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Setembro 2007

Setembro 01, 2007

Um vídeo bem humorado que ilustra diferenças e reacções aos métodos de ensino tradicional e construtivista. Apesar da abordagem simplista dá para reflectir:

 

Palavras-chave: ensino

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Setembro 03, 2007

eTwinningO eTwinning é a principal acção do Programa eLearning da União Europeia destinada à colaboração entre escolas dos ensinos pré-escolar, básico e secundário , usando a Internet, com escolas parceiras de outros países europeus. Promove a colaboração educativa na Europa, através do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), disponibilizando apoio, ferramentas e serviços, de forma a facilitar as parcerias de curta ou longa duração e em qualquer área disciplinar

Para consultar toda a informação e registar a sua escola aceda a http://www.etwinning.net/ww/pt/

O website do CRIE tem também alguma informação relevante sobre esta iniciativa: http://www.crie.min-edu.pt/index.php?section=34

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Setembro 05, 2007

1. O Open Source antecedeu inclusive o software proprietário

A maioria das pessoas tem uma visão de que o Open Source é uma idéia nova, radicalista. No entanto softwares proprietários anteriores ao movimento Open Source, já tinham o seu código-fonte exposto a observação e modificação. Mas, em 1976, graças a Bill Gates, e sua famosa carta no Clube de Computação de Homebrew incentivando que se parassem de partilhar os códigos BASIC dos seus Altair’s (na época), deu origem ao primeiro movimento privativista de softwares. Eis que, em 1985, surge a nossa “Liga da Justiça” a Free Software Foundation, como afronta ao que os moldes que o movimento do “close-code” estava instaurando.

2. Apache manteve a web livre

Em 1995, quando o Apache foi lançado, o Netscape era o browser mais popular, e havia o temor que se a mesma companhia dominasse o mercado de browsers e servidores web, isso passaria a tornar-se uma hegemonia. Porém, o lançamento do Apache foi feito com dois propósitos. O velho incentivo ao trabalho colaborativo em prol de um melhor produto final e a manutenção do protocolo HTTP como um padrão livre.

3. O Open SSL manteve a criptografia livre e ao alcance de todos

A biblioteca de criptografia Open SSL, é um claro exemplo de segurança através da transparência. No momento em que o exército americano estava preocupado com o perigo resultante da criptografia de dados e tentava “ilegalizar” a exportação de qualquer dado criptografado sobre uma cifra maior que 40 bits (comparado aos 128 bits usualmente aplicados, isso era um absurdo), em o Open SSL e sua plataforma aberta de criptografia, possibilitando uma maior confiabilidade nos métodos de criptografia, “pondo a baixo” essa necessidade de retenção, ao menos no que diz respeito ao software livre.

4. Open Source “salva o pescoço” do free-genoma

Um pequeno trocadilho pra um dado importante, caso o doutorando Jim Kent, em 2002, não tivesse escrito o código de 10.000 linhas de um software em perl, capaz de processar uma quantidade de dados brutos do sequenciamento do genoma humano, e esse mesmo código não tivesse sido executado em mais de 100 servidores linux espalhados pelo planeta, em alguns meses a fusão de companhias Celera, teria sequenciado e patenteado o genoma humano pra si! Caberia absurdo maior?

5. Amor platônico da Micro$oft pelo Open Source

Por incrível que pareça, é uma verdade, afirmada por fatos. O primeiro uso do TCP/IP pelo Window$ foi uma parte de um código de Berkley. Têm-se ainda (citados por Behlendorf) os casos das “manobras” da Micro$oft com programas como MySQl e JBoss. Também vê-se os casos do Codeshare, Channel 9 e alguns outros sites que indicam sinais de “open-microsoft”. Como Behlendorf mesmo disse: “arrastado a pontapés e gritos rumo ao futuro”.

6. Nem só de “bons-samaritanos” vive o Open Software

Muitos dos desenvolvedores que colaboram com o Open Software, fazem isso em benefício (financeiro, inclusive) próprio. Estimativamente, é muito mais simples e rápido o desenvolvimento colaborativo, resume o trabalho individual e dispõe de resultados em um tempo infimamente menor do que a produção de um único indivíduo.

