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Olinda :: Blog :: Arquivo

Abril 2008

Abril 02, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/04/02/O-ul

O domínio dos europeus em África conduziu a profundas desigualdades sociais. Nos finais do século XIX e inícios do século XX, o imperialismo europeu exerceu-se, essencialmente, em África.

Também Portugal se encontrava na corrida em busca de novas áreas de influência. Com a realização da Conferência de Berlim (1884/1885) onde ficou decidido o novo direito colonial, segundo o qual a ocupação efectiva de um território substituía o direito histórico de descoberta, Portugal procurou formas de defender estas colónias, dado ter em 1822, perdido a colónia do Brasil.

Assim, foram realizadas expedições de exploração do interior de África e em 1891 a Sociedade Portuguesa de Geografia apresenta o chamado mapa cor-de-rosa, ligando Angola a Moçambique.

A Inglaterra reage pois interessava-lhe aquela zona central – Chire – livre para passar do Cairo ao Cabo (colónias inglesas).

Desta feita, a Inglaterra envia um Ultimato a Portugal obrigando-o a retirar as suas tropas das regiões do Chire, o rei D. Carlos viu-se obrigado a ceder pois não podia, nem tinha condições de entrar em guerra com Inglaterra.

Copia o seguinte texto para o teu caderno. Preenche os espaços em branco utilizando os seguintes conceitos:



descontentamento; guerra; Cabo; portugueses; 1886; Cairo;

Angola; diplomáticas; Moçambique; Carlos; Inglaterra; ultimatum; mapa;

 Portugal; Portugal; cedeu; territórios; direito;



___________ pretendia para si os _________ entre ______________ e ____________. Em __________, apresentou internacionalmente um _________ onde constavam os territórios a que se julgava com _________. Porém, a ___________ não aceitou essa pretensão pois estava interessada nos territórios que iam desde a cidade do _____________ até à cidade do _____________.


Em 1890, dirigiu ao rei D. ___________ um ____________ .

Com essa ordem, a Inglaterra exigia que ____________ recuasse na vontade de ocupar aqueles territórios, ameaçando com o corte de relações _____________ e com a ____________. Não tendo as forças necessárias para enfrentar os ingleses, o rei _____________, o que provocou um grande _______________ entre os ___________________ .

 

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Abril 06, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/04/06/O-FI

A Queda da Monarquia

Nas últimas décadas do século XIX, o descontentamento da população crescia. Para pagar as obras públicas, o governo contraía dívidas, aumentava os impostos, e o custo de vida subia. Os pobres estavam mais pobres e os ricos mais ricos.

O Mapa Cor-de-Rosa e o Ultimato

Na Europa, crescia o interesse pelos territórios em África, fonte de matérias-primas para a indústria: algodão, café, ouro, diamantes. Os portugueses fizeram viagens de exploração no interior africano, entre  Angola e Moçambique.

 Capelo e Ivens

Os países mais industrializados (Grã-Bretanha, França, Alemanha) procuravam também assegurar a posse de vários territórios em África. Em 1884-1885, esses países reuniram-se na Conferência de Berlim e decidiram que os territórios africanos seriam dos países que os ocupavam efectivamente, e não dos que os haviam descoberto.

Portugal reage apresentando o Mapa Cor-de-Rosa, no qual exigia para si os territórios entre Angola e Moçambique.

Em 1890, a Inglaterra (que nunca aceitou o Mapa Cor-de-Rosa) apresenta ao rei D. Carlos I um Ultimato: ou os portugueses desocupavam os territórios entre Angola e Moçambique ou o governo inglês declarava guerra a Portugal.

Para grande descontentamento da população, o governo português aceitou este Ultimato.

O Regicídio

Neste clima de descontentamento contra a monarquia, as ideias republicanas ganham adeptos: defendem um presidente eleito à frente do governo, e não um rei. Forma-se o Partido Republicano.

Em 31 de Janeiro de 1891 dá-se no Porto a primeira revolta armada contra a monarquia. No dia 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa, ocorre o regicídio: são mortos num atentado o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe.

A Revolta do 5 de Outubro de 1910

A revolução republicana começou em Lisboa na madrugada de 4 de Outubro de 1910.

Partiu de pequenos grupos de conspiradores a que a população aderiu.

O exército monárquico não se conseguiu organizar e os revoltosos venceram.

Na manhã de 5 de Outubro de 1910, dirigentes do Partido Republicano, na varanda do edifício da Câmara Municipal de Lisboa, proclamaram a implantação da República em Portugal.

