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Março 23, 2008

Nunca os chavões SEO (Search engine optimization), acessibilidade e Web semântica fizeram tanto sentido! Os motores de busca (e também os utilizadores) vão aperfeiçoando as suas técnicas de pesquisa, de modo a obterem resultados relevantes nas buscas que fazem. Isto quer dizer que não basta ter algumas palavras-chave fortes no seu site para lhe garantir visibilidade ou lhe dar mais probabilidades de ser listado nas primeiras posições dos resultados. A web semântica descreve a relacão entre as coisas seguindo uma estrutura hierárquica. Isto significa que ao criar documentos com uma estrutura correcta está a tornar o seu conteúdo atractivo, relevante e visível para os motores de busca e, claro está, também para os utilizadores.

As técnicas de SEO estão também relacionadas com as melhores técnicas para a criação de web sites acessíveis aos seus utilizadores. Podemos pensar num motor de busca como um dos utilizadores dos nossos sites que não vê, não ouve, não é tão inteligente como nós, não tem plugins instalados e que se não encontra o que quer à primeira dificilmente nos dará o privilégio de se lembrar de nós!

Quando digo que um motor de busca não vê, estou na verdade a pensar que o motor de busca não procura por sites bonitos, com designs arrojados que podem captar a atenção de um utilizador que vê. O motor de busca apenas vai procurar ler o conteúdo do site e analisar a relevância e consistência deste. Quando digo que não ouve, quero dizer que ele não vai ter em conta aquela música de fundo que lhe levou dias a escolher para dar "aquele" ambiente a condizer com o design, e que ainda por cima lhe está a custar alguns dos poucos segundos que tem para carregar o site e mostrar algo ao utilizador antes que ele se farte de esperar. Não é tão inteligente como nós porque lhe falta a inteligência emocional para lidar com trocadilhos, jogos de palavras, frases feitas, texto mal escrito ou conteúdo que depende de imagens ou outros elementos visuais para lhe dar sentido. Ou está lá em forma de texto (HTML) o que ele procura, ou não está! Os motores de busca também não têm plugins instalados, ou seja, aquelas animações de Flash de que tanto se orgulha, vídeos, cursores animados ou objectos que seguem o cursor e outros gadjets que parecem tão interessantes, são simplesmente ignorados.

Se o seu web site cumprir com as normas para a acessibilidade e as normas da W3C, e se tiver conteúdo relevante será mais interessante e fácil de utilizar para os seus visitantes e para os motores de busca.

Palavras-chave: acessibilidade, css, seo, standars, usabilidade, web semantica, xhtml

Escrito por Paulo Gingão | 0 comentário(s)

Fevereiro 23, 2008

A Universidade Aberta premiou o ambiente de comunicação síncrono e de colaboração na Web, que é a sala virtual Elluminate Live!, ao seleccionar esta plataforma para a realização do seu projecto de ensino online de qualidade.

A Universidade Aberta foi fundada em 1998 e implementou-se desde então em Portugal como instituição de referência no ensino a distância. Durante estes últimos dois anos tem vindo a desenvolver um projecto consistente de e-learning e a implementar um ambicioso programa de inovação pedagógica e tecnológica, assumindo-se como pioneira na adesão do ensino superior ao e-learning. Para tal, desenvolveu o primeiro modelo pedagógico completamente virtual concebido no País e iniciou um plano de formação contínua com características únicas, destinado à certificação cíclica das competências pedagógicas de todos os seus docentes.

A Universidade Aberta decidiu integrar nas suas opções para o fomento e execução do seu modelo pedagógico a plataforma Elluminate Live! Academic Edition V8. A plataforma é agora uma das tecnologias disponíveis no Laboratório de Educação a Distância. A Elluminate congratula-se pela escolha e orgulha-se da confiança depositada na sua organização e tecnologia. A Elluminate Live! será certamente uma mais valia para a concretização do lema da Universidade Aberta: Em Qualquer Lugar do Mundo.

Para mais informações: http://www.elluminate-pt.com

Palavras-chave: colaboração a distancia, elearning, elluminate, tele-conferência

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Fevereiro 11, 2008

Foi lançado o novo sistema de partilha de viagens no site www.carpool.com.pt que agora conta com a integração do Google Maps, permtindo uma pesquisa muito mais intuitiva que a anterior. Preveâm-se mais novidades em breve. Entretanto, aproveitem para se registar e procurar parceiros para dividir despesas em deslocações.

Boa Viagem! 

