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Maio 2008

Maio 01, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/05/01/O-25

A Revolução do 25 de Abril

Em 1968 Salazar adoece e é substituído na chefia do Governo por Marcelo Caetano. Mantinham-se a falta de liberdade, a guerra colonial, a proibição de partidos, as duras condições de vida que levavam à emigração.

 

Portugal estava cada vez mais isolado internacionalmente e o descontentamento era cada vez maior.

 Nesta situação, e cansados de uma guerra que parecia não ter fim, um grupo de jovens militares formou o Movimento das Forças Armadas (MFA) e preparou em segredo um golpe militar para derrubar a ditadura.

 

No dia 25 de Abril de 1974, várias unidades militares avançaram sobre Lisboa e, sem encontrar resistência, ocuparam pontos importantes no país, derrubaram o governo, prenderam Marcelo Caetano e Américo Tomás (posteriormente exilados para o Brasil).

  O capitão Salgueiro Maia chefiava uma destas unidades militares.

Para a vitória dos militares muito contribuiu a população que logo aderiu ao movimento militar, saiu à rua em massa e apoiou os soldados.

 

O Programa do MFA

O poder foi entregue a uma Junta de Salvação Nacional, constituída por militares e presidida pelo General Spínola. Foi apresentado o programa do MFA com as orientações políticas até ser elaborada nova constituição: democratização da sociedade portuguesa através de medidas que restituíam as liberdades aos cidadãos:

libertação dos presos políticos;

 extinção da PIDE, da Legião e da Mocidade Portuguesa;

 abolição da censura e reconhecimento da liberdade de expressão; discussão do problema da guerra colonial.

A Descolonização

O Programa do MFA previa a discussão do problema da guerra colonial. Em Julho de 1974, o Presidente da República, General Spínola, reconheceu o direito à independência dos povos africanos.

Iniciaram-se negociações para a descolonização: o governo dos territórios africanos foi entregue aos representantes dos movimentos de independência das colónias, os militares portugueses regressaram a Portugal e milhares de civis voltaram também (retornados).

 

Formaram-se assim cinco novos países africanos independentes.

Timor foi invadido e anexado pela Indonésia em Dezembro de 1975. Durante 24 anos a resistência timorense lutou pela independência que só veio a alcançar em Maio de 2002.

 

Macau voltou a ser território chinês em Dezembro de 1999.

A Consolidação do Regime Democrático

Para acabar com a ditadura e estabelecer em Portugal um regime democrático era necessário substituir a Constituição de 1933.

A 25 de Abril de 1975, realizaram-se eleições para formar a Assembleia Constituinte. Ao contrário do que sucedia em ditadura, estas foram eleições livres: concorreram vários partidos; todos eles puderam fiscalizar o acto eleitoral para não haver fraude; puderam votar todos os homens e mulheres maiores de 18 anos.

A missão dos deputados eleitos era elaborar uma nova constituição que veio a ser aprovada em 2 de Abril de 1976 - a Constituição de 1976.

Esta constituição restabeleceu a democracia, assegurando aos portugueses os direitos e  liberdades fundamentais: liberdade de expressão e de reunião e associação; liberdade sindical; direito ao trabalho; direito à educação e à saúde.

 "O País foi informado ao princípio da madrugada, através do Rádio Clube Português, de que as Forças Armadas haviam desencadeado um movimento contra o regime. Mais tarde, um novo comunicado do Movimento das Forças Armadas informou que o Movimento visava a libertação do País do regime que o oprimiu desde o golpe de Estado de 28 de Maio de 1926. As forças armadas pretendiam também pôr fim às guerras na Guiné, Angola e Moçambique. Sabe-se que as forças militares revolucionárias ocuparam, ao princípio da madrugada, os estúdios da Emissora Nacional. Foram igualmente ocupados os estúdios da Radiotelevisão Portuguesa e os do Rádio Clube Português.