Neste dia terminou a monarquia em Portugal.

Lê este post sobre o assunto aqui abordado.

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2007/10/08/O-DIA-5-DE-OUTUBRO-DE-1910.aspx

 

Resolve os exercícios:

http://zeroum.no.sapo.pt/Republica/sb9_Republica_quiz2.htm

 

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/6/hgp6.1rep.htm

 

 

A 1ª REPÚBLICA

Logo após a revolução do 5 de Outubro, foi criado um governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga.

Adoptou-se a bandeira vermelha e verde e o hino passou a ser "A Portuguesa".

Em 28 de de 1911 realizaram-se eleições para a Assembleia Constituinte que tinha como missão elaborar uma nova Constituição.

A Constituição Republicana ficou conhecida como a Constituição de 1911 pois foi aprovada a 19 de Agosto desse ano.

MEDIDAS PARA MELHORAR A EDUCAÇÃO

Em 1911, 70% da população portuguesa era analfabeta. Portugal precisava de trabalhadores mais instruídos e capazes de acompanhar a evolução das técnicas. Os governos republicanos vão tomar medidas para melhorar a instrução dos portugueses:

 

criaram o ensino infantil para crianças dos 4 aos 7 anos;

tornaram o ensino primário obrigatório e gratuito para as crianças entre os 7 e os 10 anos;

criaram novas escolas do ensino primário e técnico (escolas agrícolas, comerciais e industriais);

fundaram "escolas normais" destinadas a formar professores primários;

criaram Institutos Superiores de ensino técnico;

criaram as Universidades de Lisboa e Porto e reformaram a de Coimbra;

MEDIDAS PARA PROTEGER OS TRABALHADORES

Os trabalhadores, nomeadamente os operários, tinham condições de vida muito difíceis: salários baixos, horário de trabalho com muitas horas diárias, más condições de higiene e segurança no trabalho. Os republicanos defendiam o direito ao trabalho e à justiça social.

Por isso vão tomar medidas para defender os trabalhadores:

em 1910 foi decretado o direito à greve;

em 1911 estabeleceu-se a obrigatoriedade de um dia de descanso semanal;

em 1911 foi publicado o primeiro regulamento das 8 horas de trabalho diário;

em 1913 foi publicada uma lei sobre acidentes de trabalho, responsabilizando os patrões;

em 1919 foi estabelecido em todo o país o horário de 8 horas diárias;

em 1919, passou-se a exigir o seguro social obrigatório para situações de doença, invalidez, velhice e sobrevivência.

Em 1914, os sindicatos uniram-se e surgiu a União Operária Nacional, mais tarde (1919) Confederação Geral do Trabalho.

A mobilização dos trabalhadores para as greves era grande; algumas estendiam-se a todo o país - greves gerais.

O Fim da 1ª República

A 1ª República (que vigorou entre 1910 e 1926) caracterizou-se por uma grande instabilidade:

os governos republicanos não obtinham maiorias absolutas e, por isso, caíam com muita facilidade e frequência, por vezes por motivos mínimos;

a duração média dos governos foi de três a seis meses (chegou a haver um governo que apenas durou dez dias!)

as greves eram constantes.

A 1ª Guerra Mundial

Esta instabilidade social e política foi agravada em 1914, com a 1ª Guerra Mundial. Tratou-se de um conflito que opôs a Grã-Bretanha à Alemanha e que envolveu vários países europeus, entre 1914 e 1918.

Portugal, para garantir os seus territórios em África, apoiou a Grã-Bretanha que venceu a Alemanha.

O país conseguiu manter as colónias africanas mas a situação económica e social agravou-se:

morreram milhares de soldados portugueses;

o desemprego aumentou;

os preços subiram;

faltavam alimentos;

o país endividou-se.

A instabilidade política e a grave situação social e económica conduziram a um descontentamento generalizado.

Começou a ganhar força a ideia de que era preciso "pôr o país em ordem".

 

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Abril 08, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/04/08/O-FI

As Transformações no Império Romano



Durante o governo de Diocleciano e Constantino, várias medidas foram adoptadas na tentativa de conter a crise, como a criação de impostos pagos em produtos, congelamento de preços e salários, e a fixação do camponês à terra, iniciando-se a prática de um processo de maior ruralização.

 Imperador Constatino

O imperador Constantino foi ainda o responsável por a conciliação entre o Império e o cristianismo, a partir do Edito de Milão (313), que garantia a liberdade religiosa aos cristãos, que até então haviam sofrido intensa perseguição e que naquele momento representavam uma possibilidade de justificativa ao poder centralizado e ainda serviria para travar o movimento popular e de escravos, uma vez que a doutrina cristã reforçava a esperança de uma vida digna após a morte, no Reino de Deus.

