Há uns dias que não passava por cá, o tempo tem sido escasso! Mas não podia deixar de partilhar convosco notícia com que hoje me cruzei, como também as reflexões que esta me suscitou.
A notícia aborda música e e-learning, duas áreas de interesse centrais na minha actividade. A música, embora não ocupe neste momento um lugar de destaque, outrora foi uma área que me tomou muito tempo, tendo estudado violoncelo e saxofone na Escola de Música do Conservatório Nacional. O e-learning é actualmente o centro da minha actividade profissional, através das funções que desempenho na equipa de e-learning do INA.
Por outro lado, a notícia em questão também pode ajudar a uma reflexão sobre aquela que é por mim considerada uma “falsa questão”: a de que o e-learning vê as suas potencialidades limitadas quando estamos no domínio das áreas “soft”. De que matéria mais “soft” poderíamos pensar do que a uma arte com a complexidade que tem a arte musical?!
Ok, tratasse somente do Paul McCartney a dar aulas de música pop através de um site e não de formar futuros solistas de orquestras ou maestros. Contudo, este exemplo demonstra como quando se determinam correctamente o nível de conhecimentos que se pretende atingir (objectivos de aprendizagem), como também o público alvo e os pré-requisitos que este deve deter, estão reunidos dois requisitos essenciais para que qualquer formação venha a obter sucesso. E, isto não só no e-learning, mas em qualquer modalidade de formação.
Acontece que o e-learning assistiu a muitos fracassos, derivados provavelmente de um exacerbado nível de expectativas, inexperiência e aplicação de “fórmulas de sucesso” sem ter em consideração os contornos da realidade a que se ia aplicar. E, no e-learning, quando a "coisa não é bem preparada", o falhanço é quase certo, pois não existe a margem de manobra quea formação presencial oferece, além de que os custos de desenvolvimento iniciais são mais avultados no formação a distância.
Penso que as chamadas "soft skills" podem ser alvo de modalidades de e-learning (total, parcial, etc.), desde que todo o processo de aprendizagem seja adequadamente planeado. E, é isto que muitas vezes falha no e-learning (pelo menos no que a minha experiência me diz).
Selma
Palavras-chave: e-learning, elearning, formação, música, soft skills, soft-skills



