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Paulo Gingão :: Blog :: Arquivo

Outubro 2007

Outubro 07, 2007

Existem várias razões para utilizar redes sociais virtuais como a nossa Form@ctiva:
  1. É simples submeter artigos e partilhar a sua opinião com toda a comunidade;
  2. Funcionam como uma ferramenta agregadora de pessoas e recursos e não como mais uma ferramenta que distrai ou invalida as que já existem;
  3. Pode importar artigos directamente do seu blog por RSS;
  4. Os leitores pertencem a um grupo com interesses directamente relacionados com os seus;
  5. São um bom local para encontrar informação, ideias, recursos e parceiros pois os membros existentes são normalmente focados no tema principal da comunidade e criam conteúdos relevantes para esta;
  6. Pode comentar ou discutir artigos de outros utilizadores (ou submetidos por eles);
  7. Pode criar o seu ePortfolio para dar projecção e visibilidade ao seu perfil de modo a que este seja visitado por utilizadores com interesses em comum; O ePortfolio pode revelar o seu percurso de aprendizagem ao longo do tempo e as suas competências formais ou informais.
  8. Pode alargar a sua rede de contactos profissionais e manter as relações para além do local de trabalho, sala de aula, etc.
Alguém se lembra de mais vantagens (ou desvantagens)?

Escrito por Paulo Gingão | 0 comentário(s)

Outubro 15, 2007

Hoje decidi colocar um post que tem algo de irónico, mas que ao mesmo tempo nos leva a reflectir sobre o stress e ansiedade a que estão sujeitos os utilizadores das novas tecnologias. Para quem não utiliza, bom, depois mostrem-lhes isto pois eles não vêm cá ler certamente!

Reparem então pois estas situações causadoras de stress devem ser bastante familiares para a maioria dos possam vir a ler este post:

  • Problemas de ligação à internet;
  • Páginas web off-line;
  • Hiperlinks que não funcionam;
  • Erros do sistema operativo;
  • Sistema operativo que depois de um dia de trabalho cheio de erros teima em desligar-se;
  • Programas que "crasham";
  • Email's de SPAM;
  • Email's sem assunto;
  • Email's de correntes religiosas;
  • Email's que deviam trazer anexos e não trazem;
  • Email's de produtos farmacêuticos a US 1$0;
  • Websites que pedem instalação de plugins;
  • Websites ou páginas "EM CONSTRUÇÃO";
  • Websites optimizados para Internet Explorer e resolução 1024x768;
  • Desconhecidos e desconhecidas que se metem connosco no Skype;
  • Conhecidos(as) que não nos largam no messenger e abusam da nova geração de smileys animados;
  • Colegas que BATEM no computador;
  • Horas ao telefone com o suporte técnico porque a nossa ligação não funciona. No meu caso a operadora em questão tem um nome que começa por "C", tem  "Li" no meio, acaba com "X" e rima com Asterix;
  • Respostas template do suporte técnico a dizer que o assunto está a ser analisado blá blá blá;
  • Em apresentações ou demonstrações para uma plateia há quase sempre algo da parte da tecnologia que nos apanha de surpresa.

Enfim, situações comulativas de stress e ansiedade para quem as vivencia!
Devíamos nós ter subsídio de risco ou aumento da contagem de tempo para a Reforma?

O melhor será evitar minimizar estas situações com boas práticas de utilização e um pouco de Filosofia Zen :). Deixo aqui dois endereços que poderão ser úteis:

Manutenção do seu windows: http://www.pcguia.xl.pt/pcg/1004/especial/200.shtml
Filosofia Zen: http://www.zen-shiatsu.org/

Se nenhum destes resultar então sugiro este que é mais ou menos uma mistura dos dois anteriores: http://www.ubuntu-pt.org/Web/

Alguém quer completar esta lista? 

 

Palavras-chave: novas tecnologias, sistema operativo, windows, zen

Escrito por Paulo Gingão | 0 comentário(s)

Outubro 18, 2007

É impossível prever o futuro mas no entanto todos temos - ou julgamos ter - uma noção mais ou menos aproximada da maneira como vai ser. E se nalgumas áreas não é muito difícil adivinhar o rumo que as coisas vão tomar já noutras as previsões saem completamente furadas. A tecnologia é uma delas. Com efeito, nos últimos tempos a evolução tecnológica tem sido tão grande que equipamentos e conceitos com meia dúzia de anos são considerados completamene obsoletos. Torna-se, por isso, muito arriscado fazer futurologia ou tecer quaisquer vaticínios sobre a evolução tecnológica seja do que for.