 A nova religião foi ainda mais reforçada durante o governo de Teodósio quando, através do Edito de Tessalónica, o cristianismo foi considerado como religião oficial do Império. A política imperial baseava-se na utilização da Igreja como aliada, na medida em que esta era uma instituição hierarquizada e centralizada e que nesse sentido, contribuiria para justificar a centralização do poder.



A Desagregação



Apesar desse conjunto de medidas, a crise económica aprofundava-se, assim como a presença de povos bárbaros aumentava, estimulando a fragmentação territorial e a ruralização, pois o desenvolvimento das Villae estimulava uma economia cada vez mais voltada para a auto-suficiência. Esse fenómeno era particularmente forte na parte ocidental do Império, onde a presença bárbara foi muito maior e onde a decadência do comércio foi mais acentuada.


A divisão do Império em duas partes no final do século IV também contribuiu para esse processo: O Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla ainda conseguiu manter uma actividade comercial com outras regiões do Oriente, enquanto que o Império Romano do Ocidente, com capital em Milão, viveu um aprofundamento constante da crise.

 Bárbaros em Roma
Podemos perceber que nesse período de agonia final do Império Romano do Ocidente surgiram características que irão sobreviver e que estarão presentes na Idade Média, fazendo parte da estrutura feudal, como o trabalho do servo e a organização das Villae, que servirão de modelo para o trabalho servil e para a organização do Feudo; assim como o cristianismo.

A Era Cristã e o Cálculo dos Séculos


 

A contagem do Tempo em História: antes e depois de Cristo

Agora vamos ver como se pode explicar o ano em que estamos.

Por que será que este ano é o de 2008? Porque há 2008 anos nasceu Jesus Cristo.

A contagem dos anos, para muitos países do mundo, começa a fazer-se no ano em que Cristo nasceu; esse ano é o ano 1.

Repara no esquema:

  NASCIMENTO DE  CRISTO

a. C.

d. C.

datas antes de Cristo

datas depois de Cristo


Para os povos da Europa e do Ocidente, Cristo teve uma influência tão profunda nas suas vidas, que o seu nascimento foi o marco a partir do qual se passou a contar o tempo.

Mas, antes deste marco que foi o Nascimento de Cristo, já o Homem tinha vivido muitos acontecimentos, pelo que temos que nos referir a eles como tendo-se passado antes de Cristo (a.C).

Para contar o tempo utilizamos diversas medidas, como o ano, a década, o século e o milénio.

Para escrevermos os séculos temos que utilizar a numeração romana.

Muitas vezes precisamos de saber a que século corresponde de terminado ano. Para fazer o cálculo, juntámos um 1 à casa das centenas, excepto quando o ano termina em dois zeros em que somamos 0.

Exemplo:

Ano       Cálculo      Século

1940       19+1=20     XX

20 a.C.   0+1=1         Ia.C.      

2000       Os anos que terminam em 00 pertencem ao século anterior -XX

340         3+1=4        IV

4 a.C.     0+1=1        I a.C.

Povos Bárbaros

Em volta do Império Romano viviam povos a quem os Romanos chamavam "Bárbaros" por não falarem latim nem terem os mesmos hábitos. A partir do século III começaram a deslocar-se para Oeste, invadindo o Império e derrotando as legiões romanas. Assim se deu a queda do Império Romano a Ocidente.

Entre os séculos II e III o Império começou a sentir os sinais da crise.
A diminuição do número de escravos, as rebeliões nas províncias, a anarquia militar e as invasões bárbaras. Em relação às invasões é importante notar que a região europeia do império passou a ser ocupada por povos nómadas, de diferentes origens e em alguns casos, que realizavam um processo de migração, ou seja, sem a utilização de guerra contra os romanos. Alguns desses povos foram considerados aliados de Roma e a eles confiada a defesa da fronteira do Império.

Invasões Bárbaras

No século V (ano de 409) passaram pela Península Ibérica  Alanos e Vândalos, a caminho do Norte de África, e Suevos e Visigodos que aqui se estabeleceram.

No entanto, após anos de guerra, os Visigodos venceram os Suevos, passando a dominar toda a Península. A capital do reino dos Visigodos era Toledo.

 Guerreiro Visigodo

A pouco e pouco, os Visigodos foram adoptando o modo de vida romanizado dos povos peninsulares, tendo-se até convertido ao Cristianismo.

