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Novembro 23, 2007

Olá Cristina,

Parabéns pelo teu post. Parabéns por que foi pequeno, sintético e, sobretudo, porque abriu em mim uma porta para a reflexão que me conduziu a algumas conclusões que vou partilhar nesta comunidade.
É também com pequenos passos que se iniciam grandes viagens, é com pequenas iniciativas que se constroem grandes projectos e, embora os sonhos devam ser "grandes", é a pouco e pouco que os vamos transformando em realidade.
Como bem assinalas, os cursos em e-learning construídos com pequenos objectos de aprendizagem são mais maleáveis e reutilizáveis. Mas apliquei o teu raciocínio à formação profissional e lembrei-me de a certa altura da minha "pequena" carreira de 5 anos como formadora presencial me ter apercebido que mais valia chegar à aula e transmitir somente duas ou três boas noções aos formandos e que ficassem a germinar nas suas cabeças, do que inundá-los de informação. Não só, a partir de certa altura, começavam a ficar maçados, criando uma espécie de anticorpos a tudo o que a formadora dizia, como não retinham informação que depois transformassem em conhecimento.
Aprender a “espremer o suco da barbatana” para depois o transmitir aos meus formandos foi para mim um longo processo de aprendizagem (e ainda não completado), e julgo ser do que mais custa fazer bem quando se dá formação. Nos dias que correm, povoados por tanta informação, esta é uma das capacidades que mais falta nos faz.

Selma

Palavras-chave: aprendizagem, cristina viveiros, formação, objectos de aprendizagem

Escrito por Selma Vedor Fernandes

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