Por isso quando vemos alguns filmes de ficcção científica com 20 anos, por exemplo, achamos tudo aquilo ridículo. O mesmo se passa quando lemos textos ou afirmações sobre ciência e tecnologia, alguns até da autoria de personalidades notáveis. A reacção é sempre a mesma: risos. Vejamos o que se dizia sobre o futuro dos computadores:

1943 - "Penso que há um mercado mundial para cerca de 5 computadores"
Thomas Watson, presidente da IBM

1949 - "Os computadores do futuro não pesarão menos de uma tonelada e meia"
Popular Mechanics

1977 - "Não há nenhuma razão para que as pessoas queiram ter um computador em casa"
Ken Olsen, CEO da Digital

1981 - "640Kb de memória é bem suficiente para tudo o que temos necessidade de fazer com um PC"
Bill Gates

1988 - "Creio que o OS/2 (IBM) está destinado a ser o sistema operativo mais importante de todos os tempos"
Bill Gates

1990 - "O DOS vai continuar a desempenhar um papel muito importante, mesmo nos próximos 10 anos"
Bill Gates

1998 - "A época dos PCs terminou"
Lou Gerstener, CEO da IBM

Palavras-chave: computadores, informática, internet

Escrito por Paulo Gingão | 0 comentário(s)

Outubro 20, 2007

Na sequência deste post da Fernanda decidi escrever algo que julgo interessante para quem constrói e dinamiza comunidades virtuais de aprendizagem ou de quaisquer outros temas.

Foi Peter Drucker quem começou a utilizar os termos "sociedade do saber" ou "sociedade da informação" antecipando-se ao fenómeno da economia de rede. Este novo modelo económico segue um mecanismo similar ao que se encontra nos sistemas biológicos, em que a sua força está nas ligações estruturadas que permitem simultaneamente a evolução, a co-evolução, a adaptação, a interacção e a mudança.

Kevin Kelly, elaborou em 1997 a tábua das doze leis para a nova economia de rede, à luz das quais eu gostaria de criar aqui alguma reflexão saindo do plano económico, e puxando o tema para as comunidades do conhecimento. Apenas transcrevo da primeira à quinta:

1 - A lei suprema da conexão
O valor económico advém da ligação de todo o tipo de objectos aparentemente "estúpidos". Os computadores com «chips» talvez sejam 500 milhões no ano 2020, mas os objectos e outras máquinas com «chips» que não são computadores atingirão 1 trilião. O desafio é que este imenso "resto" se conecte entre si no seio da rede. É o poder económico dos "estúpidos" conectados.

2 - A lei da abundância
Quanto mais nós na rede, maior valor económico. Cada unidade adicional na rede aumenta o seu valor unitário e o da própria rede. O poder económico vem da abundância e não da escassez (como é o caso do petróleo ou do ouro, na economia industrial). Mais dá mais e atrai mais na economia digital, e não menos.

3 - A lei do crescimento não linear
Depois de um período de incubação, de muito trabalho e criatividade, o crescimento subitamente passa a exponencial. O caso da Internet é provavelmente o melhor exemplo.

4 - A lei da epidemia
O significado precede o súbito momento de viragem. O que é preciso é estar atento, descobrir o sentido do que está ainda "encoberto", e posicionar-se antes da viragem. Com esta, a economia em rede comporta-se como um doença infecciosa, e então já é tarde para ganhar vantagem competitiva.

5 - A lei dos rendimentos decrescentes
Numa arquitectura de rede o círculo é virtuoso. A multiplicação dos ganhos não depende do sucesso individual, mas do conjunto, da vantagem cooperativa em rede.

Todas elas falam das ligações e da partilha, e das vantagens que daí advêm. Uma boa comparação penso que é a dos aparelhos de fax. Imaginem quando existia só um, não era possível enviar ou receber faxes de ninguém. Quando surgiu o segundo, o seu valor duplicou. Ao surgir o terceiro o seu valor triplicou e assim por diante até chegarmos ao ponto em que um aparelho de fax tem de facto um valor inestimável pois este pode enviar e receber faxes de qualquer lugar no mundo e é impossível passar sem ele. No nosso caso, voltando às comunidades virtuais, cada elemento novo acrescenta um valor exponencial à rede e daí ser compreensível esta atitude, pois na verdade está apenas a tentar aplicar-se a lei da abundância. Sendo assim decidi avançar para o referido site. Quando fui para me registar, achei curioso o facto de ter que seleccionar obrigatoriamente pelo menos uma área de interesse para que a Canalmail me envia-se publicidade. As áreas que tinha para escolher eram:

Lazer; Ofertas; Bancos; Emprego; Carros; Música; Compras; Desporto; Cursos; Ele; Viagens; Informática; Crianças; Saúde; Adultos; Notícias

Como nenhuma está relacionada com o tema principal dessa comunidade, decidi não avançar com o meu registo pois a minha desconfiança começou antes com a enorme quantidade de hiperligações para sites internacionais relacionados com crédito, cialis, poker, xanax, etc.(vejam ao fundo da página neste link por exemplo).

Não duvido que a segunda lei é importante, mas gostaria de referir que, é tanto mais importante a quantidade, quanto maiores forem os interesses comerciais, e quanto menor for a qualidade. Como foi referido acima, a rede comporta-se como um tecido vivo que tem capacidade de se adaptar e evoluir, e depois de definidos os seus objectivos nada melhor do que dar-lhe tempo e espaço para que essa evolução seja natural e saudável, nunca forçada pois pode degenerar.

Palavras-chave: blogoesfera, comunidades de aprendizagem, ensino, formação, kevin kelly, partilha de conhecimento, Peter Drucker

Escrito por Paulo Gingão | 0 comentário(s)

Outubro 27, 2007

Mudar a hora é habitualmente fonte de confusões. Há sempre uns relógios que escapam ao acerto e há sempre alguém que chega ao emprego na hora errada. Mas a mudança de hora traz tantas vantagens à vida das pessoas e à economia do países que é um ajuste que vale bem a pena.

No próximo Domingo, dia 28 Outubro vamos mais uma vez mudar a hora, como em toda a União Europeia, nos Estados Unidos e em muitos países do mundo.

Pelas 2h da manhã, deve atrasar o seu relógio 60 minutos, dando-se, assim, início ao período da “HORA DE INVERNO”. No último domingo de Março far-se-á um ajuste análogo, mas em sentido contrário: os relógios adiantam-se.

Com isso, quase todos evitamos acordar ainda de noite e sair de casa antes do nascer do Sol. Anoitecerá mais cedo, mas isso acaba por custar ao país menos dinheiro, pois nessa altura já a grande maioria das empresas industriais terá terminado o seu horário de trabalho.

No início da Primavera far-se-á outro ajuste, nessa altura para entrar em vigor um desvio à hora normalizada e adicionar 60 minutos ao tempo de Greenwich. Com esse desvio, volta-se a poupar recursos, pois passa-se a acordar mais cedo e a aproveitar a luz da manhã, que aparece igualmente mais cedo. Passa-se também a aproveitar a luz de fim de dia, sem ser necessário recorrer à iluminação artificial para preparar o jantar ou para jogar à bola. Os acertos de hora representam uma poupança considerável, tanto no Verão como no Inverno.

História

Curiosamente, o primeiro a analisar o aproveitamento da luminosidade e os limites dos crepúsculos de forma rigorosa e quantitativa foi Pedro Nunes (1502-1578).

Um século passado sobre os trabalhos de Pedro Nunes, Christian Huygens inventou o relógio de pêndulo (1656).

Um outro século depois, cerca de 1760, começaram a ser construídos os primeiros relógios de bolso de precisão. A vida começou a ser regulada pelo relógio mecânico e passou a dar-se outro valor ao tempo.

Foi o político e inventor Benjamin Franklin (1706-1790) na altura com 78 anos, que, como embaixador do seu país em França e num artigo, publicado em 26 de Abril de 1784 com o título «Um projecto económico», sugere que a hora mude e que no Verão a vida comece 60 minutos mais cedo. Faz algumas contas e diz que Paris poderá assim poupar anualmente 32 mil toneladas de cera de vela.

Em 1907, William Willett um construtor Britânico e membro da The Royal Astronomical Society deu início a uma campanha para adopção do horário de verão naquele país. Naqueles dias o argumento utilizado era que haveria mais tempo para o lazer, menor criminalidade e redução no consumo de luz artificial.

Surgiram opositores de todas as áreas; fazendeiros, pais preocupados com as crianças que teriam que acordar mais cedo, etc.

Foi preciso um evento triste, a Primeira Grande Guerra, para os Estados sentirem a necessidade de poupar energia.