Resolve os exercícios:

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hist/7/h7_cristianismo.htm

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Abril 14, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/04/15/PORT

O Golpe Militar do 28 de Maio

A 1ª República foi marcada pela instabilidade política e pelo descontentamento generalizado.

A 28 de Maio de 1926, um grupo de militares conservadores, comandados pelo general Gomes da Costa, partiu de Braga em direcção a Lisboa e promoveu um golpe militar que fez cair a 1ª República.

A ditadura militar

O presidente da República, Bernardino Machado, demitiu-se, o Parlamento foi encerrado e os militares entregaram o governo a um dos revolucionário, Mendes Cabeçadas.

Foi então instaurada uma ditadura militar (1926 - 1933) que suspendeu as liberdades fundamentais:

não houve mais eleições;

os governos eram escolhidos pelos militares;

foram proibidas as greves e manifestações;

a imprensa passou a ser controlada pela censura;

foi proibida a oposição ao governo.

 

Entre 1926 e 1933, Portugal viveu um período de Ditadura Militar.

 

Em consequência, as liberdades individuais foram suspensas, os opositores políticos presos e o poder passou para os militares que, face à gravidade da situação económica, chamaram para ministro das Finanças um professor da Universidade de Coimbra, António de Oliveira Salazar (1928).

 

   Impondo ao país uma política de forte autoridade Salazar reorganizou as finanças públicas: aumentou os impostos e reduziu as despesas com saúde, educação e salários dos funcionários públicos.

Em 1932, Salazar foi nomeado chefe do Governo, cargo que ocupou durante 36 anos (até 1968). Foi aprovada uma nova Constituição - a Constituição de 1933 - que instituiu 4 órgãos de soberania: Presidente da República, Assembleia Nacional, Governo e Tribunais.

A nova Constituição pôs fim à ditadura militar e deu início a um novo regime - o Estado Novo - que durou 40 anos (1933-1974). Neste regime o poder estava concentrado nas mãos do chefe do Governo.

Edificação do Estado Novo

 

Em 1932, foram aprovados os estatutos daquele que seria o único partido político autorizado no país, a União Nacional. Intimamente ligado ao governo, era chefiado por Salazar.

Em 1933, foi aprovada a Constituição que pôs fim à Ditadura Militar e consolidou o Estado Novo. O novo texto constitucional consagrava a divisão dos poderes e o recurso a eleições para os órgãos de soberania, e reconhecia os direitos e liberdades dos cidadãos.

 

 

No entanto, a realidade seria bem diferente:

 - as eleições, além de não serem livres eram acompanhadas de inúmeras ilegalidades;

- as liberdades e direitos dos cidadãos dependiam de "leis especiais" que, na prática, os anulavam;

- a Assembleia Nacional, que devia ser o órgão legislativo por excelência, dispunha de um poder muito limitado (e meramente consultivo), pois era o presidente do Conselho através do governo que tomava a iniciativa de propor as leis que teriam a aprovação imediata;

- a autoridade do Presidente da República era legalmente superior à do presidente do Conselho mas, na prática, este teve sempre maior poder e notoriedade do que o primeiro.

 Assim, concluímos que o Estado Novo teve várias afinidades com os regimes fascista e nazi, nomeadamente no que toca aos princípios orientadores da organização do Estado, centralista e de não separação de facto dos diferentes poderes políticos, ao dirigismo da educação (livro único e controlo dos professores) e no que respeita ao aparelho repressivo.

 

    houve a suspensão das liberdades fundamentais e criação de órgãos de repressão:

- polícia política (a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, mais tarde chamada PIDE, isto é, Polícia Internacional de Defesa do Estado);

- prisões políticas (como Peniche);

- campos de deportação (como o do Tarrafal, em Cabo Verde)

- estabelecimento da censura (à imprensa, rádio e a todo o tipo de espectáculos);

-  proibição dos partidos políticos (apenas se reconhecia a União Nacional, movimento de apoio ao governo);

 

 

- culto da personalidade (Salazar é considerado o "salvador" da Nação);

 

- nacionalismo (exaltação do passado e de certas épocas da história portuguesa para engrandecimento e orgulho da Nação);

Ideologia Oficial:

 

 

- Partido Único - A União Nacional

 - Publicação do Decálogo do Estado Novo (carta definidora dos princípios orientadores)

- enquadramento e doutrinação da juventude (através da Mocidade Portuguesa);

- organização de forças paramilitares (como a Legião Portuguesa) para a defesa do regime;

 

 

 

 

 

- instituição do corporativismo (para assegurar a ordem social e controlar os trabalhadores).