7. Comunidades online realmente PODEM agir

Enquanto a colaboração internacional entre voluntários tende a desordem, surge um novo tipo de gerenciamento de software, que maximiza o numero de voluntários e seu potencial de diferenciação. Devido a transparência, todos podem ver o que foi feito, agilizando a ambientação e facilitando o “auto-policiamento”.

8. A liberdade maior: o direito de “fork”

Originalmente, a função fork, permitia que se fizesse (em runtime) um “clone” de parte do código, alterando as suas necessidades e se pusesse a rodar em paralelo com o original, executando tarefas específicas.

Qualquer pessoa pode criar sua própria versão de uma parte existente do Open Source Software. Esse aspecto do OSS é essencial para validar o poder do gerente de desenvolvimento, a medida que precisa estar receptivo (aberto) o suficiente de modo a suprir as necessidades da equipe para não “empurrá-los” a outro projeto.
9. Open source ainda pode mudar o mundo!

Behlendor afirmou entusiasmadamente que isso ainda é possível, e vem se tornando fato. Apoiou sua afirmação na possibilidade do uso do OS em eleições, ou na forma com que vem ajudando os internautas chineses a burlar a burocracia barata que restringe o uso da mesma em seu país, ou ainda a inciativa do OLPC (One Laptop Per Children). Inclusive, citou como exemplo, a batalha pelo gerenciamento dos direitos de gerenciamento digital, como fato apoiador.

10. Open Source precisa da SUA ajuda (quem quer você seja)

Você sequer precisa ser programador para participar da comunidade global Open Source. Basta testar, e fundamentalmente USAR, inciativas OS. Existem inclusive (cita-se o OpenOffice, BrOffice, Firefox) inciativas OS para Window$! Caso encontre algum bug ou falha no programa, comunique! Participe de fóruns, experimente distribuições Live (rodam direto do CD, sem precisar instalar) Linux como Ubuntu. E ainda, caso tenha fluência, participe traduzindo documentação ou mesmo aplicações do Inglês > Portugues, etc. O principal é interagir!

Retirado do original: http://www.tectonic.co.za/view.php?id=1465

Palavras-chave: apache, linux, open source, software, windows

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Setembro 06, 2007

CarpoolHoje é o primeiro dia do sítio http://www.carpool.com.pt e não vai precisar de plantar uma árvore para ser uma pessoa especial.

Basta registar-se e passar a palavra!

Vamos retirar metade dos carros que circulam na estrada para termos todos mais qualidade de vida, ar mais puro, passeios desimpedidos e pessoas mais felizes.
E já agora aproveitamos para fazer novos amigos e socializar!

Veja em http://www.carpool.com.pt/tellfriend/index.html como pode ajudar esta comunidade a crescer.

Boas viagens e até já em http://www.carpool.com.pt

Palavras-chave: ambiente, carpool, ecologia, viagens

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Setembro 07, 2007

Uma montagem de vídeo a propósito das comunidades virtuais (como a nossa Smile), e da aprendizagem colaborativa.

Não deixem de ver pois é inspirador! Mais alguém tem vídeos inspiradores sobre aprendizagem em comunidades virtuais?

Por agora, um bom fim-de-semana merecido a todos! 

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Setembro 08, 2007

A maioria dos formandos mais jovens, como também uma percentagem significativa de adultos que vou encontrando na formação, são aquilo a que posso designar de "DIGITAIS", tal como eu também acho que sou! Isto significa que somos:

- Comunicadores que dominamos e utilizamos múltiplas formas de nos mantermos em contacto, desde as mais tradicionais como o fax, passando pelo telefone, telemóveis, Messenger, Voip, SMS, MMS, email, etc.
- Orientados por objectivos. Todos nós gostamos de nos destacar, fazer algo de novo e diferente. Somos ambiciosos.

Também significa que:

- Funcionamos em multitarefa. Conseguimos ouvir música ao memso tempo que comunicamos por chat, atendemos o telefone, navegamos na internet e, tudo isto, enquanto estamos de facto a trabalhar.

