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Outubro 20, 2007

Na sequência deste post da Fernanda decidi escrever algo que julgo interessante para quem constrói e dinamiza comunidades virtuais de aprendizagem ou de quaisquer outros temas.

Foi Peter Drucker quem começou a utilizar os termos "sociedade do saber" ou "sociedade da informação" antecipando-se ao fenómeno da economia de rede. Este novo modelo económico segue um mecanismo similar ao que se encontra nos sistemas biológicos, em que a sua força está nas ligações estruturadas que permitem simultaneamente a evolução, a co-evolução, a adaptação, a interacção e a mudança.

Kevin Kelly, elaborou em 1997 a tábua das doze leis para a nova economia de rede, à luz das quais eu gostaria de criar aqui alguma reflexão saindo do plano económico, e puxando o tema para as comunidades do conhecimento. Apenas transcrevo da primeira à quinta:

1 - A lei suprema da conexão
O valor económico advém da ligação de todo o tipo de objectos aparentemente "estúpidos". Os computadores com «chips» talvez sejam 500 milhões no ano 2020, mas os objectos e outras máquinas com «chips» que não são computadores atingirão 1 trilião. O desafio é que este imenso "resto" se conecte entre si no seio da rede. É o poder económico dos "estúpidos" conectados.

2 - A lei da abundância
Quanto mais nós na rede, maior valor económico. Cada unidade adicional na rede aumenta o seu valor unitário e o da própria rede. O poder económico vem da abundância e não da escassez (como é o caso do petróleo ou do ouro, na economia industrial). Mais dá mais e atrai mais na economia digital, e não menos.

3 - A lei do crescimento não linear
Depois de um período de incubação, de muito trabalho e criatividade, o crescimento subitamente passa a exponencial. O caso da Internet é provavelmente o melhor exemplo.

4 - A lei da epidemia
O significado precede o súbito momento de viragem. O que é preciso é estar atento, descobrir o sentido do que está ainda "encoberto", e posicionar-se antes da viragem. Com esta, a economia em rede comporta-se como um doença infecciosa, e então já é tarde para ganhar vantagem competitiva.

5 - A lei dos rendimentos decrescentes
Numa arquitectura de rede o círculo é virtuoso. A multiplicação dos ganhos não depende do sucesso individual, mas do conjunto, da vantagem cooperativa em rede.

Todas elas falam das ligações e da partilha, e das vantagens que daí advêm. Uma boa comparação penso que é a dos aparelhos de fax. Imaginem quando existia só um, não era possível enviar ou receber faxes de ninguém. Quando surgiu o segundo, o seu valor duplicou. Ao surgir o terceiro o seu valor triplicou e assim por diante até chegarmos ao ponto em que um aparelho de fax tem de facto um valor inestimável pois este pode enviar e receber faxes de qualquer lugar no mundo e é impossível passar sem ele. No nosso caso, voltando às comunidades virtuais, cada elemento novo acrescenta um valor exponencial à rede e daí ser compreensível esta atitude, pois na verdade está apenas a tentar aplicar-se a lei da abundância. Sendo assim decidi avançar para o referido site. Quando fui para me registar, achei curioso o facto de ter que seleccionar obrigatoriamente pelo menos uma área de interesse para que a Canalmail me envia-se publicidade. As áreas que tinha para escolher eram:

Lazer; Ofertas; Bancos; Emprego; Carros; Música; Compras; Desporto; Cursos; Ele; Viagens; Informática; Crianças; Saúde; Adultos; Notícias

Como nenhuma está relacionada com o tema principal dessa comunidade, decidi não avançar com o meu registo pois a minha desconfiança começou antes com a enorme quantidade de hiperligações para sites internacionais relacionados com crédito, cialis, poker, xanax, etc.(vejam ao fundo da página neste link por exemplo).

Não duvido que a segunda lei é importante, mas gostaria de referir que, é tanto mais importante a quantidade, quanto maiores forem os interesses comerciais, e quanto menor for a qualidade. Como foi referido acima, a rede comporta-se como um tecido vivo que tem capacidade de se adaptar e evoluir, e depois de definidos os seus objectivos nada melhor do que dar-lhe tempo e espaço para que essa evolução seja natural e saudável, nunca forçada pois pode degenerar.

Palavras-chave: blogoesfera, comunidades de aprendizagem, ensino, formação, kevin kelly, partilha de conhecimento, Peter Drucker

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Setembro 12, 2007

Hà uns dias atrás coloquei aqui um post sobre o poder do vídeo, hoje fui para trás dos bastidores e venho falar-vos do poder poder da representação. Se é verdade que quem vê um vídeo aprende de uma forma divertida e multisensorial, também é verdade que quem cria esse vídeo, seja representador, realizador ou produtor, aprende de forma envolvente!

Podemos dizer que os ambientes virtuais como o second-life, os Jogos etc. também são, ou podem ser ambientes virtuais de aprendizagem.

Será cedo demais para dizer que as simulações de aprendizagem envolventes farão parte integrante de outras modalidades de aprendizagem? Talvez seja! Mas sem dúvida que nos últimos meses se tem assistido a um crescimento no interesse destas pelas organizações! Claro que este conceito não é novo, mas com tantos empresários atentos a isto será bom começar a dar alguns passos mais largos nesta matéria.

Vejam este vídeo onde Elliot Masie lança esta mesma questão: http://www.learning2007.com/video/video/re-enactment-immersive-lear

E aqui um outro de um excelente exemplo já posto em prática:

 

Palavras-chave: ambientes virtuais de aprendizagem, aprendizagem, educação, Elliot Masie, formação, ile, immersive learning environments, multisensorial, representação, teatro, vídeo

Escrito por Paulo Gingão | 2 comentário(s)

Setembro 08, 2007

A maioria dos formandos mais jovens, como também uma percentagem significativa de adultos que vou encontrando na formação, são aquilo a que posso designar de "DIGITAIS", tal como eu também acho que sou! Isto significa que somos:

- Comunicadores que dominamos e utilizamos múltiplas formas de nos mantermos em contacto, desde as mais tradicionais como o fax, passando pelo telefone, telemóveis, Messenger, Voip, SMS, MMS, email, etc.
- Orientados por objectivos. Todos nós gostamos de nos destacar, fazer algo de novo e diferente. Somos ambiciosos.

Também significa que:

- Funcionamos em multitarefa. Conseguimos ouvir música ao memso tempo que comunicamos por chat, atendemos o telefone, navegamos na internet e, tudo isto, enquanto estamos de facto a trabalhar.

- Sabemos onde encontrar informação e priveligiamos a criação em detrimento do consumo. Gostamos de aprender fazendo, com estimulos multi-sensoriais (multimédia).

- Temos soluções digitais que funcionam integradas e em harmonia com o nosso cérebro. São extensões deste que nos permitem aprender, ensinar, comunicar, partilhar, criar, socializar.

- Gostamos de ser agentes da nossa própria aprendizagem e desenvolver os nossos talentos naturais.

Parece-me que isto nos fornece algumas dicas para reflexão sobre a grande percentagem de alunos com perfil "DIGITAL", que se queixam de falta de motivação e não finalizam a sua licenciatura, afirmando que o período de aprendizagem apaixonante tão esperado venha efectivamente com a sua entrada no mercado de trabalho.

 Para quem se interessou por este post sugiro a leitura do caso de estudo que me inspirou http://www.apple.com.pt/por/apple/education/profiles/isleofman1.html e do artigo Imigrantes Digitais do Vitorino Seixas que também foi útil para organizar ideias.

Escrito por Paulo Gingão | 0 comentário(s)