Palavras-chave: carpool, comunidades, comunidades virtuais, google maps, internet, web 2.0

Escrito por Paulo Gingão | 0 comentário(s)

Fevereiro 04, 2008

Para os Geeks, curiosos, profissionais e todos os que se interessam em desenvolvimento e design para a Web, se estão dispostos a vir a Londres em Maio, este é um dos eventos mais esperados nesta área. Temas como AJAX, CSS, Standards da Web, Acessibilidade, etc. vão estar no  centro das actividades. 

http://www.vivabit.com/atmedia2008/london/ 

Com a OFFF em Lisboa de 8 a 10, Maio vai ser memoravel. 

Palavras-chave: Acessibilidade, AJAX, CSS, internet, multimedia, Standards da Web, w3c, web 2.0

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Novembro 28, 2007

É verdade, talvez não saiba, mas já está a criar o seu e-Portfolio. Isto porque navega, cataloga, comenta, visita, classifica, partilha recursos na WEB 2.0. Mesmo que não tenha o seu blog, web site, ou mesmo um perfil criado nesta comunidade, a rede está a alimentar-se com TUDO o que faz sobre ela. Uma das características mais relevantes desta nova WEB é sua semelhança com o cérebro humano, em que existem conexões de milhões de neurónios que trocam e armazenam informações, e estabelecem padrões entre si. É um tecido vivo que não pára de crescer e que vai tomando a forma daquilo que o alimenta. Esta rede é o reflexo daquilo que os seus utilizadores, fazem sobre ela. Não quer deixar uma marca pessoal? Pode começar por comentar este post ;)

Technorati Profile

Palavras-chave: conectivism, internet, redes sociais, web 2.0

Escrito por Paulo Gingão | 2 comentário(s)

Novembro 23, 2007

A propósito dos anteriores posts da Cristina e da Selma, lembrei-me de um post que encontrei a 26 de Setembro de 2007 no blog Learning TRENDS by Elliott Masie http://trends.masie.com/archives/2007/09/user_created_co.html, e que foca precisamente os mini-conteúdos e os conteúdos criados pelos utilizadores.

Já agora, queria acrescentar algumas iniciativas que também considero serem SMART, não pelo tamanho mas pela sua inteligente aplicação:

  • Avatar Languages - Escola que utiliza o ambiente 3D do Second Life para o ensino de línguas
  • Tutor ABC, menos virtual que a primeira, utiliza uma ferramenta deveras parecida com a Elluminate como ferramenta principal na relação aluno/professor. Vejam este vídeo de uma sessão real:



Para quem quiser aventurar-se, a Elluminate tem uma versão grátis da sua sala de aula virtual, a Vroom, que permite uma utilização plena de todos os seus recursos com limitação de três participantes. E aqui fica mais um vídeo, acerca da utilização desta ferramenta no ensino:

 

Palavras-chave: aprendizagem ao longo da vida, aulas virtuais, conteúdos, elearning, ensino, vídeo, virtual, virtual meetings

Escrito por Paulo Gingão | 0 comentário(s)

Novembro 04, 2007

Para quem me conhece e sabe que nunca pintei a não ser meia dúzia de paredes aqui fica uma novidade: Neste sábado pintei um quadro a óleo, em apenas 6 horas!!!

O segredo que revelo com muito gosto, está na técnica secular “wet-on-wet” desenvolvida pelo artista Bob Ross, que chegou a Portugal pela mão de Manuel Figueiredo. De facto neste sábado frequentei um dos seus workshops e graças a esta técnica e às excelentes capacidades pedagógicas do Manuel, em apenas seis horas pintei o quadro que podem ver abaixo. No mesmo dia este passou a fazer parte da decoração da minha sala. Apenas posso dizer que foi um sábado bastante gratificante passado em boa companhia, e que vou voltar em breve.
Se quiserem experimentar vejam os detalhes em http://www.mypintarfacil.com/

Para os mais cépticos, encontrei um vídeo que talvez dê para ficarem com uma ideia do que poderão fazer esta técnica.


Aqui estou eu no fim do workshop, orgulhoso com a minha obra de arte :)

Ao sabor do vento 

Palavras-chave: pintura

Escrito por Paulo Gingão | 0 comentário(s)

Outubro 28, 2007

Mudar a hora é habitualmente fonte de confusões. Há sempre uns relógios que escapam ao acerto e há sempre alguém que chega ao emprego na hora errada. Mas a mudança de hora traz tantas vantagens à vida das pessoas e à economia do países que é um ajuste que vale bem a pena.