- Sabemos onde encontrar informação e priveligiamos a criação em detrimento do consumo. Gostamos de aprender fazendo, com estimulos multi-sensoriais (multimédia).

- Temos soluções digitais que funcionam integradas e em harmonia com o nosso cérebro. São extensões deste que nos permitem aprender, ensinar, comunicar, partilhar, criar, socializar.

- Gostamos de ser agentes da nossa própria aprendizagem e desenvolver os nossos talentos naturais.

Parece-me que isto nos fornece algumas dicas para reflexão sobre a grande percentagem de alunos com perfil "DIGITAL", que se queixam de falta de motivação e não finalizam a sua licenciatura, afirmando que o período de aprendizagem apaixonante tão esperado venha efectivamente com a sua entrada no mercado de trabalho.

 Para quem se interessou por este post sugiro a leitura do caso de estudo que me inspirou http://www.apple.com.pt/por/apple/education/profiles/isleofman1.html e do artigo Imigrantes Digitais do Vitorino Seixas que também foi útil para organizar ideias.

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Setembro 11, 2007

Tendo como mote o post do Paulo Simões acerca deste tema, tentei construir o meu próprio Ambiente Pessoal de Aprendizagem ou PLE (Personal Learning Environment). Confesso: não foi fácil e o resultado está longe do que esperava, pois este exercício levou-me a concluir que tinha muitas coisas desorganizadas e confusas. Em todo o caso, serviu para organizar algumas ideias e reflectir profundamente sobre as ferramentas, recursos e mesmo as pessoas que estão relacionadas com o meu ambiente pessoal de aprendizagem.

Quando iniciei, deu-me "a branca" do costume: fiquei a olhar para a caixa de texto onde se escrevem os posts deserta de caracteres e com o pensamento típico destes momentos: por onde vou começar??!! A resposta foi a do costume: apontei os canhões, o que no meu caso significa ir ao Google e pesquisar em várias direções relacionadas com o tema. Não tardei a encontrar "centenas" de recursos. Muchas Gracias ao nuestro hermanoDavid Delgado (pois já não é a primeira vez que me ajuda mesmo sem saber) uma vez que  as suas reflexões foram mais uma vez uma grande fonte de inspiração. E, aqui está:

Elemento principal: www.formactiva.org

Browser: Firefox (com mais de uma dúzia de extensões instaladas), Opera e Safari

Plataformas de elearning: Moodle

Notícias: TSF, New York Times, Web Accessibility Initiative (WAI) Highlights

Recursos: Google, Google Images, WikipediaYouTube, Slideshare

Comunicação:  Thunderbird (e-mail), Skype, Messenger, Elluminate (Conferencia em eLearning)

Redes sociais: Ning, Formactiva, e Carpool Portugal

Outras applicações Web: Google Maps, Priberam on-line (Dicionário de língua Portuguesa), Babel fish (traduções)

Outras aplicações de software:  Office, A suite Adobe CS3, e todas as que já publiquei anteriormente neste post.

E você, já pensou em estruturar o seu Ambiente Pessoal de Aprendizagem?

Palavras-chave: ambiente de aprendizagem, ple

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Setembro 12, 2007

Hà uns dias atrás coloquei aqui um post sobre o poder do vídeo, hoje fui para trás dos bastidores e venho falar-vos do poder poder da representação. Se é verdade que quem vê um vídeo aprende de uma forma divertida e multisensorial, também é verdade que quem cria esse vídeo, seja representador, realizador ou produtor, aprende de forma envolvente!

Podemos dizer que os ambientes virtuais como o second-life, os Jogos etc. também são, ou podem ser ambientes virtuais de aprendizagem.

Será cedo demais para dizer que as simulações de aprendizagem envolventes farão parte integrante de outras modalidades de aprendizagem? Talvez seja! Mas sem dúvida que nos últimos meses se tem assistido a um crescimento no interesse destas pelas organizações! Claro que este conceito não é novo, mas com tantos empresários atentos a isto será bom começar a dar alguns passos mais largos nesta matéria.

