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A organização de um espaço pessoal de aprendizagem é um objecto de estudo que muito me agrada.
Nos últimos dias tenho vindo a repensar o que fazer da minha “presença social”: o que fazer e como fazer…
Decidi colocar uma questão/reflexão em três espaços, mas de forma diferenciada:
No Facebook e no GoogleBuzz coloquei uma mensagem em português, dado que a grande dos seguidores/amigos são falantes de língua portuguesa:
…a pensar em como usar/potenciar a minha presença nas várias redes sociais: Twitter para a componente profissional e de investigação, Buzz para comunicação e Facebook porque sim…
Opiniões são bem vindas…
No Twitter decidi colocar a questão em inglês, tendo em conta que sou “seguido” por um grande número de falantes de língua inglesa e porque a grande maioria das minhas interacções são em inglês:
Thinking how I can use all my socialnetworking tools…Twitter for Professional PLN, GoogleBuzz for communication/discussion & Facebook for fun
As respostas foram extremamente interessantes e ajudaram-me a reflectir sobre a minha presença digital:
Leonel Morgado no GoogleBuzz – Twitter para chegar a um público, FB a reproduzir twitter para chegar a outro. Buzz para clicar em “share” no Google Reader e ignorar por ser 90% disfuncional… O tempo é a única variável problemática… Quando quero fazer um post menos institucional, acabo por usar o Facebook. Por exemplo, quando passo músicas na blip.fm, só as envio para o Facebook, não para o Twitter. Trata-se de uma adaptação ao meio: o Facebook está cheio desse tipo de coisas menos sérias e o (meu) público não as leva a mal; já no Twitter levaria. No LinkedIn meto apenas replicação do Twitter, também. Quanto ao Buzz, é mesmo horrível em termos de funcionalidades, só tem uma vantagem: as pessoas vêm a indicação de mensagens novas no Buzz quando vão ao GMail, e é mais uma oportunidade para nos contactarem. Mas para isso, replicar o Twitter também serve.
Logo, o que faço é Twitter como base e depois “extras” noutros locais, conforme o público.
António Teixeira no GoogleBuzz - Facebook para interacções sociais informais, jogos, causas, etc. (repara que os miúdos estão a abandonar o Myspace e a adoptar o FB…); O Twitter para uma espécie de RSS, notificações de instituições, breves em tempo real, dicas de páginas net interessantes. (muitas vezes evito ir ao Twitter porque já sei que vou ficar com o browser carregado de separadores com coisas interessantes…) O Buzz pode fazer o papel de irmão mais “sério”: uma rede usada em âmbito mais fechado e institucional, fazendo as vezes de forum e de newsletter.
José Mota no GoogleBuzz - Eu confesso que tenho adoptado a abordagem mais pragmática (e preguiçosa), que é reproduzir do Twitter para o Facebook e o Buzz e do “share” no “Google Reader” para o Buzz, um pouco na linha do que diz o Leonel. Mas concordo contigo e com o António Teixeira, que os públicos e as características são diferenciados e por isso faz mais sentido ter uma estratégia separada. A tua ideia de FB em PT e Twitter em Ing parece-me boa, mas a verdade é que também tenho amigos no FB (e tu também, certamente, que tens muito mais do que eu) que não entendem Português, pelo que isso não implica, de certo modo, desistir um pouco dessas conexões? A estratégia do António Teixeira diria que é perfeita mas, como diz o Leonel, o tempo é aqui a variável problemática. Ou talvez seja mesmo uma questão de ter um plano claro e segui-lo organizadamente.
Hugo Domingos no GoogleBuzz e no Facebook – Utilizo o Twitter como rede e partilha de conteúdos mais relacionados com a minha actividade profissional e fui deixando o Facebook só para os amigos. A questão é que no facebook as discussões ganham mais relevo e dinâmica q no twitter e por isso decidi abrir o meu Facebook a colegas de profissão. Contudo evito replicar os post do twitter no facebook, julgo ser demasiado overload. Não sei. O Twitter é excelente para micro-blogging (acesso e partilha de info). O facebook é mais rede social porque permite discussões mais aprofundadas. Esta será a minha estratégia a utilizar a partir de agora. Mais uma acha para a fogueira: Se o Facebook permite discussões, porque utilizar o Buzz? É verdade que permite discussões como esta, mas o facebook também. Sinceramente acho que o buzz é fraquinho, prefiro apostar no Wave para discussões mais privadas. Mas ninguém ainda o usa com regularidade. Por fim, e o LinkedIn para que serve afinal? Vale a pena apostar nele?
Teresa Pombo no Facebook - Mas tu já existes e de uma forma muito concreta; essa forma é o trabalho que fazes na partilha e formação formal e informal; daí todos os últimos convites e trabalhos! Preocupas-te demais em colocar etiquetas. Qualquer uma das três ferramentas serve os propósitos que referiste e alcançam ambos os domínios (pessoal e profissional, sendo que o teu “pessoal” nas redes não é nada preponderante; guarda-lo para a vida real e fazes muito bem). Não sei se poderás separar as águas assim.
Luciana Ferreira no Facebook – Gosto do que partilhas. Estou sempre atenta ao que escreves e dás sempre excelentes dicas! É fantástica a vontade que demonstras pela partilha de conhecimento. Na medida do possível tento fazer o mesmo mas sei que sou mais passiva do que aquilo que gostaria. Pessoalmente penso que sinto onde queres chegar quando pensas em dividir um pouco as coisas. Sinto isso em relação ao meu blogue. Comecei por fazer algo mais formal e nem sempre me identifico com esse registo, daí ele ser pouco actualizado quando comparado com o meu perfil no facebook ou twitter. De certo a ideia não é ter duas vidas virtuais, mas ter um espaço mais formal e que concentre um determinado tipo de conteúdos e outro mais informal com espaço para partilhas mais pessoais ou relacionadas com interesses próprios. Pelo menos é nisto que tenho pensado ultimamente.
E no Twitter? Quantas respostas obtive? ZERO… Um redondo ZERO.
Interessante que a ferramenta onde tenho um maior número de seguidores tenho sido a única onde não obtive qualquer resposta…muito interessante. Mas isso são contas de outro rosário…
Em resumo, parece que é consensual que se devem usar as diversas ferramentas tendo em conta a diversificação dos nossos públicos…dos nossos amigos/seguidores…desde que haja tempo…
Eu direi que, mais que tempo, é necessário organização. É isso que, apesar de todas as dificuldades e interrogações, contínuo a pensar ser o segredo do sucesso…
PS: Fizeram ainda o favor de participar com pequenas intervenções o Luís Borges Gouveia, a Rosalina Nunes, a Ana Pinto Martinho, o João Maia, o Paulo Amaral e a Cornélia Castro.
Muito obrigado a todos pelos vossos contributos.
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