No próximo Domingo, dia 28 Outubro vamos mais uma vez mudar a hora, como em toda a União Europeia, nos Estados Unidos e em muitos países do mundo.

Pelas 2h da manhã, deve atrasar o seu relógio 60 minutos, dando-se, assim, início ao período da “HORA DE INVERNO”. No último domingo de Março far-se-á um ajuste análogo, mas em sentido contrário: os relógios adiantam-se.

Com isso, quase todos evitamos acordar ainda de noite e sair de casa antes do nascer do Sol. Anoitecerá mais cedo, mas isso acaba por custar ao país menos dinheiro, pois nessa altura já a grande maioria das empresas industriais terá terminado o seu horário de trabalho.

No início da Primavera far-se-á outro ajuste, nessa altura para entrar em vigor um desvio à hora normalizada e adicionar 60 minutos ao tempo de Greenwich. Com esse desvio, volta-se a poupar recursos, pois passa-se a acordar mais cedo e a aproveitar a luz da manhã, que aparece igualmente mais cedo. Passa-se também a aproveitar a luz de fim de dia, sem ser necessário recorrer à iluminação artificial para preparar o jantar ou para jogar à bola. Os acertos de hora representam uma poupança considerável, tanto no Verão como no Inverno.

História

Curiosamente, o primeiro a analisar o aproveitamento da luminosidade e os limites dos crepúsculos de forma rigorosa e quantitativa foi Pedro Nunes (1502-1578).

Um século passado sobre os trabalhos de Pedro Nunes, Christian Huygens inventou o relógio de pêndulo (1656).

Um outro século depois, cerca de 1760, começaram a ser construídos os primeiros relógios de bolso de precisão. A vida começou a ser regulada pelo relógio mecânico e passou a dar-se outro valor ao tempo.

Foi o político e inventor Benjamin Franklin (1706-1790) na altura com 78 anos, que, como embaixador do seu país em França e num artigo, publicado em 26 de Abril de 1784 com o título «Um projecto económico», sugere que a hora mude e que no Verão a vida comece 60 minutos mais cedo. Faz algumas contas e diz que Paris poderá assim poupar anualmente 32 mil toneladas de cera de vela.

Em 1907, William Willett um construtor Britânico e membro da The Royal Astronomical Society deu início a uma campanha para adopção do horário de verão naquele país. Naqueles dias o argumento utilizado era que haveria mais tempo para o lazer, menor criminalidade e redução no consumo de luz artificial.

Surgiram opositores de todas as áreas; fazendeiros, pais preocupados com as crianças que teriam que acordar mais cedo, etc.

Foi preciso um evento triste, a Primeira Grande Guerra, para os Estados sentirem a necessidade de poupar energia.

Em 30 de Abril de 1916, a Alemanha e a Áustria mudaram a sua hora legal, introduzindo a «hora de Verão». Três semanas depois, em 21 de Maio, outros países europeus seguiram o exemplo, entre os quais Portugal. Em 1917 foi a vez da Austrália e Nova Zelândia, e em 1918 dos Estados Unidos. Hoje, mais de 70 países aderiram ao regime de mudança de hora. Os cálculos de Pedro Nunes a ideia inovadora de Benjamim Franklin e a persistência de William Willet tiveram uma repercussão com que poucos na altura sonharam.

Em Portugal

1912
A hora legal no nosso País entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 1912.
1916
A chamada hora de Verão foi adoptada em 1916 por alguns países europeus, inclusive Portugal, durante o período em que os dias são maiores.
1941
Começou então o que se chama a dança dos relógios, com algumas interrupções, até 1941 e isto, dum modo geral, para seguir o que se passava em França e em Espanha.
1942
De 1942 a 1945, tendo em atenção circunstâncias decorrentes da Segunda Guerra Mundial, estabeleceu-se no nosso País uma dupla hora de Verão, escalonada em dois períodos: em meados de Março os relógios eram adiantados de uma hora; em fins de Abril avançava-se mais uma; em fins de Agosto atrasava-se uma hora e em fins de Outubro regressava-se à hora de Inverno (hora do meridiano de Greenwich ou Tempo Universal).
1946
A partir de 1946 cessaram as razões que levaram à instituição da dupla hora de Verão e voltou-se à situação anterior: hora de Inverno igual ao Tempo Universal; hora de Verão, o Tempo Universal adiantado de uma hora. Esta situação manteve-se até 1966.
1966
Em Outubro de 1966 foi determinado que no território do Continente a hora legal passaria a ser durante todo o ano a hora da Europa Central, isto é, o Tempo Universal aumentado de uma hora (TU+1). Deixou de haver Hora de Inverno e Hora de Verão.
1970
Porém, em princípios da década de 1970, alguns países da Europa, nomeadamente a Espanha e a França, voltaram a adoptar duas horas diferentes: uma no Verão (TU+2) e outra no Inverno (TU+1). Portugal não seguiu este princípio.
1975
Em princípios de 1975, a Comissão Permanente da Hora, foi de parecer que deveríamos voltar a ter uma hora de Verão e uma hora de Inverno, desfasadas de uma hora. Foi igualmente decidido que, em virtude da nossa posição geográfica, deveríamos tomar como hora legal do nosso País, durante o Inverno, a hora do meridiano de Greenwich; no Verão essa hora seria adiantada de 60 minutos.
1992
Em 1992, com o argumento de acompanhar nos horários de trabalho os países da União Europeia, foi estabelecido um novo regime de hora legal, no qual, durante o período de "hora de Inverno", passámos a estar adiantados de 60 minutos em relação ao Tempo Universal; durante o período de "hora de Verão" essa avanço passou a ser de 120 minutos.