A população de Lisboa saiu à rua, em plena Baixa, no meio de indescritível entusiasmo."

Jornal Diário de Lisboa, 25 de Abril de 1974 (adaptado)

1. Resolve os exercícios:

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/6/hgp6.g28men.htm

http://www.deemo.com.pt/exercicios/hg/6/hgp6.25ard.htm

2. Com base nas informações que te são fornecidas por este blogue e pelo teu manual, elabora um pequeno texto em que respondas às seguintes questões relativas ao 25 de Abril:

  • O que foi?
  • Como e quando aconteceu?
  • Porque aconteceu?

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Maio 19, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/05/19/O-CL

No dia 8 de Maio de 2008 tivémos na nossa escola as Olimpíadas Juvenis patrocinadas pela Câmara Municipal. Este ano o local escolhido foi a sede do nosso agrupamento. 

 

PROVAS

MANHÃ

TARDE

IGREJA - ARTES

A prova de artes foi realizada no adro da igreja. Cada equipa teve de pintar um quadro relacionado com a Primavera ou com o Verão.

Os quadros foram expostos na Câmara Municipal.

LAGAR - AZEITE

ESCOLA - DESPORTO

ESCOLA - CIÊNCIAS

ESCOLA - MATEMÁTICA

As actividades iniciaram-se às 10h com o almoço às 12.30h e o recomeço às 13.30h. Às 15.15h foi a entrega dos prémios no Polivalente.

As equipas pintaram em grupo.

 Regulamento:

·        As equipas foram compostas por 7 elementos; mistas.

·         Obrigatório a equipa andar em grupo (salvo indicações contrárias);

·        Todos os elementos das equipas tiveram de completar as provas.

Avaliação:

·        Os alunos foram avaliados quantitativa e qualitativamente.

- Filipa Matos – 9ºA

- Miguel Patrício – 9ºB

- Annika – 9ºB

- Rosa – 9ºB

- Maria Inês – 8ºA

- Sara – 8ºA

- Alexandre – 9ºA

Estes alunos estiveram dispensados das aulas para concorrerem com 7 equipas dos agrupamentos e das escolas secundárias vizinhas.

Os prémios foram 2 consolas Wii, uma para a equipa do secundário e uma para a equipa do 3º ciclo;

Também houve máquinas fotográficas, t-shirts e medalhas para todos os participantes.

 As IX OLIMPÍADAS JUVENIS foram bem divertidas.

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Maio 22, 2008

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/05/22/O-CI

Ficha Técnica

O Nome da Rosa
(The Name of the Rose)

País/Ano de produção: Fra/Ita/Ale, 1986
Duração/Gênero: 130 min., policial/suspense
Distribuição: Globo Vídeo ou Flashstar Vídeo
Direção de Jean-Jacques Annaud
Elenco: Sean Connery, F. Murray Abraham, Christian Slater.

Síntese do Filme: O Nome da Rosa 

SINOPSE 

Estranhas mortes começam a ocorrer num mosteiro beneditino localizado na Itália durante a baixa idade média, onde as vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua roxos. O mosteiro guarda uma imensa biblioteca, onde poucos monges têm acesso às publicações sacras e profanas. A chegada de um monge franciscano (Sean Conery), incumbido de investigar os casos, irá mostrar o verdadeiro motivo dos crimes, resultando na instalação do tribunal da Santa Inquisição. 

Desde o princípio, o ar que respiramos é o de um mosteiro encravado numa montanha, controlado pelos Beneditinos e que recebe a ilustre visita de monges Franciscanos.

A atmosfera sombria da localidade, o aspecto doentio de muitos dos frades que aparecem no decorrer da história, o tom escuro de muitas das sequências (efeito propositadamente trabalhado por conta do competente director Jean-Jacques Annaud, do post já escrito sobre “A Guerra do Fogo"), a rejeição a conceitos considerados avançados por parte da grande maioria dos monges que circulam no mosteiro e a presença destacada da Inquisição a partir da metade do filme -  tudo isto revela-nos um pouco do que foi a Idade Média.