Em 30 de Abril de 1916, a Alemanha e a Áustria mudaram a sua hora legal, introduzindo a «hora de Verão». Três semanas depois, em 21 de Maio, outros países europeus seguiram o exemplo, entre os quais Portugal. Em 1917 foi a vez da Austrália e Nova Zelândia, e em 1918 dos Estados Unidos. Hoje, mais de 70 países aderiram ao regime de mudança de hora. Os cálculos de Pedro Nunes a ideia inovadora de Benjamim Franklin e a persistência de William Willet tiveram uma repercussão com que poucos na altura sonharam.

Em Portugal

1912
A hora legal no nosso País entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 1912.
1916
A chamada hora de Verão foi adoptada em 1916 por alguns países europeus, inclusive Portugal, durante o período em que os dias são maiores.
1941
Começou então o que se chama a dança dos relógios, com algumas interrupções, até 1941 e isto, dum modo geral, para seguir o que se passava em França e em Espanha.
1942
De 1942 a 1945, tendo em atenção circunstâncias decorrentes da Segunda Guerra Mundial, estabeleceu-se no nosso País uma dupla hora de Verão, escalonada em dois períodos: em meados de Março os relógios eram adiantados de uma hora; em fins de Abril avançava-se mais uma; em fins de Agosto atrasava-se uma hora e em fins de Outubro regressava-se à hora de Inverno (hora do meridiano de Greenwich ou Tempo Universal).
1946
A partir de 1946 cessaram as razões que levaram à instituição da dupla hora de Verão e voltou-se à situação anterior: hora de Inverno igual ao Tempo Universal; hora de Verão, o Tempo Universal adiantado de uma hora. Esta situação manteve-se até 1966.
1966
Em Outubro de 1966 foi determinado que no território do Continente a hora legal passaria a ser durante todo o ano a hora da Europa Central, isto é, o Tempo Universal aumentado de uma hora (TU+1). Deixou de haver Hora de Inverno e Hora de Verão.
1970
Porém, em princípios da década de 1970, alguns países da Europa, nomeadamente a Espanha e a França, voltaram a adoptar duas horas diferentes: uma no Verão (TU+2) e outra no Inverno (TU+1). Portugal não seguiu este princípio.
1975
Em princípios de 1975, a Comissão Permanente da Hora, foi de parecer que deveríamos voltar a ter uma hora de Verão e uma hora de Inverno, desfasadas de uma hora. Foi igualmente decidido que, em virtude da nossa posição geográfica, deveríamos tomar como hora legal do nosso País, durante o Inverno, a hora do meridiano de Greenwich; no Verão essa hora seria adiantada de 60 minutos.
1992
Em 1992, com o argumento de acompanhar nos horários de trabalho os países da União Europeia, foi estabelecido um novo regime de hora legal, no qual, durante o período de "hora de Inverno", passámos a estar adiantados de 60 minutos em relação ao Tempo Universal; durante o período de "hora de Verão" essa avanço passou a ser de 120 minutos.

Na prática, isso significava estarmos avançados de mais de 90 minutos em relação à hora solar durante o período de "hora de Inverno" e mais de duas horas e meia durante o período de "hora de Verão", o que acarretava bastantes prejuízos para os estudantes e para a população em geral.
1996
Em Janeiro de 1996, foi a Comissão Permanente da Hora mandatada para elaborar um parecer conclusivo sobre a possibilidade de alterar o regime de hora legal, tendo a mesma concluído ser conveniente regressarmos ao regime vigente antes de 1992. Tal traduziu-se na publicação do Decreto-Lei no17/96, de 8 de Março, que estabelece que a hora legal em Portugal continental coincide com o Tempo Universal Coordenado (UTC) no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Outubro e a 1 hora UTC do último domingo de Março seguinte (período de hora de Inverno) e coincide com o Tempo Universal Coordenado aumentado de 60 minutos, no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Março e a 1 hora UTC do último domingo de Outubro seguinte (período de hora de Verão). É esta a actual hora legal do nosso País e que, de acordo com a Directiva COM(2000)892 final, de 28.12.2000, do Parlamento Europeu e do Conselho, se manterá até 2006.


Fontes:
http://www.wikipedia .org
http://www.oal.ul.pt/oobservatorio/vol8/n2/vol8n2_2.html

http://www.forumbtt.net/index.php?topic=361.0;wap2

Palavras-chave: Benjamin Franklin, Christian Huygens, gmt, Greenwich, hora, Pedro Nunes, Segunda Guerra Mundial, William Willett

Escrito por Paulo Gingão | 4 comentário(s)