título, autor, local da edição, editora, data.

- Alguma da bibliografia deste blogue (sempre em actualização):

- Caderno Actividades - HGP, 5.º ano, Manuela Santos, Helena de Chaby, Emília Maçarico, Texto Editora.

HGP 5 + caderno de Actividades
Emília Maçarico et al
Texto Editora

História e Geografia de Portugal + Cadernos de Actividades
Ana Oliveira et al
Texto Editora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- Caderno Actividades – HGP, 6.º ano, Emília Maçarico, Helena de Chaby, Manuela Santos, Texto Editora.

 




- Caderno de Actividades de História e Geografia de Portugal, 6.º ano, Ana Rodrigues Oliveira e Francisco Cantanhede, Texto Editora.




- Clube de HGP - História e Geografia de Portugal, 5º Ano, Pedro Almiro Neves, Claúdia Amaral, Pedro Xavier, Porto Editora.




- Clube de HGP - História e Geografia de Portugal, 6 º Ano, Pedro Almiro Neves, Claúdia Amaral, Pedro Xavier, Porto Editora.

A Grande Viagem 6, HGP, de João Alves Dias, Fátima Silva, Porto Editora.




- Clube de HGP - História e Geografia Portugal - 5º Ano,  Aplicação das Actividades, Pedro Almiro Neves, Claúdia Amaral, Pedro Xavier, Porto Editora.




- Clube de HGP - História e Geografia Portugal - 6º Ano,  Aplicação das Act., Pedro Almiro Neves, Claúdia Amaral, Pedro Xavier, Porto Editora.




- Clube de História 8 - 8º Ano, Cristina Maia, Dalila Baptista, Pedro Almiro Neves - Porto Editora.




- Clube de História 8 - 8º Ano, Caderno de Actividades, Cristina Maia, Dalila Baptista, Pedro Almiro Neves, Porto Editora.




- Clube de História 9 - 9º Ano, Cristina Maia, Dalila Baptista, Pedro Almiro Neves, Porto Editora.

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http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/02/26/A-Vi

O dia-a-dia da população da cidade

As actividades da população

           Nas grandes cidades do século XIX viviam diferentes grupos sociais:

·        Burguesia: industriais, banqueiros, médicos, professores… viviam muito bem;

 

·        Nobreza;

·        Classes populares: viviam mal, desempenhavam profissões e serviços.

 

carvoeira e lavadeira

è       Surgiram novas profissões: empregados dos transportes públicos, Companhia das Águas, Companhia do Gás e Correios.

servente do gás e vendedora de capachos

A burguesia era o grupo mais importante da cidade.
A alta burguesia habitava em ricas e luxuosas moradias, rodeadas de jardins.
A classe média, grupo de burgueses menos endinheirados, habitava nos novos bairros em confortáveis andares.
A alimentação da burguesia e da nobreza era abundante e variada.
Os burgueses tinham um tipo de vida característico. Interessavam-se pela política, pela instrução, pela música e pela moda.
Os seus divertimentos eram dar um passeio pelo jardim – passeio público, ir ao teatro, à ópera e ao café.
A maioria da população urbana do séc. XIX pertencia às classes populares.
As suas condições de vida eram muito más. Para sobreviver, trabalhavam desde crianças em actividades muitas vezes duras e mal pagas.

 

Desempenhavam inúmeras profissões e serviços.
As classes populares habitavam em bairros miseráveis, sem condições mínimas de higiene e segurança.
As casas eram velhas e apertadas.
A sua alimentação era pobre. Os mais necessitados chegavam a passar fome. O seu vestuário era simples e adaptado à profissão.

 

A modernização das cidades .

Na 2ª metade do século XIX , Lisboa e Porto tiveram um grande crescimento e modernizaram-se:

 

·        Avenidas

·        Ruas pavim