Uma das maiores qualidades do filme está na reprodução da época, com a equipa de Annaud a ser assessorada pelo eminente historiador francês Jacques Le Goff, o que confere ao filme maior credibilidade no que se refere a utilização do mesmo como recurso didáctico.

O figurino, os cenários (o filme foi feito num autêntico mosteiro medieval), o ambiente, as músicas, os objetos disponibilizados e mesmo a fotografia em tons lúgubres (escuros, dando-nos uma impressão de humidade nos locais de filmagem) tornam-se referências para que possamos apresentar o domínio cristão medieval. A própria atmosfera de violência, muitas vezes bem patente, evidencia práticas correntes da época no relacionamento entre os homens - que a caridade cristã não conseguia conter -, ou até no relacionamento com as mulheres, como é mostrado no filme.

 

 

 

 

INTRODUÇÃO AO TEMA

A Baixa Idade Média (século XI ao XV) é marcada pela desintegração do feudalismo e formação do capitalismo na Europa Ocidental. Ocorrem assim, nesse período, transformações na esfera económica (crescimento do comércio monetário), social (projecção da burguesia e da sua aliança com o rei), política (formação das monarquias nacionais representadas pelos reis absolutistas) e até religiosas, que culminarão com o cisma do ocidente, através do protestantismo iniciado por Martinho Lutero na Alemanha em 1517.

Culturalmente, destaca-se o movimento renascentista que surgiu em Florença no século XIV e se propagou pela Itália e Europa, entre os séculos XV e XVI. O renascimento, enquanto movimento cultural, resgatou da antiguidade greco-romana os valores antropocêntricos e racionais, que adaptados ao período, entraram em choque com o teocentrismo e dogmatismo medievais sustentados pela Igreja.

No filme, o monge franciscano representa ou antecipa já um pouco a figura do intelectual renascentista, que com uma postura humanista e racional, consegue desvendar a verdade por trás dos crimes cometidos no mosteiro.

Contextualização 

Discussão dos elementos formadores da cultura moderna, o surgimento do pensamento moderno, no período da transição da Idade Média para a Modernidade.

  

O Tempo

Trata-se do ano 1327, ou seja, a Baixa Idade Média. Lá se reencontram os ecos do pensamento de Santo Agostinho (354-430), um dos últimos filósofos antigos e o primeiro dos medievais, que fará a mediação da filosofia grega e do pensamento do início do cristianismo com a cultura ocidental, que está na génese da filosofia medieval, a partir da interpretação de Platão e do neoplatonismo do cristianismo. As teses de Santo Agostinho ajudam-nos a entender o que se passa na biblioteca secreta do mosteiro em que se situa o filme.

Doutrina Cristã 

Neste tratado, Santo Agostinho estabelece precisamente que os cristãos podem e devem tomar da filosofia grega pagã tudo aquilo que for importante e útil para o desenvolvimento da doutrina cristã, desde que seja compatível com a fé (Livro II, B, Cap. 41). Esta concepção constituiria o critério para a relação entre o cristianismo (teologia e doutrina cristã) e a filosofia e a ciência dos antigos. Por isso é que a biblioteca tem que ser secreta, porque ela inclui obras que não estão devidamente interpretadas no contexto do cristianismo medieval.

O acesso à biblioteca é restrito, porque há ali um saber que é ainda estritamente pagão (especialmente os textos de Aristóteles), e que pode ameaçar a doutrina cristã. Como diz no final Jorge de Burgos, o velho bibliotecário, acerca do texto de Aristóteles – a comédia pode fazer com que as pessoas percam o temor a Deus e, portanto, provocar o desmoronamento de todo esse mundo. 