Na prática, isso significava estarmos avançados de mais de 90 minutos em relação à hora solar durante o período de "hora de Inverno" e mais de duas horas e meia durante o período de "hora de Verão", o que acarretava bastantes prejuízos para os estudantes e para a população em geral.
1996
Em Janeiro de 1996, foi a Comissão Permanente da Hora mandatada para elaborar um parecer conclusivo sobre a possibilidade de alterar o regime de hora legal, tendo a mesma concluído ser conveniente regressarmos ao regime vigente antes de 1992. Tal traduziu-se na publicação do Decreto-Lei no17/96, de 8 de Março, que estabelece que a hora legal em Portugal continental coincide com o Tempo Universal Coordenado (UTC) no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Outubro e a 1 hora UTC do último domingo de Março seguinte (período de hora de Inverno) e coincide com o Tempo Universal Coordenado aumentado de 60 minutos, no período compreendido entre a 1 hora UTC do último domingo de Março e a 1 hora UTC do último domingo de Outubro seguinte (período de hora de Verão). É esta a actual hora legal do nosso País e que, de acordo com a Directiva COM(2000)892 final, de 28.12.2000, do Parlamento Europeu e do Conselho, se manterá até 2006.


Fontes:
http://www.wikipedia .org
http://www.oal.ul.pt/oobservatorio/vol8/n2/vol8n2_2.html

http://www.forumbtt.net/index.php?topic=361.0;wap2

Palavras-chave: Benjamin Franklin, Christian Huygens, gmt, Greenwich, hora, Pedro Nunes, Segunda Guerra Mundial, William Willett

Escrito por Paulo Gingão | 4 comentário(s)

Outubro 21, 2007

Na sequência deste post da Fernanda decidi escrever algo que julgo interessante para quem constrói e dinamiza comunidades virtuais de aprendizagem ou de quaisquer outros temas.

Foi Peter Drucker quem começou a utilizar os termos "sociedade do saber" ou "sociedade da informação" antecipando-se ao fenómeno da economia de rede. Este novo modelo económico segue um mecanismo similar ao que se encontra nos sistemas biológicos, em que a sua força está nas ligações estruturadas que permitem simultaneamente a evolução, a co-evolução, a adaptação, a interacção e a mudança.

Kevin Kelly, elaborou em 1997 a tábua das doze leis para a nova economia de rede, à luz das quais eu gostaria de criar aqui alguma reflexão saindo do plano económico, e puxando o tema para as comunidades do conhecimento. Apenas transcrevo da primeira à quinta:

1 - A lei suprema da conexão
O valor económico advém da ligação de todo o tipo de objectos aparentemente "estúpidos". Os computadores com «chips» talvez sejam 500 milhões no ano 2020, mas os objectos e outras máquinas com «chips» que não são computadores atingirão 1 trilião. O desafio é que este imenso "resto" se conecte entre si no seio da rede. É o poder económico dos "estúpidos" conectados.

2 - A lei da abundância
Quanto mais nós na rede, maior valor económico. Cada unidade adicional na rede aumenta o seu valor unitário e o da própria rede. O poder económico vem da abundância e não da escassez (como é o caso do petróleo ou do ouro, na economia industrial). Mais dá mais e atrai mais na economia digital, e não menos.

3 - A lei do crescimento não linear
Depois de um período de incubação, de muito trabalho e criatividade, o crescimento subitamente passa a exponencial. O caso da Internet é provavelmente o melhor exemplo.