 

 

 

 

 

O Estado Novo institucionalizou-se com a Constituição de 1933. Esta, inspira 

A organização corporativa instituiu-se em 1933 com a publicação de vários diplomas. O mais importante foi o Estatuto do Trabalho Nacional que fixava os direitos e deveres dos trabalhadores e definia o papel do Estado como árbitro nos conflitos de interesses entre trabalhadores e patronato.

 

Os principais organismos corporativos eram, para além dos Sindicatos e dos Grémios, as Casas do Povo, as Casas dos Pescadores e as Ordens (das profissões liberais). Todos formavam as corporações, ou seja, organizações que abrangiam as actividades económicas, culturais e morais da Nação e tinham a seu cargo a defesa dos interesses dos cidadãos.

 

Na prática, contudo, o corporativismo serviu para o Estado controlar o poder reivindicativo dos trabalhadores e evitar os conflitos e lutas de classe. Assim, a legislação corporativa proibiu as greves, subordinou o patronato aos interesses do Es­tado e impôs a colaboração entre os mais diversos grupos sociais.

 

O Estado Novo publicou, também, vários diplomas sobre a política ultramarina portuguesa. O mais importante foi o Acto Colonial (1930), preparado por Salazar, então ministro das Finanças e das Colónias. Esse texto-base do colonialismo determinava que cabia à Nação defender, civilizar e colonizar os territórios do "Império Colonial Português". Contudo, durante algumas décadas, o Estado Novo limitou-se a desenvolver as regiões agrícolas e mineiras mais ricas das colónias.

 

 

 Para promover as ideias políticas do regime, o Estado Novo criou o Secretariado de Propaganda Nacional (1933). Dirigido por António Ferro, organizou diversos tipos de espectáculos, como concursos e exposições, com destaque para a exposição do Mundo Português, realizada em Lisboa em 1940 (com o fim de comemorar o 82 centenário da independência nacional e o 32 da Restauração).

 

  Guia Oficial da Exposição do Mundo Português

 

   

Outra das realizações do Estado Novo foi a construção de obras públicas (pontes, estradas, tribunais, escolas), que constituíram um motivo de orgulho de Salazar.

 

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Abril 20, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/04/20/O-DO

 

O Senhorio ou Domínio Senhorial era uma vasta propriedade, constituída pela Reserva e os Mansos ou Casais de que o senhor era o proprietário. Nela, o senhor, estabelecia a lei, exercia a justiça e cobrava aos camponeses rendas, impostos e serviços (corveias).

Os camponeses podiam ser livres ou não e neste caso chamavam-se servos ou malados.

 

Os servos trabalhavam nas terras directamente exploradas pelo senhor (a Reserva) e não podiam mudar-se ou abandoná-las. Para serem livres tinham de comprar a sua liberdade ao senhor ou, então, fugir, normalmente para a cidade. Se fossem apanhados eram severamente castigados.

1 - Castelo do senhor

2 - Torreão feudal

3 - Reserva senhorial

4 - Moinho

5 - Floresta

6 - Aldeia

7 - Terras arrendadas

8 - Terras baldias

9 - Áreas de arroteamento

O domínio senhorial não era apenas uma vasta extensão de terras pertencente a um senhor nobre poderoso. Era um mundo fechado e que procurava ser auto-suficiente produzindo o que era necessário ao senhor e à restante população que o habitava. Mais do que uma extensa propriedade, o domínio ou senhorio era um agrupamento de homens ligados por direitos e por deveres: o senhor dava protecção aos camponeses que lhe deviam obediência, trabalho e impostos.

Resolve os exercícios:

http://margaridasequeira.com.sapo.pt/fichas/EuropaCrista2.htm

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hist/7/h7_eurcrista.htm

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Abril 25, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/04/25/PINT

O NOSSO CLUBE DAS ARTES ANDOU A PINTAR A LIBERDADE

Durante a semana de 21 a 24 de Abril o Clube das Artes andou a pintar a liberdade em murais da nossa escola.

Nesta actividade participaram os alunos do Pré-Escolar, do 1º, do 2º e do 3º ciclos.

Ficaram tão lindos os nossos murais.

Participação dos alunos do 5ºA, 5ºB, 6ºA, 6ºB, 7ºA, 8ºB e 9ºA.

É assim que eles vêem o 25 de Abril e a Liberdade.

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