Vejam este vídeo onde Elliot Masie lança esta mesma questão: http://www.learning2007.com/video/video/re-enactment-immersive-lear

E aqui um outro de um excelente exemplo já posto em prática:

 

Palavras-chave: ambientes virtuais de aprendizagem, aprendizagem, educação, Elliot Masie, formação, ile, immersive learning environments, multisensorial, representação, teatro, vídeo

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Setembro 14, 2007

A campanha “Na Cidade sem o meu Carro!” teve início em França em 1998 e a Comissão Europeia passou a adoptá-la a partir de 2000, através da criação do “Dia Europeu sem Carros” com os principais objectivos:

  • Sensibilizar as pessoas para optarem pelos Transportes Públicos ou por outro modo de transporte alternativo ao automóvel particular;
  • Criar uma oportunidade para experimentar essa mudança e para viver a cidade ou a vila de forma diferente;
  • Demonstrar que menos carros nas zonas urbanas é sinónimo de maior qualidade de vida para os seus cidadãos.

Como gosto bastante destas iniciativas, este ano proponho uma ligeira alteração. Em vez de:

"Dia Europeu Sem Carros"

e que tal:

"Todos os dias com METADE dos carros"

Vejam como em www.carpool.com.pt.

É verdade que nem todos podem aderir a esta modalidade, mas podem certamente ajudar na sua divulgação.

Deixo aqui a lista das cidades Portuguesas aderentes para quem quiser esticar as pernas sem carros e sem fumo!

Palavras-chave: ambiente, carpooling, ecologia, educação ambiental

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Setembro 17, 2007

Pensado para quem aprende e ensina. O projecto Taking IT Glogal (TIG) é uma organização internacional que conta já com mais de 160.000 utilizadores. Dizem os seus autores que é uma comunidade comandada por jovens e possibilitada pela tecnologia.

Algumas coisas que se podem fazer:

- Criar e colaborar em projectos a nível global ou nacional;
- participar nas discussões;
- aceder a jogos educacionais;
- aceder a todo o tipo de recursos;
- Bolsa de empregos/oportunidades;
- partilhar conhecimento com colegas de outros paíse;
- divulgar eventos e projectos;

Fiquei surpreendido pela positiva inclusivé pela possibilidade de ter o interface e alguns dos recursos em língua Portuguesa.

Sem dúvida um excelente projecto de aprendizagem colaborativa.

Visitem em: http://www.takingitglobal.org

Palavras-chave: aprendizagem colaborativa, comunidades virtuais, educação, formação contínua, web 2.0

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Setembro 20, 2007

Olá, 

A minha tarde de hoje foi dedicada a assistir ao seminário sobre redes de aprendizagem e e-colaboração, promovido pela CNS. À falta de melhor enquadramento sobre os objectivos do seminário, a conclusão que retirei foi a de que o evento tinha como principal objectivo a apresentação do produto final concebido no âmbito do projecto com o mesmo nome do seminário: uma colectânea de textos, exercícios e reflexões, organizados segundo o conceito de objectos de aprendizagem, em que estes podem ser re-utilizados como recursos independentes, qualquer que seja o contexto de aprendizagem. Estes conteúdos foram estrategicamente divididos em quatro áreas temáticas, de acordo com uma abordagem que parte do particular para o geral, visando o desenvolvimento dos seguintes aspectos:

  • dos indivíduos (nível pessoal);
  • das equipas (aqui também ao nível familiar);
  • das organizações (nível profissiona)l;
  • das comunidades territoriais (nível nacional).

Da breve exploração que já fiz de alguns dos recursos, considero que este será um trabalho interessante para todos os entusiastas da aprendizagem e da colaboração em rede. Podem registar-se em http://moodle.studiis.com e aceder ao curso "Redes de Aprendizagem, e-Colaboração para o Desenvolvimento".