4 - A lei da epidemia
O significado precede o súbito momento de viragem. O que é preciso é estar atento, descobrir o sentido do que está ainda "encoberto", e posicionar-se antes da viragem. Com esta, a economia em rede comporta-se como um doença infecciosa, e então já é tarde para ganhar vantagem competitiva.

5 - A lei dos rendimentos decrescentes
Numa arquitectura de rede o círculo é virtuoso. A multiplicação dos ganhos não depende do sucesso individual, mas do conjunto, da vantagem cooperativa em rede.

Todas elas falam das ligações e da partilha, e das vantagens que daí advêm. Uma boa comparação penso que é a dos aparelhos de fax. Imaginem quando existia só um, não era possível enviar ou receber faxes de ninguém. Quando surgiu o segundo, o seu valor duplicou. Ao surgir o terceiro o seu valor triplicou e assim por diante até chegarmos ao ponto em que um aparelho de fax tem de facto um valor inestimável pois este pode enviar e receber faxes de qualquer lugar no mundo e é impossível passar sem ele. No nosso caso, voltando às comunidades virtuais, cada elemento novo acrescenta um valor exponencial à rede e daí ser compreensível esta atitude, pois na verdade está apenas a tentar aplicar-se a lei da abundância. Sendo assim decidi avançar para o referido site. Quando fui para me registar, achei curioso o facto de ter que seleccionar obrigatoriamente pelo menos uma área de interesse para que a Canalmail me envia-se publicidade. As áreas que tinha para escolher eram:

Lazer; Ofertas; Bancos; Emprego; Carros; Música; Compras; Desporto; Cursos; Ele; Viagens; Informática; Crianças; Saúde; Adultos; Notícias

Como nenhuma está relacionada com o tema principal dessa comunidade, decidi não avançar com o meu registo pois a minha desconfiança começou antes com a enorme quantidade de hiperligações para sites internacionais relacionados com crédito, cialis, poker, xanax, etc.(vejam ao fundo da página neste link por exemplo).

Não duvido que a segunda lei é importante, mas gostaria de referir que, é tanto mais importante a quantidade, quanto maiores forem os interesses comerciais, e quanto menor for a qualidade. Como foi referido acima, a rede comporta-se como um tecido vivo que tem capacidade de se adaptar e evoluir, e depois de definidos os seus objectivos nada melhor do que dar-lhe tempo e espaço para que essa evolução seja natural e saudável, nunca forçada pois pode degenerar.

Palavras-chave: blogoesfera, comunidades de aprendizagem, ensino, formação, kevin kelly, partilha de conhecimento, Peter Drucker

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Outubro 18, 2007

É impossível prever o futuro mas no entanto todos temos - ou julgamos ter - uma noção mais ou menos aproximada da maneira como vai ser. E se nalgumas áreas não é muito difícil adivinhar o rumo que as coisas vão tomar já noutras as previsões saem completamente furadas. A tecnologia é uma delas. Com efeito, nos últimos tempos a evolução tecnológica tem sido tão grande que equipamentos e conceitos com meia dúzia de anos são considerados completamene obsoletos. Torna-se, por isso, muito arriscado fazer futurologia ou tecer quaisquer vaticínios sobre a evolução tecnológica seja do que for.

Por isso quando vemos alguns filmes de ficcção científica com 20 anos, por exemplo, achamos tudo aquilo ridículo. O mesmo se passa quando lemos textos ou afirmações sobre ciência e tecnologia, alguns até da autoria de personalidades notáveis. A reacção é sempre a mesma: risos. Vejamos o que se dizia sobre o futuro dos computadores:

1943 - "Penso que há um mercado mundial para cerca de 5 computadores"
Thomas Watson, presidente da IBM

1949 - "Os computadores do futuro não pesarão menos de uma tonelada e meia"
Popular Mechanics

1977 - "Não há nenhuma razão para que as pessoas queiram ter um computador em casa"
Ken Olsen, CEO da Digital

1981 - "640Kb de memória é bem suficiente para tudo o que temos necessidade de fazer com um PC"
Bill Gates

1988 - "Creio que o OS/2 (IBM) está destinado a ser o sistema operativo mais importante de todos os tempos"
Bill Gates

1990 - "O DOS vai continuar a desempenhar um papel muito importante, mesmo nos próximos 10 anos"
Bill Gates

1998 - "A época dos PCs terminou"
Lou Gerstener, CEO da IBM

Palavras-chave: computadores, informática, internet

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