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Setembro 2007

Setembro 01, 2007

A palavra teve origem num hilariante episódio dos Monty Python em que spam significava coisas indesejáveis em excesso. Entretanto, adoptada para definir email's não solicitados, electronic junk mail, entre outras.

O spam nasceu oficalmente a 5 de Março de 1994, quando dois advogados, Canter e Siegel, enviaram uma mensagem sobre uma lotaria de Green Cards americanos para um grupo de discussão da USENET. O acto de enviar uma mensagem de propaganda para um fórum sem interesse no assunto causou espanto e revolta em muitos assinantes deste grupo. Para piorar, no mês seguinte eles voltaram a fazê-lo, e enviaram a mesma mensagem para diversos grupos de discussão da USENET. Durante as discussões sobre o ocorrido, surgiu a referência ao termo spam, relembrando uma cena do referido episódio dos Monty Python, onde vikings inconvenientes repetiam diversas vezes a palavra spam, referindo-se a uma conhecida marca de comida enlatada, de origem americana, composta de presunto condimentado.

Mas veja o episódio e verá como quando muitas das vezes chega à sua caixa de e-mail o nome é mais do que apropriado:

Palavras-chave: e-mail, email, Monty Python, spam

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Setembro 06, 2007

Olá,
De acordo com a lista «Global e-Government 2007», divulgada pela Universidade de Brown, Portugal é o 2º melhor da União Europeia, atrás apenas do Reino Unido.
O nosso País subiu 41 lugares na lista dos melhores países em Governo electrónico e é agora o 7º melhor do mundo nesta matéria.
Este estudo revela que os principais progressos no desempenho de Portugal se registaram em áreas como o número de serviços disponibilizados on-line, na política de privacidade e na política de segurança. E o programa SIMPLEX é considerado uma das forças motrizes deste melhoramento do e-government no nosso país.
Da minha parte, acho que uma só ressalva há que considerar quando abordamos este tema: quantidade não é sinónimo de qualidade!

Certamente que ainda há muito para fazer, mas pela minha parte sinto que é muito mais fácil, rápido e eficaz tratar de assuntos relacionados com a AP na Internet, e que isto veio proporcionar uma melhoria na qualidade dos serviços disponibilizados aos cidadãos.
Seria também importante saber como é que o sector privado está posicionado nesta área de prestação de serviços via electrónica, pois este pode ser um dos casos em que o sector público está um passo à frente, quando tantas vezes somos confrontados com a defesa de aplicação de modelos do sector privado ao público.

Para mais informações consultem as notícias nos links sugeridos:

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=18&id_news=293378
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=850524&div_id=1730

Para quem se interessa particularmente sobre este tema, aqui ficam outra sugestões:

http://www.governmentontheweb.org: site que se dedica ao desenvolvimento do conhecimento e compreensão da temática do e-government e do impacto das tecnologias web no governo-. Site gerido conjuntamente LSE Public Policy Group (London School of Economics and Political Science) e o Oxford Internet Institute (University of Oxford).
http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk_politics/6896614.stm: notícia da BBC sobre o relatório NAO (UK National Audit Office) que alerta para a complexidade e dificuldade de uso de muitos sites governamentais.

Selma 

Palavras-chave: e-Government, egovernment, governo electrónico, Portugal, simplex, Universidade de Brown

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Setembro 08, 2007

O fenómeno dos blogs dificilmente passou despercebido, mesmo aos mais distraídos ou afastados da realidade da Internet.
Como indica José Luís Garcia, em "Cibercultura e Cidadania", "A proliferação de milhões destes blogues permite hoje dizer, com uma certa pertinência, que os mesmos constituem o “quinto poder”, que sucede e controla o “quarto poder” (o da comunicação social tradicional), que por sua vez fiscaliza os restantes três outros poderes, o legislativo, o executivo e o judicial."


Isto indica-nos que seja qual for a análise que hoje se debruce sobre o estado da comunicação social em qualquer país onde existe um sistema mediático - jornais, rádios, televisões - deve (e tem) de incluir os blogues. Neste sentido, gostaria de partilhar um caso que revela o triunfo da blogoesfera, e que pelo menos a mim me surpreendeu (positivamente), e que me levou a reflectir sobre este fenómeno:

  • Blog Porkbusters, que levou a cabo uma iniciativa para canalizar gastos públicos desnecessários de Estados norte-americanos, orientando essas verbas para fundos destinados a ajudar projectos que visem contribuir para a recuperação dos estragos causados pelo Furação Katrina. E, conseguiram juntar verbas significativas.
Alguns links sobre este caso:
Deixo também uma seguestão de leitura, que pelo menos eu considerei interessante, e me ajudou a familiarizar com o estudo desta temática:"Geração Blogue" de Giuseppe Granieri, Editorial Presença, 2006.

Palavras-chave: blog, Blogoesfera, blogues, Cibercultura, Giuseppe Granieri, Porkbusters

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Setembro 15, 2007

Olá,

Volto a relembrar a quem possa interessar que é já nesta próxima segunda feira que se reailza em Oeiras, no Auditório Eunice Muñoz, entre as 9:30 e as 12:30, o debate sobre "Inovação, Aprendizagem e Desenvolvimento" moderado pelo Prof. Carlos Zorrinho, Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico. É gratuito e podem-se inscrever online.