Contudo, não posso deixar de assinalar alguns pontos que considerei menos positivos no cd-rom distribuído, pois tendo em conta o tempo de concepção bem como o know-how dos da equipa envolvida na sua produção, julgo não serem justificáveis:

  1. segundo a equipa de desenvolvimento, houve uma preocupação constante na acessibilidade e na usabilidade. Porém, o cd-rom está longe destes requisitos pois foi desenvolvido em Flash e "fechado" num ficheiro executável, o qual apresenta lacunas de navegação quando, por exemplo, não se utiliza um rato;
  2. quanto á inter-operabilidade esta solução só pode ser lida por sistemas operativos Windows, o que não merece mais comentários;
  3. os textos incluídos nos objectos de aprendizagem não apresentam a possibilidade de serem seleccionados, o que seria uma mais valia para aqueles que os desejem re-utilizar;
  4. achei a solução encontrada para a navegação no cd-rom confusa, pois cada um dos recursos abre numa nova janela do browser. A cada clique saímos da navegação principal e, em pouco tempo, temos demasiadas janelas abertas;
  5. nos requisitos técnicos refere-se a necessidade de instalação do Microsoft Word. Não percebo o porquê desta preferência pois um documento de texto criado nesta aplicação pode ser igualmente lido/editado por software livre alternativo. Aqui o correcto seria colocar "Processador de texto com capacidade de edição de ficheiros .doc" e apresentar links para duas ou três alternativas, como: Think Free (www.thinkfree.com), Google Docs & Spreadsheets (http://docs.google.com),  Open Office (http://www.openoffice.org)
  6. também se refere a necessidade de instalar o Internet Explorer 5.5 ou superior, quando qualquer browser será certamente suficiente para ver os conteúdos apresentados sem estar a priveligiar nenhum em particular. Em relação ao plug-in JAVA não encontrei justificação para a instalação do mesmo.
Quanto aos recursos que estão on-line, foram colocados dentro de um curso na plataforma moodle com o endereço já referido acima. Aqui foram utilizados os mesmos objectos em formato .swf, no entanto, existe um menu sempre visível à esquerda o que melhorou significativamente a navegabilidade e anulou o problema do excesso de janelas, mantendo os problemas restantes!

A quem esteve no mesmo seminário, ou se interesse por estas temáticas, partilhem aqui connosco a vossa opinião.

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Setembro 25, 2007

Com a idade vem a experiência e a vontade de partilhar o conhecimento.

Pelo menos é isso que leva a crer a realidade da Wikipedia, que tem dois tipos principais de utilizadores: os visitantes que apenas lêem, e os editores que criam conteúdos.
Mais de 45% dos seus utilizadores têm menos de 35 anos e 82% dos que editam conteúdos estão acima dos 35!

Generalizando, a Web 2.0 tem sido um caso paradigmático de partilha e criação de conhecimento, mas estes números levam-me a crer que estamos ainda na fase inicial de algo que supera as nossas previsões e entendimento do que são as redes de partilha de conhecimento. Podemos para já verificar uma certa tendência para a aplicação do princípio de Pareto (80% das consequências têm origem em 20% das causas). Esta relação parece-lhe democrática?

Por mim, ainda não é! Pois se apenas 20% dos internautas criam conteúdo, os que não ciram são os restantes 80% mais todos os outros que sofrem de info-exclusão. É por isso importante criar, divulgar e validar conteúdo. Participar e dar o seu contributo.

Vejamos o caso do Youtube: pessoas de toda a parte do mundo a querer partilhar a sua vida, interesses, ideias e pensamentos, através de vídeos. Poderíamos pensar que este portal vem permitir aos utilizadores preencher algumas necessidades de narcisismo ou vedetismo, em que a notoriedade instantânea pode estar a apenas a um click de distância, dada a natureza e características daquilo que se partilha. A procura do "minuto de fama" pode levar muitos a aventurarem-se neste mundo digital. Mesmo que a conquista deste minuto de fama ocorra de uma forma inesperada, como foi o exemplo do cidadão inglês, e que aos 79 anos, já reformado, se tornou uma estrela internacional técnico de radar durante a II Guerra Mundial através de um vídeo que partilhou no Youtube.

Nada de errado nisto! Mas, considero que não são estes os principais motivos que nos  devem mover. Tem que haver algo mais, como a vontade de partilhar, de abandonar o lado passivo do consumo cultural característico da web pré 2.0 e participar de uma forma activa, que nos permita não só consumir mas produzir cultura e também criar mudança.

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