 Disputa de Filosofia 

Entre os séculos XII e XIII regista-se o surgimento da Escolástica, que fornece o contexto filosófico-teológico das disputas que se dão na abadia em que se situa O Nome da Rosa. A Escolástica significa literalmente "o saber da escola", ou seja, um saber que se estrutura em torno de teses básicas e de um método básico que é compartilhado pelos principais pensadores da época. 

Influência do Pensamento ´Clássico

A influência desse saber gira, em grande medida, em torno do pensamento de Aristóteles, trazido pelos árabes (muçulmanos), que traduziram muitas de suas obras para o latim. Essas obras continham um acervo de saberes filosóficos e científicos da Antiguidade que poderiam despertar interesse pela curiosidade e inovações científicas.  

Consolidação Política 

A consolidação política e económica do mundo europeu criava uma atmosfera favorável para que se sentisse uma maior necessidade de desenvolvimento científico e tecnológico: na arquitectura e construção civil, com o crescimento das cidades e fortificações; nas técnicas empregadas, nas manufacturas e actividades artesanais, que começam a desenvolver-se, e também na medicina.  

Pensamento Aristotélico

O saber técnico-científico do mundo europeu era nesta época extremamente restrito e a contribuição dos árabes será fundamental para este desenvolvimento pelos conhecimentos de que dispunham na matemática, nas ciências (física, química, astronomia, medicina) e na filosofia. O pensamento agora (Aristotélico) será marcado pelo empirismo, pela curiosidade pela experimentação.

A Época 

O enredo desenvolve-se na última semana de 1327, num mosteiro da Itália medieval. A morte de sete monges em sete dias e noites, cada um de maneira mais insólita - um deles, num barril de sangue de porco -, é o motor responsável pelo desenvolvimento da acção. A obra é atribuída a um suposto monge, que na juventude teria presenciado os acontecimentos.

Este filme é uma crónica da vida religiosa no século XIV, e relato surpreendente de movimentos heréticos. Para muitos críticos, o nome da rosa é uma parábola sobre a Itália contemporânea. Para outros, é um exercício monumental sobre a mistificação.

 O Título 

A expressão "O nome da Rosa" foi usada na Idade Média significando o infinito poder das palavras.  A " rosa" de então, centro real desse romance, é a antiga biblioteca de um convento beneditino, na qual estavam guardados, em grande número, códigos preciosos: parte importante da sabedoria grega e latina que os monges conservaram através dos séculos.

Biblioteca do Mosteiro 

Durante a Idade Média uma das práticas mais comuns nas bibliotecas dos mosteiros era a de apagar obras antigas escritas em pergaminhos e sobre elas escrever ou copiar novos textos. Eram os chamados palimpsestos, livros em que textos científicos e filosóficos da Antiguidade clássica eram raspados das páginas e substituídos por orações rituais litúrgicas.

O nome da rosa é um livro escrito numa linguagem da época, cheio de citações teológicas, muitas delas referidas em latim. É também uma crítica do poder e do esvaziamento dos valores pela demagogia, violência sexual, os conflitos no seio dos movimentos heréticos, a luta contra a mistificação e o poder. Uma parábola sangrenta e irónica da história da humanidade, baseado no romance do mesmo nome de Umberto Eco.

 Pensamento

O pensamento dominante, que queria continuar dominante, impedia que o conhecimento fosse acessível a quem quer que seja, salvo aos eleitos. Em “O nome da Rosa”, a biblioteca era um labirinto e quem conseguia chegar ao fim era morto. Segredo a que só alguns tinham acesso. 

Trata-se de uma alegoria de Umberto Eco, que tem a ver com o pensamento vigente da Idade Média, dominado pela igreja. A informação restrita a alguns, poucos, representava dominação e poder; daí a designação de "idade das trevas", em que se deixava na ignorância todos os outros.

BIBLIOGRAFIA 

Filme - O Nome da Rosa , Globo Filmes e Produções

Livro - O Nome da Rosa de Umberto Eco

http://www.coladaweb.com/diversos/o_nome_da_rosa.htm

 

 

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