Temas de debate:
- requalificação para a sociedade do conhecimento
- aprendizagem suportada pelas tecnologias,
- coesão social e digital,
- papel das organizações na definição das políticas públicas e respectiva execução,
- políticas públicas orientadas para o desenvolvimento e a inovação com base na aprendizagem e no recurso às tecnologias.

Palavras-chave: aprendizagem, debate, ina, inovação, tecnologias

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Setembro 18, 2007

Olá,

O sector da educação tem sido alvo constante de reformas nas últimas décadas. Sem querer discutir o valor ou impacto destas reformas, a verdade é que esta é uma área vital para o desenvolvimento de qualquer nação. E, actualmente, têm sido noticiadas iniciativas do governo ao nível da educação, sendo que algumas das mais badaladas passam por dotar as escolas de equipamentos informáticos, fazer com que no curriculum de alguns professores constem competências nas áreas da educação a distância, entre outras. Para mais desenvolvimentos, aconselho alguns minutos de navegação pela página do CRIE, sobretudo da página onde podem consultar o Plano Tecnológico da Educação.

Recebo sempre com reservas iniciativas com forte substrato tecnológico (nem que seja só no título), pois a história mostra-nos os resultados perversos de muitas políticas assentes concepções tecnologicamente deterministas. Não consultei com pronfundidade as referências acima para poder afirmar até que ponto enformam de um determinismo tecnológico, nem estou a par de todas das política nacionais para a educação. Contudo, tal não me impede de partilhar estas ideias convosco e de sugerir a leitura do artigo que hoje publicou o jornal britânico "The Guardian", com o título "It's official: success at school starts at home".

Para quem tiver curto de tempo, deixo alguns extractos:

"Finally, the penny has dropped. After years of insisting there can be no excuses for failure, politicians across the political spectrum appear to have accepted that home background is the paramount factor determining how children do at school,"

"So it is interesting to note the recent change of emphasis. The very act of creating the new Department for Children, Schools and Families underlines a holistic approach to education. Bringing together, in a single department, all aspects of childhood is a tacit acknowledgement that you cannot divorce home upbringing from school achievement. The recent launch of a public consultation on a 10-year Children's Plan further underlines the new strategy."

Palavras-chave: crie, determinismo tecnnológico, educação, guardian, plano tecnológico, políticas de educação, políticas públicas, sucesso escolar

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Setembro 21, 2007

Olá,

a quem o tema interessar  sugiro uma visita Exposição dos Tratados entre Portugal e os Países da UE, promovida pela Assembleia da República e pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Esta exposição, organizada no decorrer da Presidência Portuguesa da União Europeia (UE), que consiste na mostra de Tratados pertencentes ao património do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, do Arquivo Histórico Parlamentar, do Arquivo Histórico Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Conselho da União Europeia, encontra-se dividida em dois núcleos que estarão em simultâneo na Assembleia da República e na Torre do Tombo.

Na Assembleia da República a exposição está patente até 28 de Dezembro, e aberta ao público, nos dias úteis das 10h00 às 17h00 (com visitas de hora a hora). No Arquivo Nacional da Torre do Tombo a exposição está patente de 25 de Setembro a 31 de Dezembro, de 2ª a 6ª feira, das 10h00 às 19h00, e ao sábado, das 10h00 às 12h00.

Há visitas guiadas para a visita ao Parlamento no último sábado de cada mês.

Mais informações 

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Olá, 

Há poucas semanas recebi um email sobre o site  http://blackle.com/, que alertava para o facto de se a página do Google possuísse um fundo preto em vez de branco seriam economizados cerca de 750 megawatts/hora por ano. Esta constatação doi noticiada por Mark Ontkush, num artigo onde apresenta o resultado dos seus cálculos sobre a economia que poderia ser feita se a página do Google possuísse um fundo preto em vez de branco.
O email que recebi dizia ainda que em resposta ao post de Mark Ontkush, o Google criou uma versão toda escura do seu search engine chamada Blackle.com, que funciona exactamente igual à versão original mas consome menos energia.

Mas, será isto correcto? É esta a questão que Jack Schofield coloca no seu blog. Ler post

E neste post também ficamos a saber que o Google nada tem a ver com o site  http://blackle.com/: " Incidentally, Blackle is not owned by or otherwise related to Google. As it says on its home page (blackle.com), it just uses Google Custom Search."

Este confronto de notícias contraditórias leva-me a reflectir sobre um dos problemas que em meu entender o mundo da web padece: fote de informação inesgotável, just in time e mundial, sobre tudo e todos, mas que também exige mais atenção, sentido crítico, capacidade de pesquisa, análise e selecção de fontes por parte dos utilizadores. E nós,quando assumimos o nosso papel de formadores, devemos sem dúvida alertar os nossos formandos para estas questões.

Selma 

Palavras-chave: google, google black, informação, Jack Schofield, Mark Ontkush, web 2.0

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